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Análise a “Dragon Ball Super: Broly”

Foi no mês de Novembro de 2018 que o novo filme da Dragon Ball Super: Broly estreou nos cinemas nipónicos e o sucesso foi tão grande que rapidamente foi pedido que estreasse em mais países do mundo e Portugal não foi excepção. Foi no dia 14 de Março que esta nova peça cinematográfica se estreou nas nossas salas e tive o prazer de o poder ver em primeira mão na versão dobrada em português de Portugal em memória dos velhos tempos das transmissões televisivas no nosso território.

O filme é basicamente um “reboot” do filme com o mesmo vilão lançado no ano de 1993 mas com a histórica encaixada depois dos eventos ocorridos na mais recente temporada de Dragon Ball Super. A história fala-nos de Broly, um guerreiro do espaço (Saiyan) que nasceu com um potencial de combate nunca antes visto e por esse mesmo facto que o rei Vegeta (autoridade máxima dos guerreiros do espaço) ordenou que este seja enviado para um planeta longínquo para que possa crescer e dominar esse mesmo planeta. Mas na verdade o verdadeiro motivo pelo qual o rei Vegeta o envia para esse planeta é porque considera Broly uma possível ameaça à autoridade do seu filho, o príncipe Vegeta.

O pai de Broly, Paragus, ao saber de tal noticia decide ir atrás da cápsula que levou o seu filho até ao planeta para o qual fora enviado jurando vingança a Vegeta pelo que o seu pai fez com o seu filho. Ao mesmo tempo o nosso herói Son Goku é enviado para a Terra pelos pais para que este sobreviva a um ataque eminente do imperador Frieza.

O filme começa de forma lenta, para que quem não esteja tão familiarizado com a história consiga perceber o universo de Dragon Ball mas a partir da primeira meia hora a acção dos combates a que estamos habituados a ver no Anime dominam por completo. O grafismo do filme é em tudo semelhante ao que vemos na série televisiva e a Toei Animation não poupou esforços no que toca à animação do próprio filme mas é quando o combate entre Son Goku, Vegeta e Broly começa que percebemos a sua qualidade. Animação essa que levou a que o filme fosse nomeado para melhor filme de animação do ano (2018). O ponto alto do combate contra o “vilão” está feito de uma forma especial, a animação foi feita numa espécie de 2.5D que nos dá a sensação de profundidade mas não tanta como se fosse num filme a três dimensões.

Acompanhado de uma banda sonora de grandiosa qualidade as cenas de combate tornam-se ainda melhores a cada minuto que passa. Todas as características da série estão presentes, montanhas destruídas, poderosos ataques de Ki, transformações, muitas transformações! Todo o que o público gosta em Dragon Ball está presente no filme. Surge até um momento em que (talvez propositadamente ou não) parece que Son Goku atinge o nível de Ultra Instinct (ultima transformação de Goku) quando o cabelo de Goku fica completamente branco mas tal acaba por não acontecer.

Em relação à tradução, tem inúmeras referências à “cultura” portuguesa e até mesmo de um videojogo muito conhecido. Podemos contar com um toque de humor aqui ou ali no diálogo que em nada afecta a qualidade e o prestigio da dobragem que ficou muito boa e muito bem construída. O único ponto negativo são as vozes de alguns personagens secundários que ficaram um pouco infantis mas não é algo que tira o prestígio ao trabalho de toda a peça. A equipa de dobragem de Dragon Ball está de parabéns! Infelizmente após a conclusão deste projecto os dobradores disseram o adeus definitivo às personagens a que deram voz durante tantos anos.

Se gostas de Dragon Ball, animação japonesa e de muita acção então este filme é para ti!

‘The Lego Movie 2 – Videogame’ – Teste

Depois do lançamento de “O Filme Lego 2” chega-nos então o jogo, The Lego Movie 2 – Videogame. Já está disponível para as principais plataformas: PC, Nintendo Switch, PS4 e Xbox One, desde 1 de março de 2019 (Europa).

Com algumas melhorias/afinações em relação aos jogos anteriores, mas principalmente com a mesma mecânica e grafismo, The Lego Movie 2 – VideoGame irá cativar, certamente, quem nunca jogou, mas não irá surpreender quem acompanhou alguns dos títulos anteriores, pois os menus, os movimentos e até o sistema de combate são praticamente os mesmo, apesar de existirem imensas armas/ferramentas/personagens novas.

