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‘Underworld: Blood Wars’ – Análise ao Filme

Estamos numa época em que sequelas e reboots são o pão nosso de cada dia e por isso não é de espantar que a saga Underworld tenha uma nova adição. Este Blood Wars é o quinto filme da franchise e traz-nos com tudo aquilo que nos tem vindo a habituar: porrada entre lobisomens e vampiros, tons azuis, e a Kate Beckinsale a ser uma badass. Neste filme, todos estes monstros querem o sangue de Selene, bem como da sua filha perdida, e a protagonista quer acabar com a guerra de vez. Infelizmente, à medida que ela quer acabar com a guerra, não consegue acabar com o aborrecimento do espetador.

Antes de mais, e aquela que é a maior surpresa do visionamento: o 3D. Como a maior parte do seu uso nos filmes de hoje, não contribui grande coisa para a experiência, funcionando apenas como um mecanismo preguiçoso de tentar fazer com que as imagens sejam mais memoráveis do que aquilo que realmente são. O problema é que aquilo que nos vai sendo apresentado não seja é nada do outro mundo; a fotografia é banal, tornando-se monótona muito rapidamente. Todo o filme é em tons de azul e dali não saímos durante uma hora e meia. Ao contrário do que talvez seria a ideia do realizador, estes filtros desgastam bastante a imagem após algum tempo.

Para além disso, também as personagens e o próprio plot nos ajudam a esquecer muito depressa Blood Wars. Há uma certa indiferença que sentimos perante os lobisomens e os vampiros, isto é, toda essa parte é deixada para último lugar, porque Underworld está concentrado em sequências de ação, tiroteios, gore, coisas puramente recicláveis, em vez de se preocupar em contar uma boa história e criar personagens cativantes. Cada diálogo parece ser uma desculpa para as personagens andarem à luta umas com as outras, e sempre num estilo exagerado e próximo do de um videojogo.

Selene não tem grande peso emocional, cada fala sua serve apenas para avançar a história o mais rápido possível e para que as cenas de ação encham o ecrã antes dos bocejares começarem a ecoar na sala de cinema. Blood Wars é um filme fraco e totalmente esquecível.

Pedro Gomes é Editor de Cinema no 8.5Bits | pedrogomes (arroba) 8dot5bits.com

Com a escrita e a música em plano de fundo desde pequeno, e sendo licenciado em Argumento pela ESTC e autodidata musical por natureza, ambiciona escrever filmes, séries, e compôr música para cinema.

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