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Análise a “O Dia a Seguir” (2019)

Do realizador James Kent, chega às salas em véspera de feriado, este filme passado no pós guerra, numa Alemanha em ruínas, meses depois do fim da II Guerra Mundial, onde um coronel britânico e a sua esposa, são enviados para habitar na gélida cidade de Hamburgo, durante a reconstrução da mesma, e onde tensões se elevam, com os habitantes locais que outrora mantinham aquela casa.Este drama de guerra, onde o romance é personagem, conta na representação com três nomes de peso, à cabeça a inglesa Keira Knightley, o ator australiano Jason Clarke, e o sueco Alexander Skarsgård, atores e atriz de fama suficiente, para serem os protagonistas da película, que se passa no inverno, e que com ele traz os mistérios adjacentes ao clima.A trama é simples, na Alemanha de 1946, Rachael Morgan chega no comboio à arruinada cidade de Hamburgo, no pico invernal, para regressar aos braços do seu marido Lewis, um coronel de Inglaterra, encarregado de reabilitar uma despedaçada cidade, mas a quando da sua ida para uma nova casa, o marido depressa toma uma decisão inesperada, deixando a morar com eles, os alemães que a habitavam previamente, um viúvo alemão, de nome Lubert, e a sua filha problemática, e é nesta atmosfera nervosa, que hostilidade e dor, se projetam em paixão e traições.O filme é assim adaptado de um livro, onde a primeira hora, é onde se conecta tudo de forma excelente, pontos de ação, episódios, e os relacionamentos que as personagens irão travar, mas passado o meio do filme, aparenta tudo partir ao meio, como que a ligação antes criada, não fizesse muito sentido, e divide o espetador, entre se está a assistir a um filme romântico, ou a um drama histórico épico sobre a guerra, como cenário não dá para entender, e o filme perde o gás que tinha antes, onde o final do mesmo, não separa bem o que o realizador tentou alcançar, e a mensagem que passa é de uma confusão gigante, porque tinha potencial para muito melhor, e acaba por ser, sem dúvida, um desilusão, porque parece que acaba em vão.Aceitando o facto, que é um filme com desfechos e momentos previsíveis, com nudez pelo meio um pouco vaga, não é de todo um filme de guerra, mais que um drama num cenário devastador, sem batalhas ou clipes de guerra, apenas terrorismo e mensagens de tristeza, aliadas ao romance e traição no matrimónio, e os problemas da ocupação inglesa face aos alemães, leva a momentos de tensão, ao longo do filme bem geridos, mas que não conectam da melhor maneira, com o final do mesmo, estoico e atrativo, é protagonizado por uma esposa atrativa, e um marido opostamente, dando a ideia de um casamento frágil e inseguro, até certo ponto pelo menos, e onde a introdução de um alemão, leva a momentos previsíveis de sexo e relacionamento fogaz, com a bruma de serem descobertos, num sotaque muito mau digamos, que só deteriora o mesmo filme.Um ponto positivo do filme, é passar em anos que raramente se fala, nos anos da reconstrução da Alemanha, numa atmosfera de um país derrotado, e onde a ocupação estrangeira origina problemas, onde no interior, apenas existem pessoas a tentar se reerguer do caos, e voltar a viver, num período perdido da história, mas que ao mesmo tempo se passa, em duas mentes vagas, e previsivelmente fraco, com história fraca, projetada para uma lágrima fácil, resumidamente, um bom conceito, mas muito desapontante, quando apresentado.Conclusão, um filme médio, vá ao cinema, e veja por si mesmo, O Dia a Seguir.

TÍTULO ORIGINAL: THE AFTERMATH

DATA DE ESTREIA: 18/07/2019

REALIZAÇÃO: JAMES KENT

GÉNERO: DRAMA  ROMANCE  GUERRA

ELENCO: KEIRA KNIGHTLEY  JASON CLARKE  ALEXANDER SKARSGARD

CLASSIFICAÇÃO: M/14

DURAÇÃO: 108 MINUTOS

PAÍS: REINO UNIDO  EUA  ALEMANHA

 

 

 

 

 

23 anos. A licenciar-me em Comunicação Social e Cultural. Um futuro Jornalista de Cinema.
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