Com uma storyline, típica, onde o bom deve combater o mal, isto é, Emmet, Lucy, Batman precisam unir forças numa aventura repleta de ação para salvar a adorável cidade de Bricksburg, e para tal devem eliminar os seres extraterrestres, que aparentemente são muito fofinhos, mas que na realidade estão a causar a destruição total em várias galáxias.

A ausência de textos e audio em PT-PT é um dos pontos negativos que continuam a não deixar elevar os jogos da Lego para outro patamar. Apesar de toda a informação/tópicos de ajuda em cada missão por vezes, principalmente para os mais pequenos (falo por experiência própria, pois tenho um rapaz de 4 anos que adora jogar consola. ;)) e que por inúmeras vezes se vê preso no nível e não sabe o que precisa fazer avançar.

Um dos grandes aspetos positivos a destacar neste jogo é a boa utilização das peças, ou seja, ao longo do jogo o jogador será obrigado a encontrar um determinado número e tipo de peças para que possa construir novas armas e/ou ferramentas para poder avançar no nível, terá ainda, no que diz respeito às peças, estas também irão servir de moeda para comprar objetos úteis para o desenrolar dos níveis.

The Lego Movie 2 – Videogame, tal como os títulos anteriores, não poderia passar sem mostrar uma boa dose de humor, aliado com um bom grafismo e um excelente ambiente sonoro transformam este jogo quase numa obra prima.

The Lego Movie 2 – Videogame já está disponível!

 

Análise a “OPERAÇÃO FRONTEIRA” (Um filme Netflix)

Quando as lealdades são testadas, cinco antigos soldados das Forças Especiais reunidos, planeiam um assalto a um narcotraficante da América do Sul, cuja operacionalização terá consequências para estes heróis de guerra, numa missão arriscada, com reviravoltas inesperadas à mistura, onde a sua moral e qualidades são empurradas para um ponto de rutura, e enviados numa batalha épica pela sobrevivência.

Chega hoje à Netflix, Operação Fronteira, a maior estreia do mês da plataforma, num filme completo de ação, aventura e crime, que lhe vai acompanhar nesta semana ainda longa, um thriller de impacto grande e tremendas representações, já rumorado desde cerca de 2010, e agora finalmente ao seu alcance, não deixe de dar uma vista de olhos neste poderoso filme, que junta grandes estrelas ao redor, e falamos de grandes e reputados nomes como, os atores, Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, neste fresquinho filme que ameaça ser, até agora, o melhor do novo ano de 2019.

O filme, é envolto num clima de grande tensão desde o começo, mas não deixando nunca de ser entretido, combinando cenas de ação total, drama e suspense, acompanhado com uma belíssima e detalhada cinematografia para o ecrã, que até surpreende dado os ares de filme de ação que o filme manda, mas não descorando e bem os pormenores da imagem, e numa espécie de transformação dos personagens, que vai surgindo ao longo do tempo, e que os torna, à medida das revelações ocorrerem, personagens muito interessantes, até ao ponto de confundir o espetador, perdendo tenho de dizer, um pouco para o óbvio, mas que não deixa cair por terra toda a sua espetacularidade, e que o vai querer fazer rever.

É assim, um filme mesmo para ver, com o coração junto à boca, emocionalmente falando também é forte, devido à dimensão que o assalto atinge, e o poder e impacto do dinheiro nos cinco personagens, que os leva a cometer atos irrefletidos e ingénuos, num conjunto de voltas que pede por mais e mais, e o impacto que os leva a recorrer a ajuda de ambos, como equipa que são, também se insere no que realmente importa na vida, dinheiro ou a camaradagem, e as decisões a tomar pelo caminho, neste filme, onde tudo é mais.

Até surpresas, o filme consegue incluir, neste argumento original, e no desenrolar da história que fica, passo a passo, cada vez mais cativante para o espetador, com as representações excelentes destes cinco atores de topo, coberto por todos os lados de qualidade e interesse, numa poderosa relação com a cultura latina, que é personagem invisível também no filme, esta é uma viagem alucinante, que o vai submeter e sugar para dentro da narrativa criativa e excelente, que lentamente arde mas que não falha ao final.

Em termos técnicos, é do melhor igualmente, sem muitos desastres, é um filme de múltiplas performances de relevo, que contemplados com fotografia e texto de excelência, nos acaba por dar, um grande pedaço de cinema, num filme comprido e que se vê bem, e que aponta na melhor direção possível, em sentimentos e momentos de emoção, do que passam estes homens, depois da reforma militar, e as soluções a procurar na vida depois disso, resulta muitas vezes nestes guerreiros, que incutem a paz e nos trazem um filme de assalto, puro e duro.

