7.4
Bom
Videojogos

Teste a ‘Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr’

Depois de uma série de atrasos, chega finalmente amanhã, dia 23 de agosto, à PS4 e à Xbox One, Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr, mês e meio depois da versão para PC. Para quem ainda não ouviu falar deste título com um nome algo longo, estamos perante um chamado ARpg (action role playing game), género cujo representante mais conhecido será Diablo, da Blizzard. Ao contrário deste, Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr apresenta-nos um ambiente futurista, típico da ficção científica, mas no qual existem os seres do Chaos presentes no Warhammer clássico.

Como em qualquer jogo deste tipo, o que fazemos, na maior parte do tempo, é eliminar hordas de inimigos, para subir de nível e encontrar novo equipamento, para voltarmos a enfrentar novas hordas de inimigos. No entanto, se pretender descobrir a roda num género tão explorado como este, Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr apresenta uma série de elementos que o destacam. Em primeiro lugar, o combate é mais pausado e tático do que na maioria dos outros jogos do mesmo género. Podemos, inclusivamente, abrigar-nos detrás dos objetos presentes no cenário, ganhando cobertura, tal como fazemos em jogos de tiros como, por exemplo, Mass Effect. Em segundo lugar, a câmara não é fixa, como em Diablo, o que nos ajuda a orientarmo-nos melhor no mapa. Por último, a história é-nos apresentada de forma constante, através de diálogos e de descobertas que fazemos no terreno, o que faz com que não estejamos perante mais um ARpg em que a nossa vida se resume a matar tudo o que mexe até ao fim do jogo, mantendo-nos interessados na trama que, apesar de simples, é suficientemente boa para nos despertar curiosidade em querermos saber que vem a seguir.

Temos à disposição três classes para escolher, cada uma delas com três subclasses, o que totaliza nove possibilidades de escolha, o que é bastante mais rico do que costuma ser habitual neste tipo de jogos. Os controlos, com recurso ao comando, afastam-se do típico teclado e rato que habitualmente pautam os ARpgs no PC, mas são suficientemente fluidos para não ensombrarem a experiência. Os efeitos sonoros e as músicas são bastante competentes, recriando de forma convincente o universo de Warhammer 40,000, assim como o motor gráfico, com alguns efeitos de luz e sombra a serem verdadeiramente deliciosos. Infelizmente, tal como já acontecia na versão de PC, há algumas quebras na fluidez gráfica, com alguns frames a perderem-se quando há demasiados objetos no ecrã, o que não ajuda muito num jogo de ação em que, por vezes, um pequeno erro pode custar-nos a vida…

Uma nota para a tradução e legendagem de Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr: é bom ver, logo quando ligamos o jogo, que o temos em português; mas rapidamente nos passa a alegria quando começamos a ver palavras traduzidas como “monastério”, numa mistela de português, português do Brasil e palavras simplesmente mal traduzidas, quase como se fossem saídas diretamente do Google Tradutor para o jogo. Como se não bastasse, por várias vezes as vozes das cutscenes estão completamente dessincronizadas das legendas, algo que não se admite numa produção como esta, cujos valores e padrões de qualidade deveriam ser muito superiores. Tirando este aspeto, que mancha Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr, este é um jogo sólido e capaz de proporcionar bastantes horas de diversão.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

7.4
Bom

Warhammer 40,000 Inquisitor - Martyr

Sumário: Um bom ARPG ao estilo de Diablo, como tantos outros que há no mercado, pois também Warhammer 40,000 Inquisitor – Martyr não traz muito de novo ao género, mas também não é isso que pretende: é interessante e competente naquilo a que se propõe. É uma boa alternativa aos ARPGs existentes para quem gosta do estilo de ficção científica ou é simplesmente fã do universo de Warhammer 40,000.

Pros

  • ARPG clássico, ao estilo de Diablo.
  • Grafismo e banda sonora competentes.
  • História interessante.
  • Legendas em português…

Cons

  • … Do Brasil, e dessincronizadas.
  • Pequenas quebras na fluidez gráfica.
Jogador desde os tempos do Spectrum, aficionado a jogos de Luta, Condução e RPG. Estudou Línguas e Literaturas na Universidade Nova de Lisboa, e Línguas, Literaturas e Culturas na Universidade de Évora. É Professor de Português e Espanhol, e nos (poucos) tempos livres consegue, por vezes, ligar o PC.
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