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Passatempo Antestreia – Golpe Final

O  8.5Bits e a Cinemundo têm para te oferecer a possibilidade de assistires à antestreia do filme ‘Golpe Final‘.

Acreditando que Dimitri (Pierce Brosnan), o irmão que o traiu, se encontra algures no estádio, Arkady (Ray Stevenson), antigo líder revolucionário do estado russo da Sukovia, encerra o Boleyn Ground durante a semi-final europeia entre o West Ham United e o Dynamo FCC.

Por entre a multidão e acompanhado pela sua sobrinha Danni (Lara Peake), está Mike Knox (Dave Bautista), veterano dos EUA, que se vê apanhado na trama, tendo de dar conta da equipa de Arkady, armada até aos dentes.

Conseguirá Knox deter Arkady antes deste localizar Dimitri?  O destino de 35.000 pessoas dentro do estádio – e de muitas mais na Rússia – só depende dele…

Realizador: Scott Mann
Elenco: Dave Bautista, Pierce Brosnan
Titulo Original: Final Score

Temos 20 convites para a antestreia:

10 convites duplos
Lisboa – Cinema City Campo Pequeno – Dia 17 de Outubro, às 21:30h

10 convites duplos
Porto – Cinema UCI, Arrábida Shopping – Dia 18 de Outubro, às 21:30h

Para a antestreia em Lisboa podes participar até às 23:59h de dia 16 de Outubro. Para a antestreia do Porto podes participar até às 20h de dia 17 de Outubro.

Para participares só tens de
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Verifica as regras do passatempo aqui: http://8dot5bits.com/regulamentos/

NO CINEMA A 25 DE OUTUBRO

O envio da listagem de vencedores para os cinemas é da responsabilidade do distribuidor do filme sendo o 8.5Bits apenas promotor do passatempo. 
Em situações extraordinárias, os vencedores poderão contactar-nos via mensagem privada no Facebook.

 

 

Análise a ‘Dakar 18’

O Rali Dakar é a mais longa e dura prova de rali em todo-terreno do mundo. Distingue-se, principalmente, por ser uma prova de rali de navegação (rally raid) na qual são dados os pontos de partida, chegada e alguns pontos de passagem obrigatórios (waypoints), tendo os pilotos de escolher o melhor trajecto para cumprir a prova. É disputado largamente fora de pista, atravessando campo e deserto. Até 2008 a prova decorreu entre Europa e África, com a maior parte das edições a terminar nas praias da capital do Senegal, Dakar, após a passagem pelo deserto do Saara. Actualmente, a prova acontece anualmente na América do Sul, começando sempre na primeira semana de cada ano. Competem as categorias de automóveis, motos, camiões, quadriciclos (quads) e SxS (também chamados UTV).

 

Relativamente a videojogos sobre este grande evento automobilístico, não há grande tradição e são mesmo escassos os títulos lançados. Resumem-se a ‘Paris-Dakar Rally’, de 2001, e a sua sequela ‘Dakar 2’, de 2003, ambos jogos que passaram despercebidos e sem grande trabalho de detalhe ou esforço em representar de forma correcta a prova real. É precisamente neste ponto que se foca ‘Dakar 18’, a nova aposta do estúdio português Bigmoon Entertainment, sediado em Vila Nova de Gaia. Resultado de anos de pesquisa e acompanhamento no próprio terreno do Rali Dakar, Paulo Gomes (líder do projecto e CEO da empresa) e a sua equipa apostaram de forma ambiciosa na recriação fiel da prova e da experiência de condução e navegação ao longo da mesma, em que chegar em primeiro é um bónus, uma vez que cruzar a linha da meta ao longo das 14 duríssimas etapas é já, por si só, uma vitória.

 

 

Este é um jogo completamente diferente do que estamos habituados, sejamos aficionados de videojogos de corridas ou não. Basicamente estes jogos distinguem-se pela simples regra de partida de um ponto ‘A’ até chegada a um ponto ‘B’, com o objectivo de fazê-lo no menor tempo possível. Ora, o objectivo de chegar à meta antes dos nossos adversários mantém-se mas a forma e a rota que percorremos reveste-se de uma importância muito maior. É aqui que a navegação é fundamental e, fazendo jus ao cumprimento das regras do próprio Rali Dakar, o jogo “obriga-nos” a seguir as indicações dos road books oficiais da prova, que nos indicam a quilometragem, a orientação (o CAP, que nos indica o ângulo a seguir) e os diversos perigos adiante, diferenciados por gravidade. Há três níveis de dificuldade (novato, competidor e lenda, estando este último bloqueado até ser batido o nível anterior) e só no mais acessível poderemos contar com uma espécie de bússola para nos ajudar a orientar em terrenos fora de pista. De referir ainda que nas classes de automóveis, camiões e Sxs teremos o auxílio do nosso co-piloto, que nos informará de forma bem audível todo o conteúdo do correspondente road book. O mesmo já não acontecerá nas categorias de motas e quads, em que estaremos por nossa conta e teremos que dividir a nossa concentração entre a frente do veículo e a informação de navegação.

