What’s Popular

Teste a ‘Déraciné’

Déraciné é o título de estreia na Realidade Virtual do director da FromSoftware, Hidetaka Miyazaki, e da própria FromSoftware. Para quem não conhece, Hidetaka Miyazaki é um dos nomes associados ao mais que conhecido Bloodborne. Em Déraciné, os jogadores controlam um espírito num colégio interno, num mundo onde o tempo pode parar, e no qual vamos tentar resolver um mistério através dos fragmentos de informação que apanhamos. A história desenrola-se aos poucos, fragmentada, sem um aparente fio condutor, mas à medida que avançamos esta vai-se formando, apesar de não ser nada do outro mundo, mas é suficientemente interessante para nos querer fazer chegar ao final. Não vamos estragar algumas das surpresas que vos aguardam, mas ao completar a jornada sentimos um misto de sensação de dever cumprido e vontade que o jogo continuasse, acima de tudo porque é bastante curto e limitado ao cenário do colégio.

Déraciné é, na sua essência, um jogo de aventuras, na linha das clássicas aventuras gráficas, mas com recurso à Realidade Virtual e aos controlos PS Move, um requisito obrigatório deste jogo, que em muito contribuem para a sensação de imersão, embora sem deixarem de trazer os problemas associados à jogabilidade aos que, infelizmente, já nos vamos habituando quando falamos de jogos para o PSVR com este tipo de controlo, que em nada contribui para a fluidez da ação em jogos mais rápidos. Afortunadamente, não estamos perante um título de ação, mas sim perante uma aventura pausada e na qual queremos perder algum tempo para observar tudo o que nos rodeia, pelo que o uso do PS Move é o mais adequado. Com um comando Move em cada mão, iremos controlar as mãos do espírito que controlamos, interagindo com os objetos no cenário, assim como com os nossos anéis, um em cada mão, com funções diferentes que aprenderemos durante o tutorial.

Graficamente, estamos perante um jogo que aproveita bem as já parcas capacidades da PS4, pois ao ser pausado e em espaços fechados permite um detalhe bastante satisfatório ao nível dos cenários e objetos com que interagimos. A música poderia ser mais elaborada, pois limita-se a melodias muito semelhantes entre si, sempre em violino, que são, no entanto, adequadas à atmosfera que se pretende transmitir. Já as vozes, completamente em português, são muito agradáveis de ouvir, apesar de ser aconselhável ligar as legendas, para que melhor se compreendam todas as mensagens. A banda sonora, essa sim, poderia ser bem melhor: estamos perante uma série de melodias tocadas em violino, muito adequadas à atmosfera que se pretende transmitir, mas são, sem dúvida, monocórdicas, e ao fim de pouco tempo tornam-se tão agradáveis como o som de um martelo pneumático.

Gostaríamos de dizer que estamos perante um título que vem revolucionar os jogos em Realidade Virtual. Gostaríamos de dizer que Déraciné é um título obrigatório. Gostaríamos, mas não o podemos fazer. Não nos interpretem mal, Déraciné é um bom videojogo, uma boa aventura gráfica, nota-se que foi feito com carinho e com a vontade de nos fazer viver uma experiência diferente, original, que nos cause impacto a nível emocional, e consegue-o a espaços. No entanto, tendo em conta a sua curta duração, a falta de variedade nos cenários e na música, e a falta de alguma substância a nível de conteúdo em geral, estamos perante apenas mais um entre tantos pequenos jogos para o PSVR, o que é pena, pois Déraciné tem boas ideias e teria potencial para se destacar. No seu estado, é uma boa aventura, mas só isso…

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

Análise a ‘Bohemian Rhapsody’

A ideia de trazer até ao grande ecrã a história de vida de Freddie Mercury, o carismático vocalista dos Queen, já circulava por Hollywood há vários anos. O inglês Sacha Baron Cohen começou por ser a primeira escolha para interpretar Mercury mas “diferenças criativas” com os membros reais da banda, Brian May e Roger Taylor (que integraram o projecto como produtores musicais executivos) levaram à sua saída. Cohen pretenderia que o filme fosse apenas focado no líder da banda, ignorando os outros membros ao passo que May e Taylor tinham em mente o foco em todos os membros e a forma como a banda sobreviveu à morte prematura do seu vocalista. Nem uma nem outra das vontades prevaleceu e ‘Bohemian Rhapsody’ acabou por arrancar situando-se algo no meio, não se focando estritamente em Mercury mas também retratando apenas o período desde a formação da banda até à actuação estrondosa no Live Aid, em 1985. No entanto, e tal como a vida do cantor dos Queen, a sua produção não ficou imune a polémicas. O realizador Bryan Singer foi despedido pela 20th Century Fox antes do fim da rodagem pelas suas ausências prolongadas das filmagens e por violentas discussões com Rami Malek, actor escolhido para encarnar Freddie Mercury. Dexter Fletcher foi o escolhido para finalizar os dezasseis dias de filmagem restantes e a pós-produção mas Singer acabou por ser creditado como único realizador por indicação do sindicato de realizadores americanos.

Farrokh Bulsara (Rami Malek), um jovem nascido em Zanzibar e de ascendência parse, conhece Brian May (Gwilym Lee) e Roger Taylor (Ben Hardy), respectivamente guitarrista e baterista da banda Smile, que acabara de perder o seu vocalista. Juntamente com o baixista John Deacon (Joseph Mazzello), Bulsara entra para a banda, renomeada Queen, e altera o seu nome artístico para Freddie Mercury. A banda rapidamente regista uma ascensão brutal através das suas canções icónicas e som revolucionário. Contudo, a fama, o reconhecimento internacional e mesmo a sobrevivência da banda são postas em causa devido ao estilo de vida corrosivo de Mercury. A reunião triunfante acontece na véspera do evento musical de caridade Live Aid, onde Mercury, lutando contra uma doença mortal, guia a banda por uma das maiores actuações da história do rock.

Is this the real life? Is this just fantasy? É com estes dois versos em forma de pergunta que começa ‘Bohemian Rhapsody’, canção célebre dos Queen que dá nome a este filme. Entre optar por um retrato fiel da época e dos acontecimentos ou uma abordagem mais fantasiada dos mesmos, o argumento de Anthony McCarten e Peter Morgan escolhe, claramente, a primeira opção. É claro que há lugar a alguma ficção e a alguns anacronismos grosseiros (por exemplo, Mercury não foi diagnosticado como portador do síndrome VIH antes de 1987) mas que não impedem o bom desenvolvimento da narrativa. Uma das razões para a falta de alguma liberdade criativa prende-se também com o facto de, para além dos já referidos contributos dos membros originais da banda em actividade, May e Taylor (John Deacon retirou-se em 1997), o filme é produzido por Jim Beach, advogado e empresário de longa data da banda, o que garante uma certa fidelidade dos factos narrados. Isto acaba por impedir um rasgo de criatividade na narrativa e que verdadeiramente surpreenda o espectador.

Este não é um biopic clássico no sentido de filme biográfico que acompanha a banda desde a sua formação até ao fim, até porque os Queen ainda se mantêm em actividade (com Adam Lambert como vocalista). Opta por uma lógica de “ascensão, queda e reerguer” e por cobrir um determinado período e depois “salta” entre datas, uma característica dos filmes de Singer e que aqui resulta nos referidos anacronismos. Comparando com outra banda que tinha um vocalista “maior que a vida” como os ‘The Doors’ e o seu biopic realizado por Oliver Stone, Singer não explora muito a psique de Mercury como Stone o fez com Jim Morrison fora da sua banda, o que teria sido interessante. Muito do comportamento errático e perigoso de Morrison acontecia em palco, ao passo que Mercury era extravagante mas extremamente profissional e possivelmente o maior front man de sempre a interagir com o público. Faltou explorar melhor a mente de Mercury e como encarava os seus relacionamentos bissexuais com Mary Austin, Paul Prenter ou Jim Hutton e a ligação entre o homem nascido Farrokh Bulsara e a sua persona de palco.

