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Cinema / TV

Análise a “OPERAÇÃO FRONTEIRA” (Um filme Netflix)

Quando as lealdades são testadas, cinco antigos soldados das Forças Especiais reunidos, planeiam um assalto a um narcotraficante da América do Sul, cuja operacionalização terá consequências para estes heróis de guerra, numa missão arriscada, com reviravoltas inesperadas à mistura, onde a sua moral e qualidades são empurradas para um ponto de rutura, e enviados numa batalha épica pela sobrevivência.

Chega hoje à Netflix, Operação Fronteira, a maior estreia do mês da plataforma, num filme completo de ação, aventura e crime, que lhe vai acompanhar nesta semana ainda longa, um thriller de impacto grande e tremendas representações, já rumorado desde cerca de 2010, e agora finalmente ao seu alcance, não deixe de dar uma vista de olhos neste poderoso filme, que junta grandes estrelas ao redor, e falamos de grandes e reputados nomes como, os atores, Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, neste fresquinho filme que ameaça ser, até agora, o melhor do novo ano de 2019.

O filme, é envolto num clima de grande tensão desde o começo, mas não deixando nunca de ser entretido, combinando cenas de ação total, drama e suspense, acompanhado com uma belíssima e detalhada cinematografia para o ecrã, que até surpreende dado os ares de filme de ação que o filme manda, mas não descorando e bem os pormenores da imagem, e numa espécie de transformação dos personagens, que vai surgindo ao longo do tempo, e que os torna, à medida das revelações ocorrerem, personagens muito interessantes, até ao ponto de confundir o espetador, perdendo tenho de dizer, um pouco para o óbvio, mas que não deixa cair por terra toda a sua espetacularidade, e que o vai querer fazer rever.

É assim, um filme mesmo para ver, com o coração junto à boca, emocionalmente falando também é forte, devido à dimensão que o assalto atinge, e o poder e impacto do dinheiro nos cinco personagens, que os leva a cometer atos irrefletidos e ingénuos, num conjunto de voltas que pede por mais e mais, e o impacto que os leva a recorrer a ajuda de ambos, como equipa que são, também se insere no que realmente importa na vida, dinheiro ou a camaradagem, e as decisões a tomar pelo caminho, neste filme, onde tudo é mais.

Até surpresas, o filme consegue incluir, neste argumento original, e no desenrolar da história que fica, passo a passo, cada vez mais cativante para o espetador, com as representações excelentes destes cinco atores de topo, coberto por todos os lados de qualidade e interesse, numa poderosa relação com a cultura latina, que é personagem invisível também no filme, esta é uma viagem alucinante, que o vai submeter e sugar para dentro da narrativa criativa e excelente, que lentamente arde mas que não falha ao final.

Em termos técnicos, é do melhor igualmente, sem muitos desastres, é um filme de múltiplas performances de relevo, que contemplados com fotografia e texto de excelência, nos acaba por dar, um grande pedaço de cinema, num filme comprido e que se vê bem, e que aponta na melhor direção possível, em sentimentos e momentos de emoção, do que passam estes homens, depois da reforma militar, e as soluções a procurar na vida depois disso, resulta muitas vezes nestes guerreiros, que incutem a paz e nos trazem um filme de assalto, puro e duro.

Assina a realização, J. C. Chandor, realizador americano já conhecido pelos seus argumentos, de vários filmes como, O Dia Antes do Fim, Quando Tudo Está PerdidoUm Ano Muito Violento, filmes de anos anteriores e que sempre foram em crescendo, destacando para a realização este homem, que nos traz agora o seu melhor trabalho até hoje.

Concluindo, Operação Fronteira, estreia hoje dia 13, e só pode ver na sua Netflix, adira e nos diga o que achou.

 

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23 anos. A licenciar-me em Comunicação Social e Cultural. Um futuro Jornalista de Cinema.
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