 

 

Ainda antes do jogo estar completamente instalado é-nos apresentado o tutorial, que basicamente aborda várias situações de condução e navegação que teremos que enfrentar quando avançarmos para uma etapa do Dakar. Seguir por um caminho principal, por um trilho secundário e também completamente fora de pista, alcançar waypoints e pontos de controlo, ajudar um competidor atolado na lama fixando um cabo e puxando-o pela tracção do nosso veículo, reparar o próprio veículo, evitar obstáculos vários e finalmente chegar à meta serão situações a dominar. Após concluído o tutorial, teremos ainda a opção ‘Treinos’, dividida em 5 lições diferenciadas que nos permitirá conhecer melhor toda a dinâmica de condução e navegação. Avancemos então para as dunas! Não há aqui nenhuma espécie de “modo de exibição”, no momento em que nos sentirmos prontos para enfrentar o desafio do Rali Dakar teremos que escolher uma das referidas 5 categorias e começar a nossa carreira. As 14 etapas só serão desbloqueadas à medida que as vamos concluindo, o que limita o primeiro contacto competitivo à etapa inicial, a mais acessível Lima – Pisco. Teremos à nossa disposição vários veículos e pilotos oficiais que participaram na edição deste ano, incluindo o português Carlos Sousa, ao volante de um Renault Duster. De referir ainda que a edição Day One do jogo traz a possibilidade de conduzir o mítico Peugeot 205 T16 com que o finlandês Ari Vatanen venceu a prova em 1987.

 

 

A jogabilidade é, tal como a prova na sua realidade, um grande desafio. O jogador terá que estar preparado para enfrentar especiais ou etapas que ultrapassarão mesmo a duração de uma hora, se a conseguirem completar sem muitas penalizações. É difícil, trabalhoso e moroso mas também há uma sensação gratificante conseguir terminar uma das etapas mais longas e extenuantes. Infelizmente, o contrário também é válido e será muito frustrante para quem não conseguir concluir, seja por falharmos um número máximo de waypoints ou, ainda pior, sermos forçados a abandonar perto da meta devido ao nosso veículo ficar, irremediavelmente, avariado. Durante a nossa carreira vamos amealhando pontos (Dakar Points) que servirão para poder reparar diferentes componentes, com diversos custos, do veículo em plena etapa mas poderão não ser suficientes face à gravidade do dano. Não será pouco frequente, mesmo após cumpridos os tutoriais, as lições de treino e jogando no modo mais acessível, perder a orientação, especialmente entre as transições entre tipos de terreno ou trilhos. A física dos veículos não é propriamente extraordinária, especialmente nas motas e quads, que parecem sempre “patinar” mesmo em contacto com superfícies mais duras, sem qualquer sensação especial de atrito. Notam-se também alguns problemas na detecção de colisão, muitas vezes alguns embates mais leves nas dunas provocam maior dano que outros bem mais violentos.

 

Graficamente, a Bigmoon Entertainment produziu um resultado assinalável. São mais de 18000 km², numa compressão 1:32, a mapear as 14 etapas e espaços entre elas que se estendem do Peru, passando pela Bolívia e até à Argentina. Este mundo aberto enorme, com belas paisagens, é uma notável recriação da prova oficial. É certo que algumas texturas podiam estar melhor e o “afundar” das rodas dos veículos nos terrenos, especialmente os arenosos, não está muito bem conseguido mas não mancha o bom trabalho efectuado. Visualmente, destacam-se os belíssimos ciclos dia/noite e a iluminação reflectida. As diferentes condições meteorológicas e os seus efeitos também são merecedores de elogios. Relativamente ao som, está satisfatório, as diferentes categorias diferenciam-se bem e o impacto com a diversidade de terrenos e obstáculos também. Nota negativa para as indicações do co-piloto que, por vezes, mais parecem prejudicar que auxiliar o piloto principal. Não se trata de dar, propriamente, indicações erradas mas a detecção do local em que estamos ao momento não é 100% infalível. Se, por alguma razão, nos atrasamos para nos desviarmos de algum obstáculo ou simplesmente abrandamos, acabamos por passar pelo local de viragem já depois da sua indicação e ele não a actualiza, ficando em silêncio quando tomamos um novo rumo e só nos avisando que estamos perdidos quilómetros depois. No modo ‘Novato’, com a ajuda da tal bússola, fica mais tranquilo mas, mesmo assim, ainda tem momentos de “histeria” a avisar-nos que estamos a afastar-nos do CAP, quando até já estamos em plena correcção de trajectória na direcção deste.