Rami Malek, actor norte-americano de ascendência egípcia (conhecido principalmente pelo papel de Elliot Alderson na série ‘Mr. Robot’) tem uma notável interpretação como Mercury. É certo que não é a sua voz que ouvimos nas canções (isso ficou a cargo do cantor canadiano Marc Martel, que detém um tom de voz parecido com Freddie e por gravações do próprio) mas Malek conseguiu capturar bem os maneirismos, movimentos e energia em palco do ícone musical. Todos os restantes membros da banda têm interpretações sólidas mas sem muito espaço a brilhar, em contraste com a personagem de Malek. Uma palavra ainda para Lucy Boynton, segura no papel de Mary Austin, “o amor da vida” de Mercury e para Aaron McCusker, competente nas poucas cenas como Jim Hutton, o companheiro de vários anos até à morte do artista.

‘Bohemian Rhapsody’ funciona como uma celebração firme dos Queen, da sua música e do seu extraordinário vocalista Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou as convenções para se tornar um dos artistas mais amados do mundo. Os problemas de produção que o filme enfrentou estão à vista no resultado final, com uma montagem desequilibrada e que alterna entre cenas interessantes cortadas algo abruptamente e outras potencialmente supérfluas que se arrastam e por ter, por vezes, um tom algo morno e moralista de homenagem à banda e condenação gratuita de comportamentos desviantes do seu vocalista. O final é o ponto alto do filme, com a apoteótica prestação no Live Aid recriada ao pormenor. Foi, efectivamente, a primeira cena a ser rodada (antes dos problemas começarem) e o cenário do antigo estádio de Wembley foi, inclusive, o maior de sempre para um filme de Bryan Singer (que, recorde-se, rodou vários da saga ‘X-Men’). A energia em palco do quarteto e a interacção de Mercury com 72,000 pessoas ao vivo, incluindo o momento à capela depois de ‘Radio Ga Ga’ que ficou conhecido como “a nota ouvida em todo o mundo” é um marco emocionante na espécie de” filme-concerto” que fecha a película. Também isto é cinema.

Novidades da Netflix para Novembro 2018

 

NOVIDADES NA NETFLIX – NOVEMBRO 2018

1 NOVEMBRO 2018

THE JUDGEMENT – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Depois de um incidente traumático durante uma festa a tornar alvo de mexericos, uma jovem estudante tenta mudar a cultura tóxica da sua escola.

FOLLOW THIS: PARTE 3- DOCUMENTÁRIOS ORIGINAIS NETFLIX
Trevor Noah traz-nos uma comédia stand-up que aborda o racismo, emigração, campismo e muito mais.

ANGELA’S CHRISTMAS – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Numa ida à igreja com a sua família na noite de Natal, Angela tem uma ideia extraordinária.

 

2 NOVEMBRO 2018

THE GOOD PLACE: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Eleanor e os seus amigos com almas condenadas recebem uma nova oportunidade para seguirem o caminho certo.

O CALENDÁRIO DE NATAL – FILME ORIGINAL NETFLIX
Uma fotógrafa talentosa herda um calendário do advento antigo, que a poderá ajudar a prever o futuro – e apontando o caminho para o amor.

O OUTRO LADO DO VENTO – FILME ORIGINAL NETFLIX

O resultado completo e restaurado de uma obra de Orson Welles que tinha ficado por terminar. É uma sátira que acompanha os últimos dias de um realizador lendário, enquanto este luta por regressar triunfantemente à ribalta.

AMAR-ME-ÃO QUANDO EU MORRER – DOCUMENTÁRIOS ORIGINAIS NETFLIX

Este documentário aborda o filme inacabado de Orson Welles,
O Outro Lado do Vento, no qual o realizador trabalhou durante vários anos, antes de falecer.

REMASTERED: TRICKY DICK & THE MAN IN BLACK – DOCUMENTÁRIOS ORIGINAIS NETFLIX
Este documentário é uma crónica da visita de Johnny Cash à Casa Branca em 1970.

BRAINCHILD – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Desde germes, emoções, redes sociais e muito mais, tudo é explicado de forma científica e muito fácil de entender.

 

3 NOVEMBRO 2018

DINASTIA: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Os Carringtons lutam para reconstruir a sua dinastia e reerguê-la novamente, após o fogo que destruiu a casa de família.

A TAWAINESE TALE OF TWO CITIES – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Duas raparigas inteligentes, com a mesma ascendência, mas vidas diferentes, vêem os seus caminhos ligados.

 

4 NOVEMBRO 2018

HASAN MINHAJ: AGIR COMO UM PATRIOTA – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Nesta série semanal, Hasan Minhaj traz a sua voz cómica e única para abordar temas e tendências do nosso mundo fragmentado.

 

5 NOVEMBRO 2018

JOHN LEGUIZAMO’S LATIN STORY FOR MORONS – COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX
Com a sua abordagem à história da América Latina, o ator colombiano John Leguizamo traz à Netflix um espetáculo Broadway, onde analisa 3,000 anos de história latino-americana.

 

6 NOVEMBRO 2018

RAIO NEGRO: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
O Raio Negro sobreviveu, mas os seus poderes não. Agora, deve ajudar as suas filhas a dominar as suas capacidades para poder continuar a lutar pelo bem.

 

8 NOVEMBRO 2018

RIVERDALE: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Depois de uma revolta, o gangue de Riverdale continua a viver dramas.

 

9 NOVEMBRO 2018

LA REINA DEL FLOW – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
17 anos depois de ser condenada por engano, uma compositora talentosa procura justiça contra os homens que causaram a sua ruína e mataram a sua família.

SUPER DRAGS – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Três amigos gay trabalham numa loja durante o dia e lutam contra o crime durante a noite, enquanto poderosos super-heróis drag.

THE SINNER: TEMPORADA 2- SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

O detetive Harry Ambrose regressa a Nova Iorque para investigar um perturbador homicídio que envolve um suspeito de 13 anos.

WESTSIDE – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Westside acompanha o percurso de nove jovens músicos de LA, enquanto tentam alcançar os seus sonhos. Cada episódio mostra os seus processos criativos e lutas pessoais.

LEGÍTIMO REI – FILME ORIGINAL NETFLIX

Este drama acompanha Robert na sua batalha para conquistar o poder do reino, depois de ter sido banido pelo rei da Inglaterra.

MEDALHA DE HONRA – FILME ORIGINAL NETFLIX
Este documentário dramático aborda a história dos membros das operações militares dos Estados Unidos que receberam Medalhas de Honra após estarem no Iraque, Afeganistão, Vietname e outros.

BEAT BUGS: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
A  música continua a ser o principal interesse dos Beat Bigs, que encontram soluções divertidas para os seus problemas.

OS DETETIVES DA CASA DA ÁRVORE: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Os irmãos detetives Toby e Teri continuam a investigar casos, ajudando outros e sendo corajosos.

 

13 NOVEMBRO 2018

WARRIOR – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Um veterano de guerra atormentado pela culpa após a sua última missão alia-se à viúva do seu melhor amigo para se infiltrarem num perigoso gangue de motociclistas de Copenhaga.

OH MY GHOST – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Quando uma chef talentosa mas tímida é possuída por um espírito provocador, a sua confiança recém alcançada chama a atenção da sua paixoneta de longa data.

LOUDON WAINWRIGHT III: SURVIVING TWIN – COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX
O cantor Loudon Wainwright III reflete na sua relação peculiar com o pai numa noite intimista de música e histórias da sua vida pessoal.

 

15 NOVEMBRO 2018

MAY THE DEVIL TAKE YOU – FILME ORIGINAL NETFLIX
Quando o seu pai ausente fica em coma misteriosamente, uma jovem mulher procura respostas e descobre verdades obscuras.