Assina a realização, J. C. Chandor, realizador americano já conhecido pelos seus argumentos, de vários filmes como, O Dia Antes do Fim, Quando Tudo Está PerdidoUm Ano Muito Violento, filmes de anos anteriores e que sempre foram em crescendo, destacando para a realização este homem, que nos traz agora o seu melhor trabalho até hoje.

Concluindo, Operação Fronteira, estreia hoje dia 13, e só pode ver na sua Netflix, adira e nos diga o que achou.

 

Análise a “Capitão Marvel”

A mais recente entrada do universo cinematográfico criado pela Marvel Studios chega agora aos cinemas, mas é anterior a quase todos os outros filmes que vimos. A trama ocorre nos anos 90 provando assim que já existe mercado e distância suficiente para nostalgia dos 90’s.

A Capitão Marvel (que soaria bem mais agradável se fosse a Capitã Marvel) é um filme que não se limita a decorrer nos anos 90, toda a aventura emana uma aura noventista que deixa a sensação deste filme ter sido feito nessa época.

Sendo fã de bd naturalmente que ando sempre com a minha “bagagem” atrás quando vejo estes filmes. A Capitã Marvel que conhecia nos anos 90 era outra. Carol Denvers era conhecida como Miss Marvel e nem era muito popular. O seu maior feito era ter sido a fonte dos poderes da “Rogue”, uma integrante dos X-Men (que durante os 90s estavam no auge da popularidade). A denominação Capitan Marvel foi até disputada judicialmente entre a Marvel e a DC. Curiosamente, daqui a um mês vai estrear “Shazam” da DC e também ele foi chamado de Capitão Marvel tendo estado no centro desse processo. A marvel ganhou e detém a exclusividade de usar este título nas suas capas. O Capitão Marvel original da Marvel era um homem que teve uma respeitosa e normal morte, incomum até, para os comics. Morreu de cancro rodeado dos seus amigos numa bonita edição especial. Talvez por ter sido feito com tanta dignidade o Capitão Marvel permaneceu morto nos comics, algo também incomum.

Em 2012 a Marvel Comics voltou a activar o nome Capitan Marvel, colocando Carol Denvers a carregar o manto. Começou-se a construir peso para a personagem. Essa importância que lhe foi conferida por mandato culminou na não muito memorável saga Guerra Civil 2 em que foi a principal protagonista juntamente com Iron-Man. Uma vez mais a Marvel preparava caminho para a personagem que ia passar da BD para o cinema.

Serve isto para dizer que a história da Capitã Marvel na bd não é longa, nem o cânone muito cristalizado o que dá bastante liberdade à adaptação. O que quer que fosse mostrado estaria mais ou menos fiel uma vez que os elementos fundamentais estão lá e os elementos mais fracos tinham sido removidos, como por exemplo o facto da Ms. Marvel (Carol Denvers) original ser um derivado do Capitão Marvel. Ainda assim, a sua crescente importância tanto na bd como no cinema surge de forma não orgânica.

A aventura tem um ritmo elevado dando pouco espaço para conhecer as personagens que na sua maioria já são familiares. Embora o filme resulte sem ter visto os anteriores, fica bem evidente que este filme é como uma entrada do prato principal que vai ser servido em abril com o Avengers: Endgame.

Ainda assim o filme oferece uma expansão do universo Marvel, ótimos efeitos visuais, muitas referências aos anos 90, algum humor e muito girl power.

Sendo uma narrativa relativamente linear, oferece espaço para algumas surpresas mas não é a história a valência mais forte do filme. Nem a história, nem a direção que entrega sempre cenas de ação confusas e não muito imaginativas. Simples, não muito ambicioso, mas resulta, cumprindo o objectivo de apresentar uma nova personagem dentro do “estilo marvel” numa aventura cósmica. Não chega perto de ser um dos melhores filmes da Marvel mas de forma alguma é um dos piores ou até mesmo um mau filme. Se removido do Universo Marvel porém, os problemas que o filme tem seriam bem mais dramáticos.

A comparação óbvia de que este filme pode ser alvo é o recente “Mulher Maravilha” que é “mais filme”, no entanto sabe bem ver um filme da Marvel que não está sobrecarregado com humor e apesar de dentro da “lógica Marvel” é diferente dos outros ainda que não tenha encontrado uma identidade.

