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Análise a “Seduz-me Se És Capaz”

A dupla improvável, mas que resulta por completo, é a sentença da comédia desta semana, que junta no ecrã pela primeira vez, Seth Rogen e Charlize Theron, atores americanos de relevo, mas de diferentes géneros fílmicos, onde a comédia de um, aconchega o dramatismo de outro, e o objetivo final é realizado por inteiro, e nos traz um bom pedaço de cinema, que lhe vai fazer não querer perder.

Trazido para a grande tela, por Jonathan Levine, é a história de quando Fred Flarsky, jornalista em fase descendente, se reencontra com a sua antiga ama, a Secretária de Estado e futura candidata à presidência dos Estados Unidos, Charlotte Field, uma das mais influenciáveis mulheres da atualidade, e que o encanta para consigo tentarem mudar o mundo, na sua candidatura futura, contrata-o como seu guionista de discursos, e onde faíscas esvoaçam.

Fred, é um espírito livre da escrita jornalística, com talento mas dedo para o caos, enquanto Charlotte, é o poder feminino representado, inteligente, sofisticada e bem sucedida, um portento de diplomata, e ambos com nada em comum verdadeiramente, embarcam nesta viagem ao longo do mundo, trazendo o humor de Fred e a dedicação de Charlotte, a uma série de eventos e memórias de idealismo, obstante a discórdia dos seus gestores de campanha, e onde Fred se mostra pouco preparado para suceder, ambos faíscam como nada, e a química surge, num romance de incidentes, que levam Charlotte a comprometer tudo.

Acaba por ser, um filme previsível, mas que não deixa de suceder, muito bom de ser ver, com humor perverso e inteligente, numa boa química cinematográfica e de pouco cliché, é a comédia-romântica de fórmula segura, hilariante, charmoso e surpreendente, é outra vitória para a já avançada carreira destes atores, que provam a tudo e todos o sucesso da dupla, e onde a semelhança à vida real não fica comprometida quanto isso, e é um filme que resulta pela possibilidade real.

É ridículo, parvo, mas que se torna ótimo de digerir, em medidas e proporções iguais, um sonho de mulher dos nossos dias, foi uma agradável surpresa, e que dá crédito há já quase morta comédia de romantismo, que aqui foi completamente aproveitada, que é de rir até ao fim, onde no seu melhor, Rogen e Theron, dão o que de melhor sabem, e que também reflete uma abordagem crítica à América, atual e não só, com muitos pontos de sátira, até pelo vilão do filme, inspirado em sabemos quem, e que não esperando grandes coisas, com muita profanidade e piadas de sexo do início ao fim.

Até conta com reviravoltas clássicas, que elevam a qualidade do filme, tornando-o na mais e melhor recente comédia da temporada, que do que mais é objetivo, é que realmente é uma boa história de amor, que comparando a clássicos do género, tornam o filme, no “Pretty Woman” do novo século, e por isso, é que não pode perder.

Director:

Jonathan Levine

Writers:

Dan Sterling, Liz Hannah

Stars:

Charlize Theron, Seth Rogen, Andy Serkis, Bob Odenkirk, Randall Park, Alexander Skarsgård

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23 anos. A licenciar-me em Comunicação Social e Cultural. Um futuro Jornalista de Cinema.
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