 

16 NOVEMBRO 2018

NARCOS: MÉXICO – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Nesta série, assistimos ao crescimento da influência do Cartel de Guadalajara, enquanto um agente norte-americano da DEA tenta demover narcotraficantes mexicanos.

O MÉTODO KOMINSKY – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Michael Douglas protagoniza esta série enquanto coach de representação em Hollywood. Uma comédia de Chuck Lorre também com a participação de Alan Arkin.

CAM – FILME ORIGINAL NETFLIX
A sua vida online foi roubada. A sua vida real está a resolver-se. Resta apenas uma saída: encontrar e derrotar o seu imitador.

THE PRINCESS SWITCH- FILME ORIGINAL NETFLIX
Quando uma pasteleira de Chicago e uma princesa descobrem que são muito parecidas, decidem trocar de lugar.

A BALADA DE BUSTER SCRUGGS – FILME ORIGINAL NETFLIX

Esta antologia conta seis histórias diferentes sobre a fronteira Americana.

O CLUBE DOS PÓNEIS: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Skye e o Rescue Ranch regressam para mais uma aventura cheia de ação, animais adoráveis e amizades incríveis.

SHE-RA E AS PRINCESAS DO PODER: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Esta nova versão da série dos anos 80 traz uma espada mágica que consegue transformar uma rapariga orfã numa guerreira She-Ra.

O PRINCÍPE DE PEORIA – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Quando um príncipe de 13 anos muito tranquilo faz um intercâmbio numa escola norte-americana sem revelar a sua verdadeira identidade, trava amizade com pessoas interessantes.

 

19 NOVEMBRO 2018

THE LAST KINGDOM: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Enquanto a saúde de Alfred definha, assim como o seu sonho de uma Inglaterra unida, Uthred deve tomar o comando e enfrentar novas ameaças.

 

20 NOVEMBRO 2018

THE FINAL TABLE: QUE VENÇA O MELHOR – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Esta série de competição culinária mostra os mais talentosos chefs a lutar por um lugar de elite.

SABRINA – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um fabricante de brinquedos e a sua mulher são aterrorizados por uma boneca demoníaca.

TREVOR NOAH: SON OF PATRICIA – COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX
Trevor Noah traz-nos uma comédia stand-up que aborda o racismo, emigração, campismo e muito mais.

KULIPARI: DREAM WALKER – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Agora que é o Rei Blue Sky, Darel deve liderar uma missão de resgate para salvar um Dream Walker.

MOTOWN MAGIC – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Ben, um rapaz imaginativo, transforma a sua cidade trazendo cor e arte às ruas, trazendo os sons clássicos da Motown.

 

21 NOVEMBRO 2018

A TRIBO – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um executivo perde a sua reputação, mas encontra uma nova vida junto da sua mãe biológica e do seu grupo de dança.

 

22 NOVEMBRO 2018

GREENLEAF: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
A liderança Calvary encontra-se vulnerável depois da revelação de Mavis.

CRÓNICAS DE NATAL – FILME ORIGINAL NETFLIX

Dois irmãos juntam-se ao pai natal para uma aventura de natal. Um novo clássico de Natal, dos produtores de
Harry Potter e Sozinho em Casa.

 

23 NOVEMBRO 2018

FUGITIVA – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Uma mulher organiza um plano de escape camuflado de rapto para proteger os seus filhos dos inimigos do marido.

FRONTEIRA: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Enquanto Harp segue Benton para resgatar Grace, Michael deve liderar a Black Wolf Company.

SICK NOTE – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Esta série de humor negro acompanha um preguiçoso falsamente diagnosticado com cancro e que leva uma vida de mentiras, segredos absurdos, chantagem e suspeição.

SICK NOTE: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Rupert Grint, Nick Frost e Lindsay Lohan protagonizam a segunda temporada desta comédia negra. E as mentiras continuam a aparecer…

 

29 NOVEMBRO 2018

HOW TO GET OVER A BREAKUP – FILME ORIGINAL NETFLIX
Uma copywriter do Peru inspira-se e cria um blog, falando sobre a sua vida de solteira. Fica surpreendida quando o seu site ganha sucesso.

 

30 NOVEMBRO 2018

DEATH BY MAGIC – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Drummond Money-Coutts, DMC, é o mágico britânico que nos leva na sua missão de descobrir quais os mágicos que morreram enquanto tentavam realizar as suas proezas mais perigosas. Viaja pelo mundo em busca dos lugares onde os momentos fatídicos aconteceram, e tenta desvendar o que correu mal.

1983 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Numa Polónia totalitária, Kajetan Skowron, estudante de direito e o detetive Anatol Janów tentam desvendar uma terrível conspiração que envolve todo o país.

BABY – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Durante o dia, Chiara é uma estudante brilhante numa das escolas privadas de elite em Roma, mas à noite leva uma vida secreta escandalosa.

F IS FOR FAMILY – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Quando Frank se torna amigo de um piloto, a família embarca numa nova aventura.

NICKY JAM: VENCEDOR – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Baseada na vida do artista de reggaeton, esta série acompanha os seus altos e baixos, desde a época em que consumia droga, quando esteve na prisão, e depois o alcance de sucesso global.

RAJMA CHAWAL – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um pai sem grande aptidão para navegar na Internet tenta usar as redes sociais para melhorar a sua relação com o filho millennial.

UM PRÍNCIPE DE NATAL: O CASAMENTO REAL – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um ano depois de ajudar Richard a manter a sua coroa, Amber está pronta para casar com ele. Mas não tem a certeza se será uma boa rainha.

TIEMPO COMPARTIDO – FILME ORIGINAL NETFLIX
Dois homens juntam forças para resgatar as suas famílias de um paraíso tropical, convencidos que existe uma conspiração norte-americana que lhes fará mal.

SPY KIDS: MISSÃO CRÍTICA – TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Os miúdos da Missão Crítica enfrentam o teste mais difícil quando decidem destruir o Golden Brain de vez.

 

NETFLIX PORTUGAL – TÍTULOS LICENCIADOS NOVEMBRO 2018
DATAS E TÍTULOS SUJEITOS A ALTERAÇÃO
Título Original Título em Portugal Estreia
12 Monkeys 12 Macacos 1/11/2018
An American Tail An American Tail 1/11/2018
Blue Streak Ladrão e Polícia 1/11/2018
Bridesmaids A Melhor Despedida de Solteira 1/11/2018
Children of Men Os Filhos do Homem 1/11/2018
Edge of Fear Edge of Fear 1/11/2018
Friends with Money Amigos com Dinheiro 1/11/2018
Hello, My Name Is Doris Hello, My Name Is Doris 1/11/2018
Monster House A Casa Fantasma 1/11/2018
Our House Our House 11/1/2018
Swept Away Ao Sabor das Ondas 1/11/2018
Teen Wolf: Season 6 Teen Wolf Temporada 6 1/11/2018
The Blues Brothers O Dueto da Corda 1/11/2018
The Edge of Seventeen The Edge of Seventeen 1/11/2018
The Quick and the Dead Rápida e Mortal 1/11/2018
The Thirteenth Floor The Thirteenth Floor 1/11/2018
The Untold Tales of Armistead Maupin The Untold Tales of Armistead Maupin 1/11/2018
Crazy Ex-Girlfriend: Season 4 Crazy Ex-Girlfriend: Temporada 4 3/11/2018
Supergirl: Season 4 Supergirl: Temporada 4 5/11/2018
The Late Bloomer The Late Bloomer 6/11/2018
A Lot Like Love O Amor Está no Ar 7/11/2018
Nowhere Boys: Two Moons Rising Sem Raízes 11/11/2018
Disney: Blank Check Disney – Cheque em Branco 14/11/2018
The Flash: Season 5 The Flash: Temporada 5 14/11/2018
Christmas Wedding Planner Christmas Wedding Planner 15/11/2018
Resident Evil: The Final Chapter Resident Evil: Capítulo Final 15/11/2018
Disney: The Pacifier Disney – O Chupeta 15/11/2018
Disney: The Parent Trap Disney – Pai Para Mim… Mãe para Ti 15/11/2018
Disney: The Sorcerer’s Apprentice Disney – The Sorcerer’s Apprentice 15/11/2018
Cam Cam 16/11/2018
Disney: Pooh’s Heffalump Movie Disney – Heffalump – O Filme 21/11/2018
Disney: Born in China Disney – Born in China 27/11/2018
Ted TED 1/11/2018
Tini: The New Life of Violetta TINI: DEPOIS DE VIOLETTA 1/11/2018
Big Hero 6 BIG HERO 6 – OS NOVOS HERÓIS 28/11/2018
Guardians of the Galaxy Vol. 2 MARVEL – GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 28/11/2018
Assassin’s Creed ASSASSIN’S CREED 4/11/2018
Get Out FOGE 12/11/2018
How to Get Away With Murder: Season 4 COMO DEFENDER UM ASSASSINO TEMPORADA 4 24/11/2018
Teen Wolf: Season 6 TEEN WOLF TEMPORADA 6 1/11/2018
Crazy Ex-Girlfriend: Season 4 CRAZY EX-GIRLFRIEND TEMPORADA 4 3/11/2018
Supergirl: Season 4 SUPERGIRL TEMPORADA 4 5/11/2018
The Flash: Season 5 THE FLASH TEMPORADA 5 14/11/2018