 

Para além do modo carreira, o jogo também conta com um modo multijogador. Aqui podemos criar a nossa própria sessão (com o destaque de aqui podermos escolher qualquer uma das 14 etapas, mesmo que ainda não as tenhamos desbloqueado na carreira) ou juntarmo-nos a uma já existente. Se tivermos sorte, alguém se juntará brevemente à nossa sessão e poderemos avançar para uma corrida. Se nos juntarmos a outra, o mais certo é termos que assistir primeiro à corrida em curso, o que pode significar ter que esperar para jogar… uma hora ou mais. Uma opção de ter corridas em troços mais curtos ou pelo menos com um limite de tempo seria o ideal. Para além disso, na versão analisada (PS4), deparamo-nos com diversos bugs e situações a corrigir, desde ecrãs negros quando começa a nossa corrida ou mesmo veículos a flutuar, pelo menos na óptica de assistir. Para além da opção multijogador online, é possível igualmente desafiar alguém localmente para uma etapa em ecrã dividido. Por fim, falta referir o modo ‘Caça ao Tesouro’, o que não deixa de ser uma agradável mas igualmente caricata experiência. Aqui, o respectivo veículo apenas serve de transporte até ao sítio onde deveremos procurar o “tesouro”, indicado genericamente num mapa a que podemos aceder. Claro que teremos de ter cuidado à condução para não danificarmos o veículo ao ponto de não ser possível progredir e, neste caso, não existem waypoints para poder voltar atrás e retomar desde esse ponto. Cada mapa de etapa tem um certo número de tesouros que teremos que encontrar saindo do veículo e procurando entre casas e os seus alpendres a pé. Todos têm referências a artefactos ou objectos associados ao país em causa mas quando encontramos qualquer um deles tem sempre o mesmo aspecto de um pequeno baú. Um modo de jogo muito diferente mas que tira igualmente partido do mundo aberto ao seu dispor e nos faz sair da viatura, à semelhança do que já era possível no decorrer de uma etapa competitiva para desatolar o nosso próprio veículo ou de outros, para procurarmos os tesouros a pé.

 

‘Dakar 18’ é o projecto de uma vida para a Bigmoon Entertainment e é, sem falsos patriotismos, muito revigorante ver um estúdio português avançar de forma tão ambiciosa e e sem precedentes no que diz respeito à fiel reprodução da experiência do Rali Dakar num videojogo. Acaba por ser uma “faca de dois gumes” pois é precisamente o seu realismo e a vontade de apresentar um simulador o mais próximo da realidade que poderá alienar os jogadores mais casuais, em busca de uma experiência mais acessível e, à falta de melhor termo, mais divertida. Os aficionados do Rali Dakar, da condução por navegação ou simplesmente os jogadores em busca de um desafio diferente e exigente deverão ficar satisfeitos, especialmente com o suporte de volantes, pedais ou caixas de mudança que o jogo vai ter. Mas este não é um jogo para todos e as “areias movediças” da sua jogabilidade por navegação poderão, facilmente, “atascar” o interesse de muitos candidatos a piloto.

Passatempo ‘Marvel’s Spider-Man’

O 8.5Bits e a Playstation Portugal, têm para oferecer 3 jogos PS4 ‘Marvel’s Spider-Man‘.

Uma inédita e genuína aventura do Spider-Man

A Marvel e a Insomniac Games juntaram-se para criar esta inédita e genuína história do Spider-Man. Este não é o Spider-Man que já conheces ou que já viste em filmes. Este é um Peter Parker mais maduro que tem feito um excelente trabalho de combate ao crime na cidade de Nova Iorque, enquanto se debate para equilibrar a sua caótica vida pessoal com a sua carreira, carregando nos ombros o destino de nove milhões de nova-iorquinos.

Torna-te o Spider-Man

Com oito anos de experiência atrás da máscara, o Peter Parker é um especialista no combate ao crime. Sente todo o poder de um Spider-Man mais experiente e desfruta da capacidade de improvisação em combate, da destreza acrobática, do à-vontade com que se movimenta pela cidade e do potencial das interações com o ambiente. Agora que já não é um novato no que faz, este é o mais poderoso Spider-Man com que alguma vez jogaste.

Vive uma história inédita

Os mundos do Peter Parker e do Spider-Man colidem nesta história inédita repleta de ação. Para este universo do Spider-Man, as personagens icónicas das vidas do Peter e do Spider-Man foram reinventadas de forma a colocar personagens que já conhecemos a desempenhar papéis únicos.

A Nova Iorque da Marvel é o teu recreio

A Big Apple ganha vida e torna-se o mais vasto e interativo mundo alguma vez criado pela Insomniac. Viaja de teia em teia por bairros que vibram de vida e aprecia as paisagens de cortar a respiração que podes observar a partir de icónicos marcos arquitetónicos da Marvel e de Manhattan. Usa o ambiente à tua volta para derrotar vilões, dando cabo deles de formas épicas em sequências de ação dignas de um blockbuster.

Temos 3 jogos PS4 para oferecer!

Podes participar até às 23:59h de dia 31 de Outubro.

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Já à venda

Próximas estreias: “A MULHER”

 

Dos segredos no drama familiar, aos danos do patriarcado, uma cativante demonstração pelo sacrifício vivido do poder feminino.