Editor's Choice

Análise a “Dragon Ball Super: Broly”

Foi no mês de Novembro de 2018 que o novo filme da Dragon Ball Super: Broly estreou nos cinemas nipónicos e o sucesso foi tão grande que rapidamente foi pedido que estreasse em mais países do mundo e Portugal não foi excepção. Foi no dia 14 de Março que esta nova peça cinematográfica se estreou nas nossas salas e tive o prazer de o poder ver em primeira mão na versão dobrada em português de Portugal em memória dos velhos tempos das transmissões televisivas no nosso território.

O filme é basicamente um “reboot” do filme com o mesmo vilão lançado no ano de 1993 mas com a histórica encaixada depois dos eventos ocorridos na mais recente temporada de Dragon Ball Super. A história fala-nos de Broly, um guerreiro do espaço (Saiyan) que nasceu com um potencial de combate nunca antes visto e por esse mesmo facto que o rei Vegeta (autoridade máxima dos guerreiros do espaço) ordenou que este seja enviado para um planeta longínquo para que possa crescer e dominar esse mesmo planeta. Mas na verdade o verdadeiro motivo pelo qual o rei Vegeta o envia para esse planeta é porque considera Broly uma possível ameaça à autoridade do seu filho, o príncipe Vegeta.

O pai de Broly, Paragus, ao saber de tal noticia decide ir atrás da cápsula que levou o seu filho até ao planeta para o qual fora enviado jurando vingança a Vegeta pelo que o seu pai fez com o seu filho. Ao mesmo tempo o nosso herói Son Goku é enviado para a Terra pelos pais para que este sobreviva a um ataque eminente do imperador Frieza.

O filme começa de forma lenta, para que quem não esteja tão familiarizado com a história consiga perceber o universo de Dragon Ball mas a partir da primeira meia hora a acção dos combates a que estamos habituados a ver no Anime dominam por completo. O grafismo do filme é em tudo semelhante ao que vemos na série televisiva e a Toei Animation não poupou esforços no que toca à animação do próprio filme mas é quando o combate entre Son Goku, Vegeta e Broly começa que percebemos a sua qualidade. Animação essa que levou a que o filme fosse nomeado para melhor filme de animação do ano (2018). O ponto alto do combate contra o “vilão” está feito de uma forma especial, a animação foi feita numa espécie de 2.5D que nos dá a sensação de profundidade mas não tanta como se fosse num filme a três dimensões.

Acompanhado de uma banda sonora de grandiosa qualidade as cenas de combate tornam-se ainda melhores a cada minuto que passa. Todas as características da série estão presentes, montanhas destruídas, poderosos ataques de Ki, transformações, muitas transformações! Todo o que o público gosta em Dragon Ball está presente no filme. Surge até um momento em que (talvez propositadamente ou não) parece que Son Goku atinge o nível de Ultra Instinct (ultima transformação de Goku) quando o cabelo de Goku fica completamente branco mas tal acaba por não acontecer.

Em relação à tradução, tem inúmeras referências à “cultura” portuguesa e até mesmo de um videojogo muito conhecido. Podemos contar com um toque de humor aqui ou ali no diálogo que em nada afecta a qualidade e o prestigio da dobragem que ficou muito boa e muito bem construída. O único ponto negativo são as vozes de alguns personagens secundários que ficaram um pouco infantis mas não é algo que tira o prestígio ao trabalho de toda a peça. A equipa de dobragem de Dragon Ball está de parabéns! Infelizmente após a conclusão deste projecto os dobradores disseram o adeus definitivo às personagens a que deram voz durante tantos anos.

Se gostas de Dragon Ball, animação japonesa e de muita acção então este filme é para ti!

‘The Lego Movie 2 – Videogame’ – Teste

Depois do lançamento de “O Filme Lego 2” chega-nos então o jogo, The Lego Movie 2 – Videogame. Já está disponível para as principais plataformas: PC, Nintendo Switch, PS4 e Xbox One, desde 1 de março de 2019 (Europa).

Com algumas melhorias/afinações em relação aos jogos anteriores, mas principalmente com a mesma mecânica e grafismo, The Lego Movie 2 – VideoGame irá cativar, certamente, quem nunca jogou, mas não irá surpreender quem acompanhou alguns dos títulos anteriores, pois os menus, os movimentos e até o sistema de combate são praticamente os mesmo, apesar de existirem imensas armas/ferramentas/personagens novas.