Análise a ‘Sharp Objects’


Depois do sucesso de Big Little Lies (2017), Jean-Marc Vallée volta a assinar a adaptação de um livro para a TV. Desta vez, o escolhido foi Sharp Objects, de Gillian Flynn – autora do estrondoso Gone Girl –, que também assumiu funções enquanto produtora e guionista da série.

Em Sharp Objects, Amy Adams interpreta Camille, uma jornalista atormentada pela morte precoce da irmã e por uma educação abusiva e violenta, que a levaram a refugiar-se no álcool, automutilar-se e, eventualmente, a ter de ser internada num hospital psiquiátrico. A saúde mental de Camille piora ainda mais quando é enviada de volta para a sua cidade natal, Wind Gap, para investigar a morte de duas jovens, tendo de ficar alojada na casa onde cresceu, conviver com a família e recordar todos os maus momentos que a levaram a fugir.

Camille é uma protagonista particular (e excelente), bem ao estilo de Gillian Flynn e em oposição ao paradigma. Há muito tempo que deixou de ser obrigatório que uma protagonista – sim, uma mulher – fosse imaculada, bem resolvida e exemplar; em suma, com grandes probabilidades de se tornar uma personagem aborrecida. Pelo contrário, a personagem de Amy Adams não tem nada de bonito ou inocente. Está emocionalmente destruída e instável, bebe demasiado, não tem pudor em ser sexual, não se revê numa vida de dona de casa, corta o próprio corpo (as cicatrizes formam palavras, sendo que algumas dão título à maioria dos episódios) e costuma tomar decisões pouco sensatas. Mas espantem-se (!): é perfeitamente possível sentir-se empatia por alguém assim e torcer por ela, principalmente à medida que vamos descobrindo aquilo por que passou naquela cidade do demónio.

Sharp Objects é, definitivamente, um ponto de viragem na carreira de Amy Adams, marcando um tipo de personagem diferente das que normalmente a vemos interpretar. Sobre a actriz não há nada de novo a acrescentar (se bem que eu podia passar umas quantas horas a elogiá-la): que interpretação do caraças! Sem pudores nem exageros, com as pausas dramáticas feitas no tempo certo e tudo demonstrado de forma sublime. Independentemente de contracenar com um actor ou com seis, a cena é sempre dela. As luzes do holofote só se dividem quando a actriz contracena com Eliza Scanlen, que interpreta a meia-irmã de Camille, Amma.

Amma Crellin é uma rapariga cruel, cínica e, a meu ver, profundamente infeliz e insatisfeita consigo própria e com aquilo que a rodeia (já disse que Wind Gap é uma cidade do demónio?). Se num episódio podemos estar a rogar-lhe pragas, noutro podemos até sentir compaixão e torcer por si.
É muito fácil que sintamos receio de cada vez que Adams e Scanlen contracenam juntas; a química é incrível e a instabilidade de ambas as personagens tornam as cenas perturbadores, fazendo-nos questionar se deveríamos mesmo estar a vê-las.

Apesar de viver/trabalhar num meio onde a figura física da mulher é tida como o seu principal atributo, as cenas de nudez em Sharp Objects não parecem ter sido um problema para Amy Adams. E quem lê isto pode pensar “Caramba, se eu fosse a Amy Adams também não teria problemas em estar nua” – certo, percebo. A questão aqui é que Adams tem 43 anos e que o corpo da sua personagem passou por uma mutilação extrema, tendo tido a actriz de ganhar peso para adaptá-lo ao de uma pessoa alcoólica e sedentária. E sim, isso é de louvar, ainda para mais quando Adams não se preocupa em ter de estar constantemente em pose nem tem medo de se mostrar sem embelezamento algum.


O ritmo (por vezes, lento) da série pode afastar alguns espectadores, ainda para mais tendo em conta que é um policial. No entanto, a investigação dos homicídios e a procura pelo assassino é um plot secundário, sendo que o que realmente interessa é explorar a relação que Camille tem com uma comunidade que lhe fez tão mal. Eu próprio confesso que só a partir do terceiro episódio comecei verdadeiramente a entrar no espírito e a interessar-me pela narrativa. Talvez por isso este se tenha tornado um dos meus favoritos, explorando a relação entre Camille e a colega de quarto do hospício, Alice, que se torna mais uma das raparigas que a protagonista não consegue salvar. 

Destaco também o quinto episódio, no qual Jean-Marc Vallée nos dá a todos uma masterclass de realização, ao intercalar as interacções entre personagens durante o festival anual de Wind Gap com vários pontos de vista. É dos tais episódios que se devem ver mais do que uma vez para se perceberem todas as nuances e reparar em todos os pormenores. Os pormenores são algo que se estendem a toda a série, na verdade, o que exige que Sharp Objects seja vista com atenção para que nada escape, aliados aos cortes e flashbacks que caracterizam o trabalho do realizador e que, à partida, podem (erradamente) parecer desligados do enredo.

Um dos elementos que mais me fascinaram, para além da banda sonora, foram as cenas de sexo. Precisamente porque não tinham nada daquilo que estamos acostumados a ver neste tipo de cenas. Em Sharp Objects, são desconfortáveis, sufocantes e, em alguns casos, angustiantes. A forma como Camille se entrega tem tanto de penoso como de inconsciente, seja em ocasiões despojadas de sentimento, com uma das pessoas que mais a deseja ou ao envolver-se com menores de idade. São cenas às quais preferíamos não assistir mas das quais, por algum motivo macabro, não conseguimos desviar o olhar.

De um modo geral, é esta atracção pelo incómodo que caracteriza Sharp Objects. Apesar dos temas pesados, dos constantes murros no estômago que nos dá e da brutalidade que a caracteriza, dificultando o binge watch, é-nos impossível deixar a série a meio.

A cena final traz consigo uma revelação surpreendente, e também aqui a atenção aos pormenores volta a ser importante, dado que ajudam a responder a muitas das questões levantadas ao longo da série – inclusivamente, durante o último episódio. O choque causado por este plot twist prolonga-se pelos créditos finais, que chegam a ser interrompidos para mostrarem cenas inéditas sobre o assassinato das duas jovens.

Apesar do desejo da HBO e de Gillian Flynn em ver a história continuar para uma segunda temporada, Amy Adams já disse que não queria voltar a interpretar Camille, muito por causa do esforço emocional a que a personagem obriga, pelo que isso não deverá acontecer. Eu também espero que assim seja. 

