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REESCREVER A ESTRELA – Bradley Cooper

 

Com a novidade, da chegada de um dos mais esperados e badalados filmes da temporada, em Assim Nasce Uma Estrela, resolvemos nós mesmos dar palco, e relembrar-mos a carreira de um dos mais talentosos e completos atores da sua geração, o americano de seu nome, e ator, Bradley Cooper, protagonista, argumentista e realizador do novo sucesso dramático e musical da atualidade, e o qual toda a gente fala.

Bradley Charles Cooper, de seu nome, nascido a 1975, em Filadélfia, na Pensilvânia, ator e produtor de 43 anos, é a figura do mês que destacamos, e que em paridade com a estreia do seu mais recente filme, queremos notabilizar e congratular.

O ator, também conhecido por Coop, de raízes italianas e irlandesas da parte da mãe e do pai, respetivamente, é um dos mais carismáticos atores do seu tempo, com um assinalável crescimento sólido na sua transição da televisão para o cinema, e que como muitos antes dele, tiveram o merecido devido sucesso.

Estudante e frequentador de uma escola de representação reputada em Nova Iorque, o ator Bradley Cooper teve o seu primeiro crédito profissional reconhecido no mundo artístico na série de televisão, O Sexo e a Cidade, corria o ano de 1999, altura da segunda temporada desta marcante série de comédia, marcando assim a sua primeira aparição ao público americano, ainda em que apenas um episódio.

Dois anos mais tarde, e na fase final do seu percurso académico, surge-lhe a possibilidade de iniciar uma carreira cinematográfica no grande ecrã, começando no filme de baixo orçamento, Wet Hot American Summer, de género comédia e romance, passado num verão num fictício acampamento de férias nos anos 80, interpretando um advogado que se apaixona por outra jovem, e que até sendo mesmo um filme pouco apreciado criticamente, desenvolveu no público um tipo de culto ao longo dos anos, e que devido a isso teve o seu retorno em 2015, numa série de oito episódios, e contando com o seu regresso.

Em seguida, um dos projetos que deu a Bradley Cooper oportunidade de trabalhar e aprender com atores de alto nível, foi no filme de 2002, Manobra Perigosa, e de onde deu seguimento para assinar com a série, A Vingadora, que foi para o ar durante cerca de 5 anos, e lhe providenciou uma grande vantagem de estar, sistematicamente, no olhar do público.

Segue-se o filme, Os Fura-Casamentos, no ano de 2005, filme de comédia, onde o ator embora com um papel secundário, alcança de forma muito eficaz, as outras estrelas que o acompanham no filme, e que até à data seria o seu mais relevante projeto, no papel de um arrogante e competitivo menino rico, e que na opinião do mesmo, lhe deu a possibilidade de experimentar um novo tipo de personagem, até então não explorado pelo ator americano.

Abraça depois no ano seguinte, com a bênção novamente em conjunto da protagonista da sua primeira experiência em televisão, o projeto de filme muito rasca mas até muito hilariante, Como Despachar um Encalhado, outra comédia reconhecida, e mantendo o mesmo estilo de género, também nos filmes seguintes, O Rocker, e, Sim!, ambos de 2008, e sempre bebendo dos demais talentosos colegas com quem trabalhava, o que levou o ator a embarcar num novo e sombrio projeto, até à altura diferente de tudo o que tinha experimentado, no filme tenebroso, O Comboio dos Mortos, onde lidera com sucesso, este filme de género terror, e onde o seu arriscar foi, das palavras do mesmo, prazeroso, mas que mesmo assim, não o manteve fora do género de comédia, pois no ano seguinte, volta com a película cómica, Ele Não Está Assim Tão Interessado, antes de regressar brevemente à televisão, e se estrear a apresentar no reputado programa de televisão, Saturday Night Live.

A Ressaca, em 2009, marca para Bradley Cooper, o seu primeiro grande papel de revelação até ao momento, ao lado de grandes comediantes do género, num dos mais hilariantes filmes do ano daquele tipo, e que até hoje é alvo de grandes aplausos, pelo enredo de ações e pelas sucessivas loucuras que o filme sugere, é o filme de grande destaque e mais apreciado que o ator tinha participado, sendo também mundialmente, um sucesso de bilheteiras e críticas, tanto para o filme, como para o próprio ator, que se destaca pela originalidade que traz ao personagem, dando inclusive, motivo de prémios mais que merecidos para o ainda jovem ator, e destacou-o como um seguro candidato mais que preparado a futuros papéis principais, sempre com a porta aberta em relação ao futuro.

No seu grande momento de carreira, leva Bradley Cooper a destacar-se a participar em mais comédias do género, entrando em, Nada Mais Que Steve, e, Dia dos Namorados, um muito mal recebido, o outro um sucesso a nível de receitas, e novamente a experimentar a ação em, Soldados da Fortuna, filme que repetidamente não teve sucesso.

Em 2011, o ator protagoniza o papel de um escritor em crise, no filme de mistério e suspense, Sem Limites, um sucesso de bilheteira e de crónica, que valeu ao ator novamente, bastantes e muito boas críticas ao seu trabalho, com passos seguros ao estrelato, ao lado de grandes nomes do cinema atual, e devido ao sucesso do mesmo, originou posteriormente uma série, em 2015, à qual o ator deu novamente cara.

No mesmo ano, regressa à plataforma de sucesso, na sequela, A Ressaca – Parte II, filme que arrecadou milhões, e que mostrou novamente o talento sem dúvida original do ator, da boa aparência no ecrã, à lufada de ar fresco que trazia ao filme, o ator estava de novo no modo de cima, no género onde ali, ele estava mais confortável para novamente sobressair.