Com uma storyline, típica, onde o bom deve combater o mal, isto é, Emmet, Lucy, Batman precisam unir forças numa aventura repleta de ação para salvar a adorável cidade de Bricksburg, e para tal devem eliminar os seres extraterrestres, que aparentemente são muito fofinhos, mas que na realidade estão a causar a destruição total em várias galáxias.

A ausência de textos e audio em PT-PT é um dos pontos negativos que continuam a não deixar elevar os jogos da Lego para outro patamar. Apesar de toda a informação/tópicos de ajuda em cada missão por vezes, principalmente para os mais pequenos (falo por experiência própria, pois tenho um rapaz de 4 anos que adora jogar consola. ;)) e que por inúmeras vezes se vê preso no nível e não sabe o que precisa fazer avançar.

Um dos grandes aspetos positivos a destacar neste jogo é a boa utilização das peças, ou seja, ao longo do jogo o jogador será obrigado a encontrar um determinado número e tipo de peças para que possa construir novas armas e/ou ferramentas para poder avançar no nível, terá ainda, no que diz respeito às peças, estas também irão servir de moeda para comprar objetos úteis para o desenrolar dos níveis.

The Lego Movie 2 – Videogame, tal como os títulos anteriores, não poderia passar sem mostrar uma boa dose de humor, aliado com um bom grafismo e um excelente ambiente sonoro transformam este jogo quase numa obra prima.

The Lego Movie 2 – Videogame já está disponível!

 

Análise a “OPERAÇÃO FRONTEIRA” (Um filme Netflix)

Quando as lealdades são testadas, cinco antigos soldados das Forças Especiais reunidos, planeiam um assalto a um narcotraficante da América do Sul, cuja operacionalização terá consequências para estes heróis de guerra, numa missão arriscada, com reviravoltas inesperadas à mistura, onde a sua moral e qualidades são empurradas para um ponto de rutura, e enviados numa batalha épica pela sobrevivência.

Chega hoje à Netflix, Operação Fronteira, a maior estreia do mês da plataforma, num filme completo de ação, aventura e crime, que lhe vai acompanhar nesta semana ainda longa, um thriller de impacto grande e tremendas representações, já rumorado desde cerca de 2010, e agora finalmente ao seu alcance, não deixe de dar uma vista de olhos neste poderoso filme, que junta grandes estrelas ao redor, e falamos de grandes e reputados nomes como, os atores, Ben Affleck, Oscar Isaac, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal, neste fresquinho filme que ameaça ser, até agora, o melhor do novo ano de 2019.

O filme, é envolto num clima de grande tensão desde o começo, mas não deixando nunca de ser entretido, combinando cenas de ação total, drama e suspense, acompanhado com uma belíssima e detalhada cinematografia para o ecrã, que até surpreende dado os ares de filme de ação que o filme manda, mas não descorando e bem os pormenores da imagem, e numa espécie de transformação dos personagens, que vai surgindo ao longo do tempo, e que os torna, à medida das revelações ocorrerem, personagens muito interessantes, até ao ponto de confundir o espetador, perdendo tenho de dizer, um pouco para o óbvio, mas que não deixa cair por terra toda a sua espetacularidade, e que o vai querer fazer rever.

É assim, um filme mesmo para ver, com o coração junto à boca, emocionalmente falando também é forte, devido à dimensão que o assalto atinge, e o poder e impacto do dinheiro nos cinco personagens, que os leva a cometer atos irrefletidos e ingénuos, num conjunto de voltas que pede por mais e mais, e o impacto que os leva a recorrer a ajuda de ambos, como equipa que são, também se insere no que realmente importa na vida, dinheiro ou a camaradagem, e as decisões a tomar pelo caminho, neste filme, onde tudo é mais.

Até surpresas, o filme consegue incluir, neste argumento original, e no desenrolar da história que fica, passo a passo, cada vez mais cativante para o espetador, com as representações excelentes destes cinco atores de topo, coberto por todos os lados de qualidade e interesse, numa poderosa relação com a cultura latina, que é personagem invisível também no filme, esta é uma viagem alucinante, que o vai submeter e sugar para dentro da narrativa criativa e excelente, que lentamente arde mas que não falha ao final.

Em termos técnicos, é do melhor igualmente, sem muitos desastres, é um filme de múltiplas performances de relevo, que contemplados com fotografia e texto de excelência, nos acaba por dar, um grande pedaço de cinema, num filme comprido e que se vê bem, e que aponta na melhor direção possível, em sentimentos e momentos de emoção, do que passam estes homens, depois da reforma militar, e as soluções a procurar na vida depois disso, resulta muitas vezes nestes guerreiros, que incutem a paz e nos trazem um filme de assalto, puro e duro.