Editor's Choice

Teste a ‘Déraciné’

Déraciné é o título de estreia na Realidade Virtual do director da FromSoftware, Hidetaka Miyazaki, e da própria FromSoftware. Para quem não conhece, Hidetaka Miyazaki é um dos nomes associados ao mais que conhecido Bloodborne. Em Déraciné, os jogadores controlam um espírito num colégio interno, num mundo onde o tempo pode parar, e no qual vamos tentar resolver um mistério através dos fragmentos de informação que apanhamos. A história desenrola-se aos poucos, fragmentada, sem um aparente fio condutor, mas à medida que avançamos esta vai-se formando, apesar de não ser nada do outro mundo, mas é suficientemente interessante para nos querer fazer chegar ao final. Não vamos estragar algumas das surpresas que vos aguardam, mas ao completar a jornada sentimos um misto de sensação de dever cumprido e vontade que o jogo continuasse, acima de tudo porque é bastante curto e limitado ao cenário do colégio.

Déraciné é, na sua essência, um jogo de aventuras, na linha das clássicas aventuras gráficas, mas com recurso à Realidade Virtual e aos controlos PS Move, um requisito obrigatório deste jogo, que em muito contribuem para a sensação de imersão, embora sem deixarem de trazer os problemas associados à jogabilidade aos que, infelizmente, já nos vamos habituando quando falamos de jogos para o PSVR com este tipo de controlo, que em nada contribui para a fluidez da ação em jogos mais rápidos. Afortunadamente, não estamos perante um título de ação, mas sim perante uma aventura pausada e na qual queremos perder algum tempo para observar tudo o que nos rodeia, pelo que o uso do PS Move é o mais adequado. Com um comando Move em cada mão, iremos controlar as mãos do espírito que controlamos, interagindo com os objetos no cenário, assim como com os nossos anéis, um em cada mão, com funções diferentes que aprenderemos durante o tutorial.

Graficamente, estamos perante um jogo que aproveita bem as já parcas capacidades da PS4, pois ao ser pausado e em espaços fechados permite um detalhe bastante satisfatório ao nível dos cenários e objetos com que interagimos. A música poderia ser mais elaborada, pois limita-se a melodias muito semelhantes entre si, sempre em violino, que são, no entanto, adequadas à atmosfera que se pretende transmitir. Já as vozes, completamente em português, são muito agradáveis de ouvir, apesar de ser aconselhável ligar as legendas, para que melhor se compreendam todas as mensagens. A banda sonora, essa sim, poderia ser bem melhor: estamos perante uma série de melodias tocadas em violino, muito adequadas à atmosfera que se pretende transmitir, mas são, sem dúvida, monocórdicas, e ao fim de pouco tempo tornam-se tão agradáveis como o som de um martelo pneumático.

Gostaríamos de dizer que estamos perante um título que vem revolucionar os jogos em Realidade Virtual. Gostaríamos de dizer que Déraciné é um título obrigatório. Gostaríamos, mas não o podemos fazer. Não nos interpretem mal, Déraciné é um bom videojogo, uma boa aventura gráfica, nota-se que foi feito com carinho e com a vontade de nos fazer viver uma experiência diferente, original, que nos cause impacto a nível emocional, e consegue-o a espaços. No entanto, tendo em conta a sua curta duração, a falta de variedade nos cenários e na música, e a falta de alguma substância a nível de conteúdo em geral, estamos perante apenas mais um entre tantos pequenos jogos para o PSVR, o que é pena, pois Déraciné tem boas ideias e teria potencial para se destacar. No seu estado, é uma boa aventura, mas só isso…

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

Análise a ‘Bohemian Rhapsody’

A ideia de trazer até ao grande ecrã a história de vida de Freddie Mercury, o carismático vocalista dos Queen, já circulava por Hollywood há vários anos. O inglês Sacha Baron Cohen começou por ser a primeira escolha para interpretar Mercury mas “diferenças criativas” com os membros reais da banda, Brian May e Roger Taylor (que integraram o projecto como produtores musicais executivos) levaram à sua saída. Cohen pretenderia que o filme fosse apenas focado no líder da banda, ignorando os outros membros ao passo que May e Taylor tinham em mente o foco em todos os membros e a forma como a banda sobreviveu à morte prematura do seu vocalista. Nem uma nem outra das vontades prevaleceu e ‘Bohemian Rhapsody’ acabou por arrancar situando-se algo no meio, não se focando estritamente em Mercury mas também retratando apenas o período desde a formação da banda até à actuação estrondosa no Live Aid, em 1985. No entanto, e tal como a vida do cantor dos Queen, a sua produção não ficou imune a polémicas. O realizador Bryan Singer foi despedido pela 20th Century Fox antes do fim da rodagem pelas suas ausências prolongadas das filmagens e por violentas discussões com Rami Malek, actor escolhido para encarnar Freddie Mercury. Dexter Fletcher foi o escolhido para finalizar os dezasseis dias de filmagem restantes e a pós-produção mas Singer acabou por ser creditado como único realizador por indicação do sindicato de realizadores americanos.

Farrokh Bulsara (Rami Malek), um jovem nascido em Zanzibar e de ascendência parse, conhece Brian May (Gwilym Lee) e Roger Taylor (Ben Hardy), respectivamente guitarrista e baterista da banda Smile, que acabara de perder o seu vocalista. Juntamente com o baixista John Deacon (Joseph Mazzello), Bulsara entra para a banda, renomeada Queen, e altera o seu nome artístico para Freddie Mercury. A banda rapidamente regista uma ascensão brutal através das suas canções icónicas e som revolucionário. Contudo, a fama, o reconhecimento internacional e mesmo a sobrevivência da banda são postas em causa devido ao estilo de vida corrosivo de Mercury. A reunião triunfante acontece na véspera do evento musical de caridade Live Aid, onde Mercury, lutando contra uma doença mortal, guia a banda por uma das maiores actuações da história do rock.

Is this the real life? Is this just fantasy? É com estes dois versos em forma de pergunta que começa ‘Bohemian Rhapsody’, canção célebre dos Queen que dá nome a este filme. Entre optar por um retrato fiel da época e dos acontecimentos ou uma abordagem mais fantasiada dos mesmos, o argumento de Anthony McCarten e Peter Morgan escolhe, claramente, a primeira opção. É claro que há lugar a alguma ficção e a alguns anacronismos grosseiros (por exemplo, Mercury não foi diagnosticado como portador do síndrome VIH antes de 1987) mas que não impedem o bom desenvolvimento da narrativa. Uma das razões para a falta de alguma liberdade criativa prende-se também com o facto de, para além dos já referidos contributos dos membros originais da banda em actividade, May e Taylor (John Deacon retirou-se em 1997), o filme é produzido por Jim Beach, advogado e empresário de longa data da banda, o que garante uma certa fidelidade dos factos narrados. Isto acaba por impedir um rasgo de criatividade na narrativa e que verdadeiramente surpreenda o espectador.

Este não é um biopic clássico no sentido de filme biográfico que acompanha a banda desde a sua formação até ao fim, até porque os Queen ainda se mantêm em actividade (com Adam Lambert como vocalista). Opta por uma lógica de “ascensão, queda e reerguer” e por cobrir um determinado período e depois “salta” entre datas, uma característica dos filmes de Singer e que aqui resulta nos referidos anacronismos. Comparando com outra banda que tinha um vocalista “maior que a vida” como os ‘The Doors’ e o seu biopic realizado por Oliver Stone, Singer não explora muito a psique de Mercury como Stone o fez com Jim Morrison fora da sua banda, o que teria sido interessante. Muito do comportamento errático e perigoso de Morrison acontecia em palco, ao passo que Mercury era extravagante mas extremamente profissional e possivelmente o maior front man de sempre a interagir com o público. Faltou explorar melhor a mente de Mercury e como encarava os seus relacionamentos bissexuais com Mary Austin, Paul Prenter ou Jim Hutton e a ligação entre o homem nascido Farrokh Bulsara e a sua persona de palco.

