Teste a ‘WRC 7’

Será desta que a série WRC destrona Dirt?

A série WRC chega à sétima entrega, tentando fazer-se valer da licença oficial da WRC para chegar ao pódio dos jogos de rally, cujo campeão incontestável tem sido, desde há muito, a série Dirt. Na verdade, a equipa por detrás de WRC 7 pouco mais fez que valer-se dessa licença. Fizeram algumas coisas boas, como um grafismo deslumbrante, reproduções fiéis das pistas, carros e mesmo equipas que competem na WRC, efeitos de som convincentes e um co-piloto com uma voz algo irritante. Infelizmente, e apesar de estarem bem feitos, contamos com pouquíssimos carros, o que deixa muito a desejar em termos de variedade. Pelo lado positivo, como aliciante extra, temos quatro etapas do Rally de Portugal reproduzidas no jogo, o que nos faz sorrir por vermos o “nosso” rally à nossa frente e por podermos correr nele. Mas é quando começamos a correr que os problemas começam.

Para começar, a física do jogo, que segundo a equipa de desenvolvedores é até bastante avançada, é na realidade muitíssimo imperfeita. Por exemplo, podemos bater contra uma pequena pedra com a ponta de uma roda e ver o nosso carro capotar, voando para fora da pista, mas no minuto seguinte podemos chocar de frente com um muro à velocidade máxima sem sequer arranhar o veículo. O que nos leva ao que WRC 7 tem de pior: os controlos. Não sabemos se é por causa da física, se da câmara que usamos por defeito, se pelas ajudas à condução, porque tentámos todos os esquemas de controlo e todas as câmaras, e o carro continuava a controlar-se pessimamente. Uma estrada de terra batida não é o mesmo que conduzir sobre manteiga, mas em WRC 7 parece que é. Inclusivamente em asfalto, o carro parece ter vida própria e derrapar simplesmente “porque sim”. É frustrante acabar qualquer etapa num monte de sucata retorcida, mas é isso que acontece constantemente em WRC 7, ao ponto de repararmos que, mesmo com o carro feito em frangalhos, terminamos a corrida com uma margem  bastante grande de dano que ainda poderíamos ter dado ao carro, pelo que podemos depreender que os programadores sabiam que a nossa sina era andar a lavrar os campos num Ford Fiesta…

WRC 7 tem mais alguns pontos positivos para além dos que já referimos anteriormente, como o multijogador local em ecrã dividido, algo que se vai tornando uma raridade nos dias que correm, uma boa e longa campanha para um só jogador, vários modos multijogador na Internet, desafios semanais. No entanto, não são suficientes para superar a oferta da concorrência óbvia, Dirt. É pena, mas ainda não é desta que podemos dizer que um jogo da série WRC está à altura da licença que lhe dá o nome.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

Ponderação Final
Ainda não foi à sétima tentativa que a licença oficial da WRC foi sinónimo de um bom jogo de corridas. Tem como pontes fortes o grafismo e a fidelidade na reprodução das pistas, mas a física imperfeita e os péssimos controlos estragam completamente a experiência.
Pontos Positivos
  • Gráficos deslumbrantes.
  • Carros, equipas e pistas reais.
  • Rally de Portugal!
Pontos Negativos
  • Sem dúvida, os controlos são o pior.
  • A física do jogo é muito imperfeita.
  • Poucos carros.
7.4
Bom
Escrito Por
Jogador desde os tempos do Spectrum, aficionado a jogos de Luta, Condução e RPG. Estudou Línguas e Literaturas na Universidade Nova de Lisboa, e Línguas, Literaturas e Culturas na Universidade de Évora. É Professor de Português e Espanhol, e nos (poucos) tempos livres consegue, por vezes, ligar o PC.

Esta análise foi-te últil?

0 0

Deixa o teu Comentário

Recuperar a Password

Escreve o teu nome de utilizador ou e-mail. Vais receber um link para criares uma nova password na tua caixa de correio electrónico.

Registar

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.