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Análise a ‘Orange Is The New Black’ – Temporada 5

Começamos a quinta temporada com os acontecimentos que terminaram a temporada anterior, as prisioneiras de Lichfield revoltaram-se contra a forma que são tratadas na prisão, pelos guardas e em geral, pelo sistema com que a prisão é gerida.

A quarta temporada termina com um cliffhanger cliché, mas fantástico. Uma das prisioneiras, Dayanara (Dascha Polanco), rouba a arma do guarda e aponta-a na direção dele, assim como na direção das restantes prisioneiras que estão aos gritos e a incentivá-la a disparar contra o guarda, ouvimos de seguida o som da arma a disparar, e terminamos assim. Será que Dayanara disparou contra o guarda, será que disparou contra uma das outras personagens, é isso que sabemos logo no início da 5ª temporada.

OITNB Season 5

Narrativamente toda a temporada ocorre em menos de uma semana; e somos levados para o interior da prisão onde as prisioneiras se juntam para defender os seus direitos, prendem os guardas, e estão em controlo da prisão. Tudo isto com acontecimentos que levam as prisioneiras a virar-se umas contra as outras, mas sempre mantendo um estilo cómico em algumas personagens que desde o início nos fazem rir.

Outro acontecimento enorme que terminou a quarta temporada, foi a morte de Poussey (Samira Wiley), e uma das principais razões pela qual as prisioneiras se revoltaram, visto que a morte dela foi devido a um guarda, Bayley (Alan Aisenberg), um dos guardas mais novos, e sem experiência.

Tal como nas outras temporadas, somos levados ao passado de algumas personagens, para justificar as suas ações no presente. Vemos alguns passados novos, tal como voltamos a repetir o passado de algumas personagens, mas em diferentes alturas das suas vidas. Tendo as prisioneiras feito os guardas reféns, a polícia age para que ninguém sofra nas suas mãos, e para isso oferecem satisfazer as suas necessidades a partir do exterior da prisão. Somos transportados para a vida destas personagens na prisão, com múltiplas storylines, as personagens ‘boas’, os vilões, heróis, os inteligentes, os menos inteligentes, os grupos étnicos que sempre foram uma das mais reconhecidas coisas sobre a série, e também um dos pontos mais importantes e que é muito bem retratado.

Orange Is The New Black Season 5

Mas como todos sabem, a série começou por ser sobre Piper (Taylor Schilling), e como esta personagem se consegue integrar num ambiente a que é desconhecida. E claro que continua a ser; no entanto, cada vez mais, de temporada para temporada somos afastados a essa parte da história, e a Piper. Esta não é exceção, vemos menos desta personagem, mas isso é muito bom, porque assim vamos mais do resto das personagens, e eu acho que a série é mesmo sobre isso. Por isso é bom deixarmos de nos focar tanto neste personagens, se temos tantas outras excelentes para ver.

Os episódios seguem o mesmo estilo que sempre seguiram, mas há um em específico que me chamou mais a atenção, pelo meu gosto em filmes de terror, e pelas suas diferenças em comparação com os restantes, tornou-se um dos meus favoritos; o uso de clichés de filmes de terror, numa série que nada tem de terror.

Orange is the New Black estreia em exclusivo na Netflix a 9 de Junho!

Há 8 anos a estudar cinema e técnicas audiovisuais, terminou em 2016 a licenciatura em cinema, estando agora a trabalhar como produtor de conteúdo de vídeo, crítico de cinema e gestor de redes sociais em diversas empresas. Amante de cinema e música, gosta de viajar e aprender coisas novas para aumentar os seus conhecimentos em várias áreas.

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