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Teste a ‘Intruders – Hide and Seek’

Estivemos a testar o novo jogo ‘Intruders – Hide and Seek’, e vamos já dizer que foram horas muito bem passadas. Para além de ser um jogo interessante, tem uma storyline e é preciso estar sempre com muita atenção a tudo o que é feito, até para prever o que possa acontecer no futuro e estarmos preparados.

Nós somos o Ben, um rapaz que regressou a casa com a família depois de terem havido algumas obras, nas quais o pai mandou instalar uma sala de pânico, já aí percebemos, e também pelas conversas da família, que o pai tem um segredo que tenta muito bem esconder. E é essa a razoo que faz com que 3 assaltantes entrem na mansão e prendam o pai e a mãe, deixando assim as duas crianças, Ben e a irmã mais nova, a vaguear pela casa sozinhos. Ben esconde a irmã na sala de pânico e aventura-se a tentar salvar a família dos assaltantes.

Ao longo do jogo vamos recebendo cada vez mais conhecimento acerca do trabalho do pai e dos seus segredos, sendo ela a razão pela qual os assaltantes entraram em casa, procuram algo específico. No final temos a primeira e única escolha, onde decidimos se salvamos a irmã ou empurramos os assaltantes de um penhasco, e isso decide o destino do nosso personagem.

O jogo está muito bem feito, mesmo sendo indie e um jogo de  stealth, não deixa de ser interessante e divertido. Ao mesmo tempo é muito simples de perceber como funciona e o que devemos fazer.

No início temos como sempre aquelas cenas que indiretamente nos ensinam a jogar. Aqui temos um jogo das escondidas entre Ben e a irmã onde nós nos escondemos e ficamos familiarizados com a mecânica de esconder em armários, abrir gavetas, etc

O conselho neste tipo de jogos dark’ (literalmente) é ter um ecrã bom porque é extremamente importante sabermos sempre onde andam os assaltantes, para que não nos apanhem e tenhamos que recomeçar os níveis.

Apesar de ser um jogo simples de perceber, tem sempre as suas dificuldades, e leva algum tempo a percebermos bem o ambiente em que estamos. Eles vivem numa mansão enorme, 3 andares, salas atrás de salas, e escadas mais escadas. Sim, existe um mapa que podemos consultar sempre que quisermos, mas mesmo assim ainda andamos muito às voltas a tentar resolver os níveis.

Um ambiente sonoro feito à medida, muito silencioso, para dar oportunidade de adicionarem uns jumpscares. Nós jogamos em inglês, mas têm sempre a oportunidade de jogar em português do Brasil, a experiência é a mesma.

Sendo esta a minha primeiro experiência como reviewer de video games, decidi adicionar ao vídeo um final engraçado com uma mashup de todas as vezes que fui apanhado pelos assaltantes, não foram poucas!

De salientar que, para além do Prémio PlayStation® Talents para Melhor Jogo do Ano,Intruders: Hide and Seek, que nasceu nas salas de aula da Universidade U-Tad, foi ainda eleito o melhor Jogo da III Edição dos Prémios PlayStation Talents em Espanha para a imprensa.

Análise a ‘Velvet Buzzsaw’

Críticos, curadores e pintores vêem-se assombrados por umas lúgubres pinturas de um intrigante artista que prometem castigar aqueles que colocam o egoísmo à frente do altruísmo. Este é o mote de Velvet Buzzsaw, novo filme de Dan Gilroy, realizador do aclamado Nightcrawler, que lança um olhar crítico ao estado da arte moderna. Com estreia internacional no Festival de Sundance, em finais de Janeiro, e disponível na plataforma da Netflix desde o início deste mês, conta uma vez mais com as colaborações de Jake Gyllenhaal e da sua esposa, Rene Russo.

