8.6
Bom
Videojogos

Teste a ‘Arizona Sunshine’

Arizona Sunshine foi lançado no último verão, mas só agora tivemos a oportunidade de o testar, na sua versão PS4/PSVR, pois também está disponível para PC, no Steam, se tiverem um HTC Vive ou um Oculus Rift. Sim, Arizona Sunshine é um jogo de tiros em primeira pessoa exclusivamente para ser jogado em realidade virtual, podendo ser jogada a campanha a solo ou com um amigo, ou até cooperar com um grupo de até quatro jogadores e aniquilar hordas de zombies famintos.

A história de Arizona Sunshine é bastante simples e cliché, recordando-nos rapidamente de Left 4 Dead ou de tantos outros jogos em que estamos em pleno apocalipse zombie e devemos tentar encontrar outros sobreviventes, desbravando caminho por entre hordas de mortos-vivos, recolhendo pelo caminho armas e munições, poupando-as para que não fiquemos apeados a meio de um tiroteio. No entanto, contrariamente a Left 4 Dead, o ambiente geral de Arizona Sunshine é, tal como indica o título, bastante iluminado e solarengo, embora não falte a exploração de túneis ou minas abandonadas repletas de zombies.

A campanha para um só jogador, que também pode ser jogada com um amigo, é surpreendente e agradavelmente longa, durando mais ou menos umas quatro horas, passando por localizações suficientemente diversificadas para manter o nosso interesse, algo um pouco raro nos jogos em Realidade Virtual, que infelizmente ainda continuam a ser, na sua maioria, pouco mais que tech demos pagas, com pouca duração e menos conteúdo ainda.

Quanto a aspetos técnicos, o grafismo em Arizona Sunshine não é brilhante, pelo menos na versão testada, uma vez que as limitações de hardware da PS4 não permitem muito mais. Cumpre, mas a imersão do jogador é um pouco afectada quando, por exemplo, olhamos para o interior de um veículo à procura de munição e reparamos que os bancos do carro são desenhados num único polígono de uma só cor…

O som, por seu lado, está muito bem conseguido: desde as melodias que acompanham a ação, poucas e quase impercetíveis, mas que encaixam perfeitamente no ambiente, aos grunhidos dos mortos-vivos, passando pelos monólogos da nossa personagem, tudo parece devolver-nos a imersão que os gráficos deixam a perder.

Por último, é importante que abordemos as diferentes opções de controlo que temos em Arizona Sunshine. A mais básica, e que não está nada má, é a de usar o comando Dualshock 4, pois com ele conseguimos andar e apontar a arma com alguma precisão, embora continuemos com a sensação de ter um comando de consola na mão em vez de armas. Outra opção é a de usar dois comandos Move a acharmos que temos uma arma em cada mão, que apontamos individualmente às cabeças dos mortos-vivos, que funciona bastante bem mas tem o problema de não termos um comando para nos deslocarmos, ficando à mercê de um sistema de teletransporte pouco preciso. A terceira e última opção, que é a que recomendamos vivamente, é a de usar o Aim Controller. Apenas teremos uma arma de duas mãos, é certo, mas a presença de um pad direcional, juntamente com a possibilidade de segurarmos uma arma nas nossas mãos, junta o melhor de dois mundos. Infelizmente, qualquer que seja a nossa opção, os controlos em Arizona Sunshine parecem sempre pouco enferrujados, seja na hora de nos movermos, seja na hora de apontar a arma, e será talvez este o aspeto que mais penaliza a experiência final do jogador. É pena, pois Arizona Sunshine é um jogo bastante bom, mas só não chega ao nível de excelência por estas pequenas falhas.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

 

8.6
Bom

Arizona Sunshine

Arizona Sunshine tem uma duração bastante aceitável para um jogo em Realidade Virtual, o que é raro, infelizmente. A ambientação e imersão são bem conseguidas, mas quebradas pelos controlos pouco precisos.

Pros

  • Ambiente pós-apocaliptico.
  • Sensação de imersão.
  • Campanha bastante longa.
  • Suporte para Dualshock 4, dois PS Move e Aim Controller.

Cons

  • Não conseguimos deslocar-nos com fluidez.
  • Requer Aim Controller para ser jogado como deve ser…
  • … E mesmo aí os controlos são bastante imprecisos.
Jogador desde os tempos do Spectrum, aficionado a jogos de Luta, Condução e RPG. Estudou Línguas e Literaturas na Universidade Nova de Lisboa, e Línguas, Literaturas e Culturas na Universidade de Évora. É Professor de Português e Espanhol, e nos (poucos) tempos livres consegue, por vezes, ligar o PC.
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