Nestas palavras, resumem-se perfeitamente esta subversiva e brilhante abordagem dramática, em todos os seus sentidos, que o realizador sueco Björn Runge nos trouxe este ano, na sua primeira experiência em língua inglesa, e que de facto, nos conquista por inteiro.

Chega então, finalmente, já nesta semana às salas portuguesas, um dos mais aplaudidos dramas desta temporada, protagonizado pela gigante, sempre arrebatadora Glenn Close, e pelo experientíssimo Jonathan Pryce, num filme que o vai fazer chorar colado ao ecrã.

Baseado no livro lançado em 2003, escrito pela americana Meg Wolitzer, este é o filme que melhor define a ideia que há sempre uma grande mulher atrás de um grande homem, e é nela que melhor o evidenciamos, na história de amor entre Joe e Joan Castleman.

Após mais de quatro décadas de escrita e matrimónio, uma mulher acompanha o marido do Connecticut até Estocolmo, na Suécia, onde este é esperado a ser galardoado com a ardósia do Prémio Nobel da Literatura, numa viagem de descoberta introspetiva para ambos em comum.

Um casal que se completa, à primeira vista, porém envolto em muitos segredos, é nesta premissa que ambos partem na derradeira jornada para a aclamação, a uma vida dedicada aos romances, e onde ambos se questionam por tantos sacrifícios.

Ele rígido, carismático, sedutor, ela talentosa, elegante, ambiciosa, o casal unido pelo amor às letras, onde a vida pública de pecados de um, tece uma sombra na pacata vida privada de outro.

Uma estrela literária reconhecida pelo seu trabalho vasto, Joe é apaixonado por Joan, que desde sempre o acompanhou em todos os reconhecimentos à sua obra, uma poética ode ao amor mútuo testado, numa dose de carga enfeitiçante e magnificamente graciosa.

Considero esta uma triste história emocionante, de argumentos muito convincentes, que nos mostra a força de um casamento forte, onde o papel da mulher que decide ser invisível, é a chave do sucesso do mesmo.

 

São nos dadas, ao longo do filme, memórias onde a uma jovem Joan, é lhe dita por outra mulher, que nunca atingiria o sucesso com a sua escrita, pois habitava numa sociedade literária, na altura fortemente marcada e dominada por homens, e onde a Joan não caberia nunca lugar.

A jovem Joan conhece Joe, um professor universitário casado, talentoso de escrita mas pouco perfecionista, a quem esta lhe apresenta a sua primeira obra, e ambos, entre conversas no íntimo de um escritório, se apaixonam sem medida, e onde partilham em comum, o gosto pela escrita, onde fragilidade e emoções se tocam como prosas excitantes em trágicos finais.

Durante o filme, é nos passada a ideia, através da personagem de um biógrafo que acompanha o casal à cerimónia, que talvez o sucesso de Joe tenha sido ofuscado, ofuscado de facto pela verdadeira autora das celebradas obras, Joan, a musa a quem Joe sempre recorreu como sua inspiração, era de facto a verdadeira autora, pergunta-se.

Ambos, negam-se a eles mesmos do verdadeiro responsável por aquela premiada medalha, e onde uma vida de constantes traições amorosas de Joe, levam a mulher a procurar refúgio, olhando para dentro de si mesma, trazendo à tona uma Joan a reclamar por reconhecimento, de uma carreira de sucesso nos bastidores do marido.

Uma crítica ao longo de todo o filme, do poder patriarca para com as mulheres, onde um ser manipulador que constantemente faz a cabeça à sua amada, e como num grito de revolta, tudo se modifica, no retrato opressivo mas libertador, a uma mulher de armas, persistente, valorizada e em retorno.

A imagem dos filhos, um na tentativa de também ele ser escritor, ainda que não reconhecido pelos pais, e de uma filha prestes a ter o neto de Joe e Joan, é o traçar perfeito da simbiótica união de uma relação inabalável entre ambos, anos após anos, que os transporta para aquele momento, perante o premiar de uma carreira, a serem testados finalmente e verdadeiros um com o outro, num testemunho memorável de homenagem aos pilares de ambas as suas vidas.

O derrotar do sexismo, do aceitar do talento do manuscrito feminino ao sucesso comungado por ambos, um filme que, embora terminando de forma trágica, e sem aqui muito revelar-mos, eleva a todo o alto a magnífica performance de Glenn Close, merecedora certamente de uma nomeação ao Óscar, Glenn Close é simplesmente notável, onde a cada expressão nos leva a refletir com ela, e onde ela se torna o filme, dominando mesmo que previsivelmente, o afeto entre duas pessoas que se necessitam.

Este filme em si, celebra sobretudo e em grande escala, a arte de bem saber representar, num estilo presente de trama um tanto fácil de decifrar, mas que em todo o momento nos leva a encontrar formas de relembrar o passado contido, e acima de tudo, de recomeçar um futuro melhor.