Como em qualquer circunstância, as primeiras impressões têm sempre grande impacto nas pessoas. Dan Gilroy não usufrui dessa premissa para poder acomodar a audiência ao seu ambiente inconvencional e desde cedo apercebemo-nos que não será uma estória fácil de se gostar. Somos introduzidos às diversas personagens num ritmo rápido que impossibilita a assimilação da maioria das suas características ou motivações. Mesmo que seja percetível a transversalidade da ambição e da ganância, a quantidade de informação veiculada torna difícil de a processar.

O grande número de protagonistas parece ter causado dificuldades a Gilroy em encaixá-los na narrativa, havendo um claro desequilíbrio na sua utilização. Certas personagens surgem por conveniência e os propósitos de algumas não são suficientemente esclarecedores para quem está em casa a acompanhar o filme. Não há relevo e o desenvolvimento é mínimo. Exemplo disso é Piers, um desencantado artista que aparece a espaços, sem grande contribuição para a trama, e cuja interpretação de John Malkovich é desaproveitada.

Também a oscilação entre cenas e planos vinca a irregularidade do filme. Pequenos trechos do enredo são introduzidos nos diálogos para colmatar as suas ausências do campo de ação, o que dificulta a compreensão do espaço temporal nele percorrido. Dá a sensação que a estrutura criada no argumento se desintegra completamente quando é transposta para o guião, tentando Gilroy remendá-la com aquilo que apelido de um penso rápido sobre um brecha numa parede de betão. O mesmo se sucede com os planos, onde se denota um certo comodismo na realização e fotografia, pouco arrojadas para testarem uma estética própria que se alie ao tema central da arte e ao género sobrenatural/terror.

Pese embora os aspetos menos positivos de Velvet Buzzsaw, há que tirar o chapéu à sua originalidade e à forma como explora o lado mais vil da arte. Apesar de uma clara falta de organização, o mistério em torno das pinturas que conduzem a mensagem do filme mantém o interesse do público em saber o seu desfecho. Com algumas nuances entre sátira e horror, aproxima-se mais de um Get Out do que propriamente um Hereditary. Não assusta totalmente, mas deixa os nervos à flor da pele graças ao modo como Dan Gilroy gere o suspense – algo que já fizera com mestria em Nightcrawler.

A criatividade irreverente de Velvet Buzzsaw não é suficiente para salvar uma narrativa que nunca recupera de um arranque turbulento e não consegue beneficiar do talento do elenco para confirmar o seu potencial. As ideias de Dan Gilroy são interessantes, mas a sua desarrumação traduz-se numa execução pálida e murcha. Ainda assim, o carácter satírico entretém quanto baste e o constante clima de tensão pode agradar a uma audiência muito particular.

Passatempo Lisbon Film Orchestra – Noite dos Óscares

8.5Bits e a Lisbon Film Orchestra estão a oferecer dois bilhetes duplos para o Lisbon Film Orchestra – ‘Noite dos Óscares’.

Este ano, a “Noite dos Óscares”, em Portugal, não acaba com a entrega dos Óscares…

“… And The Oscar goes to Lisbon Film Orchestra”

Concerto com músicas dos filmes premiados entre 1952 e 2018

Candidata a Melhor Canção Original – “Shallow” (do filme Assim Nasce Uma Estrela) interpretada pela primeira vez ao vivo em Portugal

1 e 2 março, Casino Estoril

A Lisbon Film Orchestraneste novo ano, vai dar ainda mais tempo e glamour aos óscares de Hollywood. Aqui mesmo em Portugal e no Salão Preto e Prata, do Casino Estoril – onde mais podia ser para brilhar o glamour das estrelas e das grandes músicas do cinema e se estender a passadeira vermelha da fama …- a 1 e 2 de março, poucos dias depois da cerimónia de entrega dos óscares,…”And The Oscar goes to Lisbon Film Orchestra”! Um concerto da LFO para interpretar, pela primeira vez em Portugal e numa única sala, as músicas de filmes premiados com óscares entre 1952 e 2018… e a grande favorita ao óscar de “melhor canção original “ de 2019, “Shallow” de “A star is born”…