Até que em 2012, o melhor do ator transparece, e é nomeado a múltiplos prémios, inclusive o mais importante deles, ao Óscar nos prémios da Academia, pelo papel de ator principal, no filme, Guia para um Final Feliz, em que interpreta o papel de um divorciado com transtorno bipolar, que acaba apaixonado por uma mulher viúva que conhece, num filme altamente apreciado, que convenceu o ator como um talento, já não apenas somente em potência, mas seguro, onde o vimos finalmente num papel em que ele todo é vulnerável, e onde se exercita pelas emoções, numa habilidade que em tudo pareceu natural para o mesmo, e por isso, foi muito aclamado, num ano ainda em que tínhamos podido ver Bradley Cooper em, Como Um Trovão, num papel de um polícia novato, em mais uma intensa e convincente aparição camaleónica.

O ano de 2013, marca o final da muito elogiada trilogia, em, A Ressaca – Parte III, que tinha lançado o ator para a fama, finalizando assim o seu último capítulo, mas eternizando-se como das sagas de comédia mais empolgantes dos últimos tempos.

Uma nova nomeação surge com, Golpada Americana, ainda em 2013, pelo papel de um agente federal, na sensacional comédia, do mesmo realizador com quem o ator tinha colaborado na altura da sua primeira nomeação, agora como ator secundário, mas com a mesma gloriosa prestação de sempre, era agora um duplamente nomeado aos Óscares, num filme de grande crítica e sucesso mundial, bem como comercial, estabelecendo-o como, uma já figura distinta no ramo.

Entra para o mundo dos super-heróis, no ano seguinte, estreando-se com o filme de ação, Guardiões da Galáxia, na voz de Rocket, um guaxinim de arma em punho, num sucesso de bilheteira mundial, por enquanto aí, apenas a emprestar a voz, ao mesmo tempo que apareceria em, Serena, e atuava na Broadway, um regresso para o ator aos palcos do teatro, que lhe valeu sucessivos reconhecimentos.

Ao nosso país, em 2015, chega-nos a história verídica do mais letal atirador de elite americano, Sniper Americano, que Bradley Cooper no papel do herói de guerra americano Chris Kyle, num drama de guerra intenso, nos convence por completo com o seu trabalho em frente às câmaras, simplesmente arrepiante de se ver, numa transformação notável ao nível de sotaque e de físico, o ator aparece-nos como nunca antes preparado para o combate, no filme de maior retorno financeiro do ano, que em todos os momentos nos mostra um filme de também grande sacrifício em termos psicológicos, em que o ator é arrebatador, e lhe vale a terceira indicação para o Óscar.

Vemos o ator, agora três vezes nomeado, a regressar no fim do ano com novos projetos, Aloha, rodado no Havaí, À Procura de Uma Estrela, no papel de um chef caído em desgraça que regressa a casa para relançar a carreira, num filme que não impressiona, mas que aceitamos como convincente, e em, Joy, novamente no reencontro com o realizador que mais colaborava até ao momento, porém sem a mesma qualidade dos anteriores estrelados.

Em seguida 2016, com um papel discreto, aproxima-se novamente com o realizador e amigo pessoal que o dirigiu na trilogia de mais sucesso para o ator, A Ressaca, na surreal e verídica história, Os Traficantes, e é apenas nesse papel que o vemos esse ano.

A 2017, regressa-nos na segunda parte das aventuras do guaxinim mais reconhecido e ofuscante da galáxia, Rocket, em, Guardiões da Galáxia Vol. 2, papel que ainda este ano voltou a dar voz, na grande aposta fílmica do ano para a Marvel, com o filme de gigante orçamento, Vingadores: Guerra do Infinito, que marcam dois anos de pouca presença do ator.

Mas há uma razão para a falta do ator em apostas recentes, Bradley Cooper esteve inteiramente ocupado, extremamente focado e constantemente envolto no regresso aos cinemas da nova versão de, Assim Nasce Uma Estrela.

Desde 2014, que Bradley Cooper estava a tentar trazer e fazer acontecer este filme, que nos chegou esta semana, e que desde então fez questão de realizar, e a quando da luz verde para o projeto, começou a escrever, tanto o guião como letras das músicas que o filme integra, com várias parcerias de outros artistas e guionistas.

Depois de ver atuar, a agora protagonista feminina do filme, Lady Gaga, o ator não teve dúvidas a escalar a cantora para o papel principal do filme, e que a mesma preenche por inteiro de forma monstruosa, neste mesmo clássico instantâneo.

A visão do ator para este filme, acabou por custar mais de dois meses de filmagens, que se estendem por vários anos de cuidado ao projeto, que se pode muito bem chamar de único, com várias performances ao vivo e muitas filmagens em localizações diversas, na mais moderna aposta e versão deste já clássico dramático do cinema, com três projetos já antes lançados antes deste mesmo.

Com a chegada do seu maior papel até à data, o ator Bradley Cooper completa um vasto leque de personagens e filmes, que o marcam como um símbolo do cinema do novo século, onde muitos dos seus melhores papéis, e que variam de drogados a alcoólicos depressivos, nos cativam a cada arrepiante olhar e cada cena que falam por ele.

O ator a quem um dia, ofereceram uma Vespa após a rodagem de um filme, mostra-se no seu melhor a cada personagem que agarra, e é sem dúvida um dos grandes atores da sua geração, e é por isso que aqui, é dever na nossa opinião, o reescrever nas estrelas.

22 anos. A licenciar-me em Comunicação Social e Cultural. Um futuro Jornalista de Cinema.
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