Corra já dia 18, ao cinema mais perto de si, e veja Glenn Close iluminar-lhe a sala, porque e como ela quer.

Editor's Choice

Passatempo Antestreia – Golpe Final

O  8.5Bits e a Cinemundo têm para te oferecer a possibilidade de assistires à antestreia do filme ‘Golpe Final‘.

Acreditando que Dimitri (Pierce Brosnan), o irmão que o traiu, se encontra algures no estádio, Arkady (Ray Stevenson), antigo líder revolucionário do estado russo da Sukovia, encerra o Boleyn Ground durante a semi-final europeia entre o West Ham United e o Dynamo FCC.

Por entre a multidão e acompanhado pela sua sobrinha Danni (Lara Peake), está Mike Knox (Dave Bautista), veterano dos EUA, que se vê apanhado na trama, tendo de dar conta da equipa de Arkady, armada até aos dentes.

Conseguirá Knox deter Arkady antes deste localizar Dimitri?  O destino de 35.000 pessoas dentro do estádio – e de muitas mais na Rússia – só depende dele…

Realizador: Scott Mann
Elenco: Dave Bautista, Pierce Brosnan
Titulo Original: Final Score

Temos 20 convites para a antestreia:

10 convites duplos
Lisboa – Cinema City Campo Pequeno – Dia 17 de Outubro, às 21:30h

10 convites duplos
Porto – Cinema UCI, Arrábida Shopping – Dia 18 de Outubro, às 21:30h

Para a antestreia em Lisboa podes participar até às 23:59h de dia 16 de Outubro. Para a antestreia do Porto podes participar até às 20h de dia 17 de Outubro.

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Verifica as regras do passatempo aqui: http://8dot5bits.com/regulamentos/

NO CINEMA A 25 DE OUTUBRO

O envio da listagem de vencedores para os cinemas é da responsabilidade do distribuidor do filme sendo o 8.5Bits apenas promotor do passatempo. 
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Análise a ‘Dakar 18’

O Rali Dakar é a mais longa e dura prova de rali em todo-terreno do mundo. Distingue-se, principalmente, por ser uma prova de rali de navegação (rally raid) na qual são dados os pontos de partida, chegada e alguns pontos de passagem obrigatórios (waypoints), tendo os pilotos de escolher o melhor trajecto para cumprir a prova. É disputado largamente fora de pista, atravessando campo e deserto. Até 2008 a prova decorreu entre Europa e África, com a maior parte das edições a terminar nas praias da capital do Senegal, Dakar, após a passagem pelo deserto do Saara. Actualmente, a prova acontece anualmente na América do Sul, começando sempre na primeira semana de cada ano. Competem as categorias de automóveis, motos, camiões, quadriciclos (quads) e SxS (também chamados UTV).

 

Relativamente a videojogos sobre este grande evento automobilístico, não há grande tradição e são mesmo escassos os títulos lançados. Resumem-se a ‘Paris-Dakar Rally’, de 2001, e a sua sequela ‘Dakar 2’, de 2003, ambos jogos que passaram despercebidos e sem grande trabalho de detalhe ou esforço em representar de forma correcta a prova real. É precisamente neste ponto que se foca ‘Dakar 18’, a nova aposta do estúdio português Bigmoon Entertainment, sediado em Vila Nova de Gaia. Resultado de anos de pesquisa e acompanhamento no próprio terreno do Rali Dakar, Paulo Gomes (líder do projecto e CEO da empresa) e a sua equipa apostaram de forma ambiciosa na recriação fiel da prova e da experiência de condução e navegação ao longo da mesma, em que chegar em primeiro é um bónus, uma vez que cruzar a linha da meta ao longo das 14 duríssimas etapas é já, por si só, uma vitória.

 

 

Este é um jogo completamente diferente do que estamos habituados, sejamos aficionados de videojogos de corridas ou não. Basicamente estes jogos distinguem-se pela simples regra de partida de um ponto ‘A’ até chegada a um ponto ‘B’, com o objectivo de fazê-lo no menor tempo possível. Ora, o objectivo de chegar à meta antes dos nossos adversários mantém-se mas a forma e a rota que percorremos reveste-se de uma importância muito maior. É aqui que a navegação é fundamental e, fazendo jus ao cumprimento das regras do próprio Rali Dakar, o jogo “obriga-nos” a seguir as indicações dos road books oficiais da prova, que nos indicam a quilometragem, a orientação (o CAP, que nos indica o ângulo a seguir) e os diversos perigos adiante, diferenciados por gravidade. Há três níveis de dificuldade (novato, competidor e lenda, estando este último bloqueado até ser batido o nível anterior) e só no mais acessível poderemos contar com uma espécie de bússola para nos ajudar a orientar em terrenos fora de pista. De referir ainda que nas classes de automóveis, camiões e Sxs teremos o auxílio do nosso co-piloto, que nos informará de forma bem audível todo o conteúdo do correspondente road book. O mesmo já não acontecerá nas categorias de motas e quads, em que estaremos por nossa conta e teremos que dividir a nossa concentração entre a frente do veículo e a informação de navegação.