Rami Malek, actor norte-americano de ascendência egípcia (conhecido principalmente pelo papel de Elliot Alderson na série ‘Mr. Robot’) tem uma notável interpretação como Mercury. É certo que não é a sua voz que ouvimos nas canções (isso ficou a cargo do cantor canadiano Marc Martel, que detém um tom de voz parecido com Freddie e por gravações do próprio) mas Malek conseguiu capturar bem os maneirismos, movimentos e energia em palco do ícone musical. Todos os restantes membros da banda têm interpretações sólidas mas sem muito espaço a brilhar, em contraste com a personagem de Malek. Uma palavra ainda para Lucy Boynton, segura no papel de Mary Austin, “o amor da vida” de Mercury e para Aaron McCusker, competente nas poucas cenas como Jim Hutton, o companheiro de vários anos até à morte do artista.

‘Bohemian Rhapsody’ funciona como uma celebração firme dos Queen, da sua música e do seu extraordinário vocalista Freddie Mercury, que desafiou estereótipos e quebrou as convenções para se tornar um dos artistas mais amados do mundo. Os problemas de produção que o filme enfrentou estão à vista no resultado final, com uma montagem desequilibrada e que alterna entre cenas interessantes cortadas algo abruptamente e outras potencialmente supérfluas que se arrastam e por ter, por vezes, um tom algo morno e moralista de homenagem à banda e condenação gratuita de comportamentos desviantes do seu vocalista. O final é o ponto alto do filme, com a apoteótica prestação no Live Aid recriada ao pormenor. Foi, efectivamente, a primeira cena a ser rodada (antes dos problemas começarem) e o cenário do antigo estádio de Wembley foi, inclusive, o maior de sempre para um filme de Bryan Singer (que, recorde-se, rodou vários da saga ‘X-Men’). A energia em palco do quarteto e a interacção de Mercury com 72,000 pessoas ao vivo, incluindo o momento à capela depois de ‘Radio Ga Ga’ que ficou conhecido como “a nota ouvida em todo o mundo” é um marco emocionante na espécie de” filme-concerto” que fecha a película. Também isto é cinema.

Novidades da Netflix para Novembro 2018

 

NOVIDADES NA NETFLIX – NOVEMBRO 2018

1 NOVEMBRO 2018

THE JUDGEMENT – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Depois de um incidente traumático durante uma festa a tornar alvo de mexericos, uma jovem estudante tenta mudar a cultura tóxica da sua escola.

FOLLOW THIS: PARTE 3- DOCUMENTÁRIOS ORIGINAIS NETFLIX
Trevor Noah traz-nos uma comédia stand-up que aborda o racismo, emigração, campismo e muito mais.

ANGELA’S CHRISTMAS – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Numa ida à igreja com a sua família na noite de Natal, Angela tem uma ideia extraordinária.

 

2 NOVEMBRO 2018

THE GOOD PLACE: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Eleanor e os seus amigos com almas condenadas recebem uma nova oportunidade para seguirem o caminho certo.

O CALENDÁRIO DE NATAL – FILME ORIGINAL NETFLIX
Uma fotógrafa talentosa herda um calendário do advento antigo, que a poderá ajudar a prever o futuro – e apontando o caminho para o amor.

O OUTRO LADO DO VENTO – FILME ORIGINAL NETFLIX

O resultado completo e restaurado de uma obra de Orson Welles que tinha ficado por terminar. É uma sátira que acompanha os últimos dias de um realizador lendário, enquanto este luta por regressar triunfantemente à ribalta.

AMAR-ME-ÃO QUANDO EU MORRER – DOCUMENTÁRIOS ORIGINAIS NETFLIX

Este documentário aborda o filme inacabado de Orson Welles,
O Outro Lado do Vento, no qual o realizador trabalhou durante vários anos, antes de falecer.

REMASTERED: TRICKY DICK & THE MAN IN BLACK – DOCUMENTÁRIOS ORIGINAIS NETFLIX
Este documentário é uma crónica da visita de Johnny Cash à Casa Branca em 1970.

BRAINCHILD – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Desde germes, emoções, redes sociais e muito mais, tudo é explicado de forma científica e muito fácil de entender.

 

3 NOVEMBRO 2018

DINASTIA: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Os Carringtons lutam para reconstruir a sua dinastia e reerguê-la novamente, após o fogo que destruiu a casa de família.

A TAWAINESE TALE OF TWO CITIES – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Duas raparigas inteligentes, com a mesma ascendência, mas vidas diferentes, vêem os seus caminhos ligados.

 

4 NOVEMBRO 2018

HASAN MINHAJ: AGIR COMO UM PATRIOTA – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Nesta série semanal, Hasan Minhaj traz a sua voz cómica e única para abordar temas e tendências do nosso mundo fragmentado.

 

5 NOVEMBRO 2018

JOHN LEGUIZAMO’S LATIN STORY FOR MORONS – COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX
Com a sua abordagem à história da América Latina, o ator colombiano John Leguizamo traz à Netflix um espetáculo Broadway, onde analisa 3,000 anos de história latino-americana.

 

6 NOVEMBRO 2018

RAIO NEGRO: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
O Raio Negro sobreviveu, mas os seus poderes não. Agora, deve ajudar as suas filhas a dominar as suas capacidades para poder continuar a lutar pelo bem.

 

8 NOVEMBRO 2018

RIVERDALE: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX COM EPISÓDIOS SEMANAIS
Depois de uma revolta, o gangue de Riverdale continua a viver dramas.

 

9 NOVEMBRO 2018

LA REINA DEL FLOW – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
17 anos depois de ser condenada por engano, uma compositora talentosa procura justiça contra os homens que causaram a sua ruína e mataram a sua família.

SUPER DRAGS – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Três amigos gay trabalham numa loja durante o dia e lutam contra o crime durante a noite, enquanto poderosos super-heróis drag.

THE SINNER: TEMPORADA 2- SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

O detetive Harry Ambrose regressa a Nova Iorque para investigar um perturbador homicídio que envolve um suspeito de 13 anos.

WESTSIDE – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Westside acompanha o percurso de nove jovens músicos de LA, enquanto tentam alcançar os seus sonhos. Cada episódio mostra os seus processos criativos e lutas pessoais.

LEGÍTIMO REI – FILME ORIGINAL NETFLIX

Este drama acompanha Robert na sua batalha para conquistar o poder do reino, depois de ter sido banido pelo rei da Inglaterra.

MEDALHA DE HONRA – FILME ORIGINAL NETFLIX
Este documentário dramático aborda a história dos membros das operações militares dos Estados Unidos que receberam Medalhas de Honra após estarem no Iraque, Afeganistão, Vietname e outros.

BEAT BUGS: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
A  música continua a ser o principal interesse dos Beat Bigs, que encontram soluções divertidas para os seus problemas.

OS DETETIVES DA CASA DA ÁRVORE: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Os irmãos detetives Toby e Teri continuam a investigar casos, ajudando outros e sendo corajosos.

 

13 NOVEMBRO 2018

WARRIOR – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Um veterano de guerra atormentado pela culpa após a sua última missão alia-se à viúva do seu melhor amigo para se infiltrarem num perigoso gangue de motociclistas de Copenhaga.

OH MY GHOST – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Quando uma chef talentosa mas tímida é possuída por um espírito provocador, a sua confiança recém alcançada chama a atenção da sua paixoneta de longa data.

LOUDON WAINWRIGHT III: SURVIVING TWIN – COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX
O cantor Loudon Wainwright III reflete na sua relação peculiar com o pai numa noite intimista de música e histórias da sua vida pessoal.

 

15 NOVEMBRO 2018

MAY THE DEVIL TAKE YOU – FILME ORIGINAL NETFLIX
Quando o seu pai ausente fica em coma misteriosamente, uma jovem mulher procura respostas e descobre verdades obscuras.

 

16 NOVEMBRO 2018

NARCOS: MÉXICO – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Nesta série, assistimos ao crescimento da influência do Cartel de Guadalajara, enquanto um agente norte-americano da DEA tenta demover narcotraficantes mexicanos.