Assina a realização, J. C. Chandor, realizador americano já conhecido pelos seus argumentos, de vários filmes como, O Dia Antes do Fim, Quando Tudo Está PerdidoUm Ano Muito Violento, filmes de anos anteriores e que sempre foram em crescendo, destacando para a realização este homem, que nos traz agora o seu melhor trabalho até hoje.

Concluindo, Operação Fronteira, estreia hoje dia 13, e só pode ver na sua Netflix, adira e nos diga o que achou.

 

Análise a “Capitão Marvel”

A mais recente entrada do universo cinematográfico criado pela Marvel Studios chega agora aos cinemas, mas é anterior a quase todos os outros filmes que vimos. A trama ocorre nos anos 90 provando assim que já existe mercado e distância suficiente para nostalgia dos 90’s.

A Capitão Marvel (que soaria bem mais agradável se fosse a Capitã Marvel) é um filme que não se limita a decorrer nos anos 90, toda a aventura emana uma aura noventista que deixa a sensação deste filme ter sido feito nessa época.

Sendo fã de bd naturalmente que ando sempre com a minha “bagagem” atrás quando vejo estes filmes. A Capitã Marvel que conhecia nos anos 90 era outra. Carol Denvers era conhecida como Miss Marvel e nem era muito popular. O seu maior feito era ter sido a fonte dos poderes da “Rogue”, uma integrante dos X-Men (que durante os 90s estavam no auge da popularidade). A denominação Capitan Marvel foi até disputada judicialmente entre a Marvel e a DC. Curiosamente, daqui a um mês vai estrear “Shazam” da DC e também ele foi chamado de Capitão Marvel tendo estado no centro desse processo. A marvel ganhou e detém a exclusividade de usar este título nas suas capas. O Capitão Marvel original da Marvel era um homem que teve uma respeitosa e normal morte, incomum até, para os comics. Morreu de cancro rodeado dos seus amigos numa bonita edição especial. Talvez por ter sido feito com tanta dignidade o Capitão Marvel permaneceu morto nos comics, algo também incomum.

Em 2012 a Marvel Comics voltou a activar o nome Capitan Marvel, colocando Carol Denvers a carregar o manto. Começou-se a construir peso para a personagem. Essa importância que lhe foi conferida por mandato culminou na não muito memorável saga Guerra Civil 2 em que foi a principal protagonista juntamente com Iron-Man. Uma vez mais a Marvel preparava caminho para a personagem que ia passar da BD para o cinema.

Serve isto para dizer que a história da Capitã Marvel na bd não é longa, nem o cânone muito cristalizado o que dá bastante liberdade à adaptação. O que quer que fosse mostrado estaria mais ou menos fiel uma vez que os elementos fundamentais estão lá e os elementos mais fracos tinham sido removidos, como por exemplo o facto da Ms. Marvel (Carol Denvers) original ser um derivado do Capitão Marvel. Ainda assim, a sua crescente importância tanto na bd como no cinema surge de forma não orgânica.

A aventura tem um ritmo elevado dando pouco espaço para conhecer as personagens que na sua maioria já são familiares. Embora o filme resulte sem ter visto os anteriores, fica bem evidente que este filme é como uma entrada do prato principal que vai ser servido em abril com o Avengers: Endgame.

Ainda assim o filme oferece uma expansão do universo Marvel, ótimos efeitos visuais, muitas referências aos anos 90, algum humor e muito girl power.

Sendo uma narrativa relativamente linear, oferece espaço para algumas surpresas mas não é a história a valência mais forte do filme. Nem a história, nem a direção que entrega sempre cenas de ação confusas e não muito imaginativas. Simples, não muito ambicioso, mas resulta, cumprindo o objectivo de apresentar uma nova personagem dentro do “estilo marvel” numa aventura cósmica. Não chega perto de ser um dos melhores filmes da Marvel mas de forma alguma é um dos piores ou até mesmo um mau filme. Se removido do Universo Marvel porém, os problemas que o filme tem seriam bem mais dramáticos.

A comparação óbvia de que este filme pode ser alvo é o recente “Mulher Maravilha” que é “mais filme”, no entanto sabe bem ver um filme da Marvel que não está sobrecarregado com humor e apesar de dentro da “lógica Marvel” é diferente dos outros ainda que não tenha encontrado uma identidade.

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