 

 

Ainda antes do jogo estar completamente instalado é-nos apresentado o tutorial, que basicamente aborda várias situações de condução e navegação que teremos que enfrentar quando avançarmos para uma etapa do Dakar. Seguir por um caminho principal, por um trilho secundário e também completamente fora de pista, alcançar waypoints e pontos de controlo, ajudar um competidor atolado na lama fixando um cabo e puxando-o pela tracção do nosso veículo, reparar o próprio veículo, evitar obstáculos vários e finalmente chegar à meta serão situações a dominar. Após concluído o tutorial, teremos ainda a opção ‘Treinos’, dividida em 5 lições diferenciadas que nos permitirá conhecer melhor toda a dinâmica de condução e navegação. Avancemos então para as dunas! Não há aqui nenhuma espécie de “modo de exibição”, no momento em que nos sentirmos prontos para enfrentar o desafio do Rali Dakar teremos que escolher uma das referidas 5 categorias e começar a nossa carreira. As 14 etapas só serão desbloqueadas à medida que as vamos concluindo, o que limita o primeiro contacto competitivo à etapa inicial, a mais acessível Lima – Pisco. Teremos à nossa disposição vários veículos e pilotos oficiais que participaram na edição deste ano, incluindo o português Carlos Sousa, ao volante de um Renault Duster. De referir ainda que a edição Day One do jogo traz a possibilidade de conduzir o mítico Peugeot 205 T16 com que o finlandês Ari Vatanen venceu a prova em 1987.

 

 

A jogabilidade é, tal como a prova na sua realidade, um grande desafio. O jogador terá que estar preparado para enfrentar especiais ou etapas que ultrapassarão mesmo a duração de uma hora, se a conseguirem completar sem muitas penalizações. É difícil, trabalhoso e moroso mas também há uma sensação gratificante conseguir terminar uma das etapas mais longas e extenuantes. Infelizmente, o contrário também é válido e será muito frustrante para quem não conseguir concluir, seja por falharmos um número máximo de waypoints ou, ainda pior, sermos forçados a abandonar perto da meta devido ao nosso veículo ficar, irremediavelmente, avariado. Durante a nossa carreira vamos amealhando pontos (Dakar Points) que servirão para poder reparar diferentes componentes, com diversos custos, do veículo em plena etapa mas poderão não ser suficientes face à gravidade do dano. Não será pouco frequente, mesmo após cumpridos os tutoriais, as lições de treino e jogando no modo mais acessível, perder a orientação, especialmente entre as transições entre tipos de terreno ou trilhos. A física dos veículos não é propriamente extraordinária, especialmente nas motas e quads, que parecem sempre “patinar” mesmo em contacto com superfícies mais duras, sem qualquer sensação especial de atrito. Notam-se também alguns problemas na detecção de colisão, muitas vezes alguns embates mais leves nas dunas provocam maior dano que outros bem mais violentos.

 

Graficamente, a Bigmoon Entertainment produziu um resultado assinalável. São mais de 18000 km², numa compressão 1:32, a mapear as 14 etapas e espaços entre elas que se estendem do Peru, passando pela Bolívia e até à Argentina. Este mundo aberto enorme, com belas paisagens, é uma notável recriação da prova oficial. É certo que algumas texturas podiam estar melhor e o “afundar” das rodas dos veículos nos terrenos, especialmente os arenosos, não está muito bem conseguido mas não mancha o bom trabalho efectuado. Visualmente, destacam-se os belíssimos ciclos dia/noite e a iluminação reflectida. As diferentes condições meteorológicas e os seus efeitos também são merecedores de elogios. Relativamente ao som, está satisfatório, as diferentes categorias diferenciam-se bem e o impacto com a diversidade de terrenos e obstáculos também. Nota negativa para as indicações do co-piloto que, por vezes, mais parecem prejudicar que auxiliar o piloto principal. Não se trata de dar, propriamente, indicações erradas mas a detecção do local em que estamos ao momento não é 100% infalível. Se, por alguma razão, nos atrasamos para nos desviarmos de algum obstáculo ou simplesmente abrandamos, acabamos por passar pelo local de viragem já depois da sua indicação e ele não a actualiza, ficando em silêncio quando tomamos um novo rumo e só nos avisando que estamos perdidos quilómetros depois. No modo ‘Novato’, com a ajuda da tal bússola, fica mais tranquilo mas, mesmo assim, ainda tem momentos de “histeria” a avisar-nos que estamos a afastar-nos do CAP, quando até já estamos em plena correcção de trajectória na direcção deste.

