Teste a 'The Town of Light'

O passado sombrio, um hospício abandonado repleto de objetos assustadores, pelo seu significado e pelas marcas deixadas nos pacientes desse espaço que se intitulava como recuperador de almas, tudo isto e muito mais são factos reais que recontam a vida de uma adolescente italiana, Renée.

The Town of Light é um jogo do género Thriller psicológico, baseado em factos reais decorridos numa província de Itália, na época de 1938.
A primeira versão saiu a 26 de fevereiro de 2016 através da plataforma Steam, mas o suspense está de novo no ar, com qualidade melhorada, com novas funcionalidades e enigmas, e com data de lançamento a 6 de junho de 2017 para as outras grandes plataformas, PS4, XBOX ONE.
Explora o hospício de Volterra na primeira pessoa e revive os momentos horrendos da trágica vida de Renée, uma jovem adolescente com problemas mentais.

A jogabilidade deste jogo é muito baseada na resolução de enigmas, através da recolha e interação com os objetos presentes no cenário, tendo a perspetiva da câmara um papel fulcral no momento de interagir com os vários elementos, tipo point and click. Todas as principais ações irão permitir recuperar os vários fragmentos de memória da personagem principal e que à medida que a aventura avança no tempo e no espaço são assistidos várias cutscenes em género de animatic com uma voz off a acompanhar.

Ao nível dos cenários não há muito a dizer, com imensos pormenores e bem elaborados, com texturas realistas e iluminação característica de e para um espaço esquecido e abandonado, de destacar o game engine utilizado, Unity, este que tem vindo a ganhar imenso terreno no mundo dos videojogos.

Por outro lado, a falta de ação física é de facto um aspeto que pode limitar a imersividade e/ou diversão do jogador. Os movimentos quer da personagem principal, quer das personagens secundárias também são animações feitas frame a frame ou movimentos importados através do ficheiros .bvh, conhecidos por ficheiros recolhidos pela captura de movimentos.

De um modo geral, a narrativa sem pudor, com cenas sexuais, violência ou demência combina bem com os detalhes gráficos e com o ambiente sonoro, mas peca pela falta de ação, falhas de interação e falta de realismo na movimentação da personagem principal.

Pontos Positivos
  • Narrativa baseada em factos reais
  • Informação técnica sobre o tema do jogo
  • Detalhes gráficos
Pontos Negativos
  • Falta de ação
  • Algumas falhas ao interagir com os elementos do cenário
6.8
OK
Gonçalo Béjinha
Escrito Por
Licenciado em Educação e Comunicação Multimédia / Especialista em Engenharia de Segurança Informática, apaixonado por tudo o que é tecnológico e louco por videojogos.

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