O MÉTODO KOMINSKY – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Michael Douglas protagoniza esta série enquanto coach de representação em Hollywood. Uma comédia de Chuck Lorre também com a participação de Alan Arkin.

CAM – FILME ORIGINAL NETFLIX
A sua vida online foi roubada. A sua vida real está a resolver-se. Resta apenas uma saída: encontrar e derrotar o seu imitador.

THE PRINCESS SWITCH- FILME ORIGINAL NETFLIX
Quando uma pasteleira de Chicago e uma princesa descobrem que são muito parecidas, decidem trocar de lugar.

A BALADA DE BUSTER SCRUGGS – FILME ORIGINAL NETFLIX

Esta antologia conta seis histórias diferentes sobre a fronteira Americana.

O CLUBE DOS PÓNEIS: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Skye e o Rescue Ranch regressam para mais uma aventura cheia de ação, animais adoráveis e amizades incríveis.

SHE-RA E AS PRINCESAS DO PODER: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Esta nova versão da série dos anos 80 traz uma espada mágica que consegue transformar uma rapariga orfã numa guerreira She-Ra.

O PRINCÍPE DE PEORIA – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Quando um príncipe de 13 anos muito tranquilo faz um intercâmbio numa escola norte-americana sem revelar a sua verdadeira identidade, trava amizade com pessoas interessantes.

 

19 NOVEMBRO 2018

THE LAST KINGDOM: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Enquanto a saúde de Alfred definha, assim como o seu sonho de uma Inglaterra unida, Uthred deve tomar o comando e enfrentar novas ameaças.

 

20 NOVEMBRO 2018

THE FINAL TABLE: QUE VENÇA O MELHOR – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Esta série de competição culinária mostra os mais talentosos chefs a lutar por um lugar de elite.

SABRINA – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um fabricante de brinquedos e a sua mulher são aterrorizados por uma boneca demoníaca.

TREVOR NOAH: SON OF PATRICIA – COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX
Trevor Noah traz-nos uma comédia stand-up que aborda o racismo, emigração, campismo e muito mais.

KULIPARI: DREAM WALKER – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Agora que é o Rei Blue Sky, Darel deve liderar uma missão de resgate para salvar um Dream Walker.

MOTOWN MAGIC – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Ben, um rapaz imaginativo, transforma a sua cidade trazendo cor e arte às ruas, trazendo os sons clássicos da Motown.

 

21 NOVEMBRO 2018

A TRIBO – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um executivo perde a sua reputação, mas encontra uma nova vida junto da sua mãe biológica e do seu grupo de dança.

 

22 NOVEMBRO 2018

GREENLEAF: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
A liderança Calvary encontra-se vulnerável depois da revelação de Mavis.

CRÓNICAS DE NATAL – FILME ORIGINAL NETFLIX

Dois irmãos juntam-se ao pai natal para uma aventura de natal. Um novo clássico de Natal, dos produtores de
Harry Potter e Sozinho em Casa.

 

23 NOVEMBRO 2018

FUGITIVA – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Uma mulher organiza um plano de escape camuflado de rapto para proteger os seus filhos dos inimigos do marido.

FRONTEIRA: TEMPORADA 3 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Enquanto Harp segue Benton para resgatar Grace, Michael deve liderar a Black Wolf Company.

SICK NOTE – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Esta série de humor negro acompanha um preguiçoso falsamente diagnosticado com cancro e que leva uma vida de mentiras, segredos absurdos, chantagem e suspeição.

SICK NOTE: TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Rupert Grint, Nick Frost e Lindsay Lohan protagonizam a segunda temporada desta comédia negra. E as mentiras continuam a aparecer…

 

29 NOVEMBRO 2018

HOW TO GET OVER A BREAKUP – FILME ORIGINAL NETFLIX
Uma copywriter do Peru inspira-se e cria um blog, falando sobre a sua vida de solteira. Fica surpreendida quando o seu site ganha sucesso.

 

30 NOVEMBRO 2018

DEATH BY MAGIC – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Drummond Money-Coutts, DMC, é o mágico britânico que nos leva na sua missão de descobrir quais os mágicos que morreram enquanto tentavam realizar as suas proezas mais perigosas. Viaja pelo mundo em busca dos lugares onde os momentos fatídicos aconteceram, e tenta desvendar o que correu mal.

1983 – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Numa Polónia totalitária, Kajetan Skowron, estudante de direito e o detetive Anatol Janów tentam desvendar uma terrível conspiração que envolve todo o país.

BABY – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

Durante o dia, Chiara é uma estudante brilhante numa das escolas privadas de elite em Roma, mas à noite leva uma vida secreta escandalosa.

F IS FOR FAMILY – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Quando Frank se torna amigo de um piloto, a família embarca numa nova aventura.

NICKY JAM: VENCEDOR – SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
Baseada na vida do artista de reggaeton, esta série acompanha os seus altos e baixos, desde a época em que consumia droga, quando esteve na prisão, e depois o alcance de sucesso global.

RAJMA CHAWAL – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um pai sem grande aptidão para navegar na Internet tenta usar as redes sociais para melhorar a sua relação com o filho millennial.

UM PRÍNCIPE DE NATAL: O CASAMENTO REAL – FILME ORIGINAL NETFLIX
Um ano depois de ajudar Richard a manter a sua coroa, Amber está pronta para casar com ele. Mas não tem a certeza se será uma boa rainha.

TIEMPO COMPARTIDO – FILME ORIGINAL NETFLIX
Dois homens juntam forças para resgatar as suas famílias de um paraíso tropical, convencidos que existe uma conspiração norte-americana que lhes fará mal.

SPY KIDS: MISSÃO CRÍTICA – TEMPORADA 2 – SÉRIE ORIGINAL INFANTIL NETFLIX
Os miúdos da Missão Crítica enfrentam o teste mais difícil quando decidem destruir o Golden Brain de vez.

 

NETFLIX PORTUGAL – TÍTULOS LICENCIADOS NOVEMBRO 2018
DATAS E TÍTULOS SUJEITOS A ALTERAÇÃO
Título Original Título em Portugal Estreia
12 Monkeys 12 Macacos 1/11/2018
An American Tail An American Tail 1/11/2018
Blue Streak Ladrão e Polícia 1/11/2018
Bridesmaids A Melhor Despedida de Solteira 1/11/2018
Children of Men Os Filhos do Homem 1/11/2018
Edge of Fear Edge of Fear 1/11/2018
Friends with Money Amigos com Dinheiro 1/11/2018
Hello, My Name Is Doris Hello, My Name Is Doris 1/11/2018
Monster House A Casa Fantasma 1/11/2018
Our House Our House 11/1/2018
Swept Away Ao Sabor das Ondas 1/11/2018
Teen Wolf: Season 6 Teen Wolf Temporada 6 1/11/2018
The Blues Brothers O Dueto da Corda 1/11/2018
The Edge of Seventeen The Edge of Seventeen 1/11/2018
The Quick and the Dead Rápida e Mortal 1/11/2018
The Thirteenth Floor The Thirteenth Floor 1/11/2018
The Untold Tales of Armistead Maupin The Untold Tales of Armistead Maupin 1/11/2018
Crazy Ex-Girlfriend: Season 4 Crazy Ex-Girlfriend: Temporada 4 3/11/2018
Supergirl: Season 4 Supergirl: Temporada 4 5/11/2018
The Late Bloomer The Late Bloomer 6/11/2018
A Lot Like Love O Amor Está no Ar 7/11/2018
Nowhere Boys: Two Moons Rising Sem Raízes 11/11/2018
Disney: Blank Check Disney – Cheque em Branco 14/11/2018
The Flash: Season 5 The Flash: Temporada 5 14/11/2018
Christmas Wedding Planner Christmas Wedding Planner 15/11/2018
Resident Evil: The Final Chapter Resident Evil: Capítulo Final 15/11/2018
Disney: The Pacifier Disney – O Chupeta 15/11/2018
Disney: The Parent Trap Disney – Pai Para Mim… Mãe para Ti 15/11/2018
Disney: The Sorcerer’s Apprentice Disney – The Sorcerer’s Apprentice 15/11/2018
Cam Cam 16/11/2018
Disney: Pooh’s Heffalump Movie Disney – Heffalump – O Filme 21/11/2018
Disney: Born in China Disney – Born in China 27/11/2018
Ted TED 1/11/2018
Tini: The New Life of Violetta TINI: DEPOIS DE VIOLETTA 1/11/2018
Big Hero 6 BIG HERO 6 – OS NOVOS HERÓIS 28/11/2018
Guardians of the Galaxy Vol. 2 MARVEL – GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 28/11/2018
Assassin’s Creed ASSASSIN’S CREED 4/11/2018
Get Out FOGE 12/11/2018
How to Get Away With Murder: Season 4 COMO DEFENDER UM ASSASSINO TEMPORADA 4 24/11/2018
Teen Wolf: Season 6 TEEN WOLF TEMPORADA 6 1/11/2018
Crazy Ex-Girlfriend: Season 4 CRAZY EX-GIRLFRIEND TEMPORADA 4 3/11/2018
Supergirl: Season 4 SUPERGIRL TEMPORADA 4 5/11/2018
The Flash: Season 5 THE FLASH TEMPORADA 5 14/11/2018