 

Para além do modo carreira, o jogo também conta com um modo multijogador. Aqui podemos criar a nossa própria sessão (com o destaque de aqui podermos escolher qualquer uma das 14 etapas, mesmo que ainda não as tenhamos desbloqueado na carreira) ou juntarmo-nos a uma já existente. Se tivermos sorte, alguém se juntará brevemente à nossa sessão e poderemos avançar para uma corrida. Se nos juntarmos a outra, o mais certo é termos que assistir primeiro à corrida em curso, o que pode significar ter que esperar para jogar… uma hora ou mais. Uma opção de ter corridas em troços mais curtos ou pelo menos com um limite de tempo seria o ideal. Para além disso, na versão analisada (PS4), deparamo-nos com diversos bugs e situações a corrigir, desde ecrãs negros quando começa a nossa corrida ou mesmo veículos a flutuar, pelo menos na óptica de assistir. Para além da opção multijogador online, é possível igualmente desafiar alguém localmente para uma etapa em ecrã dividido. Por fim, falta referir o modo ‘Caça ao Tesouro’, o que não deixa de ser uma agradável mas igualmente caricata experiência. Aqui, o respectivo veículo apenas serve de transporte até ao sítio onde deveremos procurar o “tesouro”, indicado genericamente num mapa a que podemos aceder. Claro que teremos de ter cuidado à condução para não danificarmos o veículo ao ponto de não ser possível progredir e, neste caso, não existem waypoints para poder voltar atrás e retomar desde esse ponto. Cada mapa de etapa tem um certo número de tesouros que teremos que encontrar saindo do veículo e procurando entre casas e os seus alpendres a pé. Todos têm referências a artefactos ou objectos associados ao país em causa mas quando encontramos qualquer um deles tem sempre o mesmo aspecto de um pequeno baú. Um modo de jogo muito diferente mas que tira igualmente partido do mundo aberto ao seu dispor e nos faz sair da viatura, à semelhança do que já era possível no decorrer de uma etapa competitiva para desatolar o nosso próprio veículo ou de outros, para procurarmos os tesouros a pé.

 

‘Dakar 18’ é o projecto de uma vida para a Bigmoon Entertainment e é, sem falsos patriotismos, muito revigorante ver um estúdio português avançar de forma tão ambiciosa e e sem precedentes no que diz respeito à fiel reprodução da experiência do Rali Dakar num videojogo. Acaba por ser uma “faca de dois gumes” pois é precisamente o seu realismo e a vontade de apresentar um simulador o mais próximo da realidade que poderá alienar os jogadores mais casuais, em busca de uma experiência mais acessível e, à falta de melhor termo, mais divertida. Os aficionados do Rali Dakar, da condução por navegação ou simplesmente os jogadores em busca de um desafio diferente e exigente deverão ficar satisfeitos, especialmente com o suporte de volantes, pedais ou caixas de mudança que o jogo vai ter. Mas este não é um jogo para todos e as “areias movediças” da sua jogabilidade por navegação poderão, facilmente, “atascar” o interesse de muitos candidatos a piloto.

Passatempo ‘Marvel’s Spider-Man’

O 8.5Bits e a Playstation Portugal, têm para oferecer 3 jogos PS4 ‘Marvel’s Spider-Man‘.

Uma inédita e genuína aventura do Spider-Man

A Marvel e a Insomniac Games juntaram-se para criar esta inédita e genuína história do Spider-Man. Este não é o Spider-Man que já conheces ou que já viste em filmes. Este é um Peter Parker mais maduro que tem feito um excelente trabalho de combate ao crime na cidade de Nova Iorque, enquanto se debate para equilibrar a sua caótica vida pessoal com a sua carreira, carregando nos ombros o destino de nove milhões de nova-iorquinos.

Torna-te o Spider-Man

Com oito anos de experiência atrás da máscara, o Peter Parker é um especialista no combate ao crime. Sente todo o poder de um Spider-Man mais experiente e desfruta da capacidade de improvisação em combate, da destreza acrobática, do à-vontade com que se movimenta pela cidade e do potencial das interações com o ambiente. Agora que já não é um novato no que faz, este é o mais poderoso Spider-Man com que alguma vez jogaste.

Vive uma história inédita

Os mundos do Peter Parker e do Spider-Man colidem nesta história inédita repleta de ação. Para este universo do Spider-Man, as personagens icónicas das vidas do Peter e do Spider-Man foram reinventadas de forma a colocar personagens que já conhecemos a desempenhar papéis únicos.

A Nova Iorque da Marvel é o teu recreio

A Big Apple ganha vida e torna-se o mais vasto e interativo mundo alguma vez criado pela Insomniac. Viaja de teia em teia por bairros que vibram de vida e aprecia as paisagens de cortar a respiração que podes observar a partir de icónicos marcos arquitetónicos da Marvel e de Manhattan. Usa o ambiente à tua volta para derrotar vilões, dando cabo deles de formas épicas em sequências de ação dignas de um blockbuster.

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Próximas estreias: “A MULHER”

 

Dos segredos no drama familiar, aos danos do patriarcado, uma cativante demonstração pelo sacrifício vivido do poder feminino.

