8.1
Bom
Videojogos

Teste a ‘Death Mark’

O género das Visual Novels não é propriamente novo, mas é raro ver um jogo deste tipo nas consolas, sendo a sua maioria projetos indie para PC. Death Mark (Shiin, no original em japonês) é uma das exceções ao género, primeiro porque será lançado no próximo Halloween, 31 de outubro, para PS4, PS Vita e Nintendo Switch, estando também já prometida uma versão para Xbox One para mais tarde.

E que é isso de uma Visual Novel, perguntarão alguns? É, no fundo, um livro interativo, no qual lemos uma história através de inúmeras linhas de diálogo, acompanhada de imagens, com pouco mais que meia dúzia de escolhas para fazer ao longo da jornada. Parece pouco, não é? Nem por isso, pelo menos no caso deste Death Mark.

Em primeiro lugar, porque Death Mark é um jogo de terror, daí a data escolhida para o seu lançamento, mas um jogo de terror que consegue dar-nos medo, ou pelo menos alguns arrepios na espinha, como bom título de terror japonês que é. As situações descritas e as imagens que as acompanham conseguem efetivamente assustar-nos, mesmo que o que se passe no ecrã sejam apenas linhas de texto. Sim, Death Mark é parado, pois o seu género é inerentemente parado, mas assusta-nos, não com sustos fáceis como em Resident Evil VII ou Metro 2033, mas com descrições detalhadas do que a nossa personagem vê e sente. Por exemplo, a cena que se segue é uma daquelas que consegue arrepiar-nos…

Death Mark tem também um pouco de jogo de aventuras. Podemos navegar por um mapa e investigar os locais onde vamos, tal como nas aventuras gráficas, e podemos recolher e usar os objetos que vamos encontrando. São dois géneros de jogo que se conjugam na perfeição, e que fazem com que a Visual Novel não seja tão parada e enfadonha como de resto seria sem estes elementos de jogabilidade.

Pouco há a dizer sobre o departamento técnico, pois o grafismo é simples e bidimensional, apesar de ter um estilo de arte apelativo, tal como as músicas e efeitos sonoros são quase impercetíveis, apesar de contribuírem para o ambiente tenso. Death Mark, como qualquer Visual Novel,  não vive de gráficos deslumbrantes nem melodias orquestrais, mas sim de uma boa história e de um ambiente bem conseguido. Se não gostam de ler, ou se não dominam bem o inglês, esqueçam este jogo. Se, por outro lado, vibram com histórias de terror, aqui fica uma bela sugestão para o Dia das Bruxas.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

8.1
Bom

Death Mark

Um bom jogo de terror, com uma história cativante e um ambiente bastante assustador, saído do melhor terror japonês. No entanto, Death Mark não é um jogo para todos, pois o seu ritmo lento e a quantidade de texto presentes poderão ser mais assustadores que a história.

Pros

  • Terror japonês no seu melhor.
  • História cativante.
  • Ambiente de cortar a respiração.
  • Consegue ser realmente assustador.

Cons

  • Muito parado e com diálogos extensos, por inerência do género a que pertence.
Jogador desde os tempos do Spectrum, aficionado a jogos de Luta, Condução e RPG. Estudou Línguas e Literaturas na Universidade Nova de Lisboa, e Línguas, Literaturas e Culturas na Universidade de Évora. É Professor de Português e Espanhol, e nos (poucos) tempos livres consegue, por vezes, ligar o PC.
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