Análise a ‘Sharp Objects’


Depois do sucesso de Big Little Lies (2017), Jean-Marc Vallée volta a assinar a adaptação de um livro para a TV. Desta vez, o escolhido foi Sharp Objects, de Gillian Flynn – autora do estrondoso Gone Girl –, que também assumiu funções enquanto produtora e guionista da série.

Em Sharp Objects, Amy Adams interpreta Camille, uma jornalista atormentada pela morte precoce da irmã e por uma educação abusiva e violenta, que a levaram a refugiar-se no álcool, automutilar-se e, eventualmente, a ter de ser internada num hospital psiquiátrico. A saúde mental de Camille piora ainda mais quando é enviada de volta para a sua cidade natal, Wind Gap, para investigar a morte de duas jovens, tendo de ficar alojada na casa onde cresceu, conviver com a família e recordar todos os maus momentos que a levaram a fugir.

Camille é uma protagonista particular (e excelente), bem ao estilo de Gillian Flynn e em oposição ao paradigma. Há muito tempo que deixou de ser obrigatório que uma protagonista – sim, uma mulher – fosse imaculada, bem resolvida e exemplar; em suma, com grandes probabilidades de se tornar uma personagem aborrecida. Pelo contrário, a personagem de Amy Adams não tem nada de bonito ou inocente. Está emocionalmente destruída e instável, bebe demasiado, não tem pudor em ser sexual, não se revê numa vida de dona de casa, corta o próprio corpo (as cicatrizes formam palavras, sendo que algumas dão título à maioria dos episódios) e costuma tomar decisões pouco sensatas. Mas espantem-se (!): é perfeitamente possível sentir-se empatia por alguém assim e torcer por ela, principalmente à medida que vamos descobrindo aquilo por que passou naquela cidade do demónio.

Sharp Objects é, definitivamente, um ponto de viragem na carreira de Amy Adams, marcando um tipo de personagem diferente das que normalmente a vemos interpretar. Sobre a actriz não há nada de novo a acrescentar (se bem que eu podia passar umas quantas horas a elogiá-la): que interpretação do caraças! Sem pudores nem exageros, com as pausas dramáticas feitas no tempo certo e tudo demonstrado de forma sublime. Independentemente de contracenar com um actor ou com seis, a cena é sempre dela. As luzes do holofote só se dividem quando a actriz contracena com Eliza Scanlen, que interpreta a meia-irmã de Camille, Amma.

Amma Crellin é uma rapariga cruel, cínica e, a meu ver, profundamente infeliz e insatisfeita consigo própria e com aquilo que a rodeia (já disse que Wind Gap é uma cidade do demónio?). Se num episódio podemos estar a rogar-lhe pragas, noutro podemos até sentir compaixão e torcer por si.
É muito fácil que sintamos receio de cada vez que Adams e Scanlen contracenam juntas; a química é incrível e a instabilidade de ambas as personagens tornam as cenas perturbadores, fazendo-nos questionar se deveríamos mesmo estar a vê-las.

Apesar de viver/trabalhar num meio onde a figura física da mulher é tida como o seu principal atributo, as cenas de nudez em Sharp Objects não parecem ter sido um problema para Amy Adams. E quem lê isto pode pensar “Caramba, se eu fosse a Amy Adams também não teria problemas em estar nua” – certo, percebo. A questão aqui é que Adams tem 43 anos e que o corpo da sua personagem passou por uma mutilação extrema, tendo tido a actriz de ganhar peso para adaptá-lo ao de uma pessoa alcoólica e sedentária. E sim, isso é de louvar, ainda para mais quando Adams não se preocupa em ter de estar constantemente em pose nem tem medo de se mostrar sem embelezamento algum.


O ritmo (por vezes, lento) da série pode afastar alguns espectadores, ainda para mais tendo em conta que é um policial. No entanto, a investigação dos homicídios e a procura pelo assassino é um plot secundário, sendo que o que realmente interessa é explorar a relação que Camille tem com uma comunidade que lhe fez tão mal. Eu próprio confesso que só a partir do terceiro episódio comecei verdadeiramente a entrar no espírito e a interessar-me pela narrativa. Talvez por isso este se tenha tornado um dos meus favoritos, explorando a relação entre Camille e a colega de quarto do hospício, Alice, que se torna mais uma das raparigas que a protagonista não consegue salvar. 

Destaco também o quinto episódio, no qual Jean-Marc Vallée nos dá a todos uma masterclass de realização, ao intercalar as interacções entre personagens durante o festival anual de Wind Gap com vários pontos de vista. É dos tais episódios que se devem ver mais do que uma vez para se perceberem todas as nuances e reparar em todos os pormenores. Os pormenores são algo que se estendem a toda a série, na verdade, o que exige que Sharp Objects seja vista com atenção para que nada escape, aliados aos cortes e flashbacks que caracterizam o trabalho do realizador e que, à partida, podem (erradamente) parecer desligados do enredo.

Um dos elementos que mais me fascinaram, para além da banda sonora, foram as cenas de sexo. Precisamente porque não tinham nada daquilo que estamos acostumados a ver neste tipo de cenas. Em Sharp Objects, são desconfortáveis, sufocantes e, em alguns casos, angustiantes. A forma como Camille se entrega tem tanto de penoso como de inconsciente, seja em ocasiões despojadas de sentimento, com uma das pessoas que mais a deseja ou ao envolver-se com menores de idade. São cenas às quais preferíamos não assistir mas das quais, por algum motivo macabro, não conseguimos desviar o olhar.

De um modo geral, é esta atracção pelo incómodo que caracteriza Sharp Objects. Apesar dos temas pesados, dos constantes murros no estômago que nos dá e da brutalidade que a caracteriza, dificultando o binge watch, é-nos impossível deixar a série a meio.

A cena final traz consigo uma revelação surpreendente, e também aqui a atenção aos pormenores volta a ser importante, dado que ajudam a responder a muitas das questões levantadas ao longo da série – inclusivamente, durante o último episódio. O choque causado por este plot twist prolonga-se pelos créditos finais, que chegam a ser interrompidos para mostrarem cenas inéditas sobre o assassinato das duas jovens.

Apesar do desejo da HBO e de Gillian Flynn em ver a história continuar para uma segunda temporada, Amy Adams já disse que não queria voltar a interpretar Camille, muito por causa do esforço emocional a que a personagem obriga, pelo que isso não deverá acontecer. Eu também espero que assim seja. 

Scroll to top