Nestas palavras, resumem-se perfeitamente esta subversiva e brilhante abordagem dramática, em todos os seus sentidos, que o realizador sueco Björn Runge nos trouxe este ano, na sua primeira experiência em língua inglesa, e que de facto, nos conquista por inteiro.

Chega então, finalmente, já nesta semana às salas portuguesas, um dos mais aplaudidos dramas desta temporada, protagonizado pela gigante, sempre arrebatadora Glenn Close, e pelo experientíssimo Jonathan Pryce, num filme que o vai fazer chorar colado ao ecrã.

Baseado no livro lançado em 2003, escrito pela americana Meg Wolitzer, este é o filme que melhor define a ideia que há sempre uma grande mulher atrás de um grande homem, e é nela que melhor o evidenciamos, na história de amor entre Joe e Joan Castleman.

Após mais de quatro décadas de escrita e matrimónio, uma mulher acompanha o marido do Connecticut até Estocolmo, na Suécia, onde este é esperado a ser galardoado com a ardósia do Prémio Nobel da Literatura, numa viagem de descoberta introspetiva para ambos em comum.

Um casal que se completa, à primeira vista, porém envolto em muitos segredos, é nesta premissa que ambos partem na derradeira jornada para a aclamação, a uma vida dedicada aos romances, e onde ambos se questionam por tantos sacrifícios.

Ele rígido, carismático, sedutor, ela talentosa, elegante, ambiciosa, o casal unido pelo amor às letras, onde a vida pública de pecados de um, tece uma sombra na pacata vida privada de outro.

Uma estrela literária reconhecida pelo seu trabalho vasto, Joe é apaixonado por Joan, que desde sempre o acompanhou em todos os reconhecimentos à sua obra, uma poética ode ao amor mútuo testado, numa dose de carga enfeitiçante e magnificamente graciosa.

Considero esta uma triste história emocionante, de argumentos muito convincentes, que nos mostra a força de um casamento forte, onde o papel da mulher que decide ser invisível, é a chave do sucesso do mesmo.

 

São nos dadas, ao longo do filme, memórias onde a uma jovem Joan, é lhe dita por outra mulher, que nunca atingiria o sucesso com a sua escrita, pois habitava numa sociedade literária, na altura fortemente marcada e dominada por homens, e onde a Joan não caberia nunca lugar.

A jovem Joan conhece Joe, um professor universitário casado, talentoso de escrita mas pouco perfecionista, a quem esta lhe apresenta a sua primeira obra, e ambos, entre conversas no íntimo de um escritório, se apaixonam sem medida, e onde partilham em comum, o gosto pela escrita, onde fragilidade e emoções se tocam como prosas excitantes em trágicos finais.

Durante o filme, é nos passada a ideia, através da personagem de um biógrafo que acompanha o casal à cerimónia, que talvez o sucesso de Joe tenha sido ofuscado, ofuscado de facto pela verdadeira autora das celebradas obras, Joan, a musa a quem Joe sempre recorreu como sua inspiração, era de facto a verdadeira autora, pergunta-se.

Ambos, negam-se a eles mesmos do verdadeiro responsável por aquela premiada medalha, e onde uma vida de constantes traições amorosas de Joe, levam a mulher a procurar refúgio, olhando para dentro de si mesma, trazendo à tona uma Joan a reclamar por reconhecimento, de uma carreira de sucesso nos bastidores do marido.

Uma crítica ao longo de todo o filme, do poder patriarca para com as mulheres, onde um ser manipulador que constantemente faz a cabeça à sua amada, e como num grito de revolta, tudo se modifica, no retrato opressivo mas libertador, a uma mulher de armas, persistente, valorizada e em retorno.

A imagem dos filhos, um na tentativa de também ele ser escritor, ainda que não reconhecido pelos pais, e de uma filha prestes a ter o neto de Joe e Joan, é o traçar perfeito da simbiótica união de uma relação inabalável entre ambos, anos após anos, que os transporta para aquele momento, perante o premiar de uma carreira, a serem testados finalmente e verdadeiros um com o outro, num testemunho memorável de homenagem aos pilares de ambas as suas vidas.

O derrotar do sexismo, do aceitar do talento do manuscrito feminino ao sucesso comungado por ambos, um filme que, embora terminando de forma trágica, e sem aqui muito revelar-mos, eleva a todo o alto a magnífica performance de Glenn Close, merecedora certamente de uma nomeação ao Óscar, Glenn Close é simplesmente notável, onde a cada expressão nos leva a refletir com ela, e onde ela se torna o filme, dominando mesmo que previsivelmente, o afeto entre duas pessoas que se necessitam.

Este filme em si, celebra sobretudo e em grande escala, a arte de bem saber representar, num estilo presente de trama um tanto fácil de decifrar, mas que em todo o momento nos leva a encontrar formas de relembrar o passado contido, e acima de tudo, de recomeçar um futuro melhor.

Corra já dia 18, ao cinema mais perto de si, e veja Glenn Close iluminar-lhe a sala, porque e como ela quer.

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