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Era um clássico por mês!

“No matter how dreary and gray our homes are, we people of flesh and blood would rather live there than in any other country, be it ever so beautiful. There is no place like home.” 
― L. Frank Baum,  The Wizard of Oz

Bem vindos a uma das novas rubricas aqui do 8dot5, esta rubrica terá como intuito uma vez por mês relembrar os filmes que são clássicos do cinema, aqueles que vivem de década para década, de geração para geração. E que sempre irão fazer parte dos filmes obrigatórios para todos nós vermos antes de morrermos.

Que atire a primeira pedra aquele que não conhece a indescritível letra de Over The Rainbow ou a estrada amarela que levará qualquer um ao castelo de esmeralda. O Feiticeiro de Oz foi um grande marco na estética e no desenvolvimento da história do cinema. O filme foi produzido por Metro-Goldwyn-Mayer e baseado no livro de L. Frank Baum, O Feiticeiro de Oz.

A história é sobre Dorothy (Judy Garland), uma jovem rapariga de 11 anos do Kansas, que sempre sonhou sair da sua pequena cidade. Pode-se dizer que tinha uma mentalidade acima daquelas que a rodeavam. Vive com os tios Henry (Charley Grapewin) e Em (Clara Blandick) e o seu cão Totó. Este último um dia cria um grande problema com a Sra. Gulch (Margaret Hamilton) e a mesma decide falar com Em, dizendo que o cão deve ser posto “a dormir”. Dorothy, desolada, foge de casa. Nesta pequena fuga, ela acaba por conhecer o mágico falso, Marvel (Frank Morgan) e quando decide voltar para a sua casa é apanhada no meio de um tornado; tornado este, que a leva para outro sítio, fora de Kansas. Após o tornado acabar,  conhece Glinda (Billie Burke) a Bruxa do Norte, que a questiona se ela é uma bruxa boa ou uma bruxa má. É no meio desta conversa se apercebem que a Bruxa má do Leste está morta e Dorothy tem agora os seus sapatos mágicos. Aqui começa uma grande aventura para Dorothy e mais tarde os três amigos que ela vai conhecer: o espantalho (Ray Bolger), o homem de lata (Jack Haley) e um leão cobarde (Bert Lahr).

As filmagens deste grande filme começaram a 13 de outubro de 1938 e foram concluídas a 16 de março de 1939, e o filme estreou a 12 de agosto do mesmo ano. A escolha do elenco não foi a escolha mais facilitada, sendo que muitas vezes os atores acabaram por mudar de personagens e alguns acabaram por desistir do projecto, mas no final o elenco acabou por ser uma boa escolha e o filme ganhou dois Óscares ainda que nomeado a seis, e também foi nomeado no Festival de Cannes.  Foi considerado como o filme mais visto de todos os tempos. Tornou-se um grande marco para a cultura pop. O director Victor Fleming e muitos outros, conseguiram criar um mundo de fantasia que ultrapassava todas as expectativas para a época que o mesmo saiu, estamos a falar do início do século vinte!

A soundtrack original ficou também conhecida como uma das mais famosa e reconhecida por toda a América. Especialmente a música principal “Over the Rainbow”, sendo considerada uma das músicas mais famosas que alguma vez incorporaram um filme. Foi produzida por Harold Arien e E.Y. Yip Harburg, ganhando inclusive um prémio da Academia como melhor música. O filme também ganhou um prémio para o melhor score original.

O Feiticeiro de Oz é para todas as gerações, seja para uma criança de oito anos ou alguém de sessenta e cinco. A história é pura e tenta relembrar cada um de nós de o que é ser criança e do que é ter uma grande imaginação. Em Oz todos os sonhos são possíveis. Um filme que relembra que não faz mal ter medo, e que com o tempo amor, coragem e sabedoria acabaram por se desenvolver em cada um de nós, tal e qual como foi para os quatro amigos à medida que as personagens iam crescendo. A história ainda hoje é utilizada para peças de teatro pelo mundo inteiro e já existem várias versões do filme em desenhos animados. Inclusive séries que acompanhem os livros todos de L. Frank Baum.

É honesto e humilde. Tem mensagens muito importantes como amor e de descoberta. É obrigatório para os amantes de cinema e para aqueles que já se tenham esquecido do que realmente significa ser criança.  E já que estamos a chegar ao fim de semana sugiro este filme para um Sábado à noite! Ou uma manhã de preguiça de Domingo.

 

Part time dreamer and writer, master degree's student at ISCTE and full time dreamer.
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