Não se belisque! Está acordado e é mesmo verdade. Este ano temos Óscares em Portugal. NoCasino Estoril. A Lisbon Film Orchestra vai interpretar em Concerto, muitas das músicas premiadas com óscares entre 1952 e 2018. É uma grande viagem pelo glamour  e emoção das grandes bandas sonoras dos filmes premiadas pela Academia de Hollywood ao longo de 66 anos…

Desde I got rhythm” de “Um americano em Paris” lançado em Portugal em 1952, “Maria e America” de “West Side Story” de 1961, aos mais recentes “ Elephant love medley” do“Moulin Rouge”, de 2001, e “Skyfall” de “007-Skyfall” de 2012, vão ser mais de 13 bandas sonoras de filmes premiadas com óscares, em interpretação da Lisbon Film Orchestra no Salão Preto e Prata, do Casino Estoril.

“Shallow”, grande candidata ao Óscar de Melhor Canção Original de 2019, pela primeira vez ao vivo em Portugal…

Naturalmente, algumas das bandas sonoras, serão acompanhadas com interpretações de cantores, ao vivo, interpretes que serão: Diana Lucas, David Ripado e Patrícia Duarte. A simpática apresentação desta gala fica a cargo de Pedro Luzindro, que conta ainda com o convidado de honra e padrinho da orquestra Mário Augusto para contar histórias das entrevistas com as estrelas de cinema.

Grande é a expectativa com a interpretação do dueto “Shallow”  grande candidata ao Óscar de Melhor Canção Original de 2019 – de “A star is born”, filme que poderá valer várias nomeações na cerimónia dos Óscares deste ano e que conta com interpretações magníficas de Bradley Cooper e Lady Gaga. “Shallow” será pela primeira vez interpretada ao vivo, num grande concerto, em Portugal, pelos cantores interpretes David Ripado e Patrícia Duarte.

Lisbon Film Orchestra é uma orquestra, dirigida pelo maestro Nuno Sá, que atuará neste Concerto, com 18 músicos e vários cantores intérpretes convidados. Emoções fortes, memórias e muito glamour  ao melhor estilo de Hollywood, com nostalgia, romantismo e fantasia, tudo ao vivo no Casino Estoril, num Concerto da LFO que vai trazer os Óscares para Portugal e inevitavelmente marcar forte o arranque deste novo ano.

Não perca! No Salão Preto e Prata, Casino Estoril, dia 1 e 2 março, às 22.00.

Preço dos bilhetes para o espetáculo desde 20 euros até 40 euros. Bilhetes à venda nos locais habituais e online em: https://ticketline.sapo.pt/evento/and-the-oscar-goes-to-lisbon-film-orchestra-39141/sessao/64475_92_1551477600

Imagem de João Vasco

Temos 2 convites para oferecer:

Lisboa, Casino Estoril – Dia 1 e 2 de Março às 22h

Podes participar até às 12:00h de dia 27 de Fevereiro.

Para participares só tens de
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Verifica as regras do passatempo aqui: http://8dot5bits.com/regulamentos/

Imagem de João Vasco

O envio da listagem de vencedores para a bilheteira é da responsabilidade do distribuidor sendo o 8.5Bits apenas promotor do passatempo. 
Em situações extraordinárias, os vencedores poderão contactar-nos via mensagem privada no Facebook.

 

Análise a “VICE” (2018)

Estreia já na próxima semana, dia 14, a nova biografia satírica de Adam McKay, escrito e dirigido na íntegra pelo realizador americano, esta comédia dramática já apelidada de filme do ano, é tudo o que se espera dela, um filme louco e completo de pura adrenalina, na onda habitual deste homem, que nos traz um filme com propósitos pessoais, mas mesmo assim importantes, um filme factual o quanto baste, num estilo único e perverso, com um argumento original que inunda a experiência fílmica, e atuações de porte imenso do variado elenco de luxo, que o compõem de tanta presença, e resultando em cheio, entrega a história sobre o homem por detrás do mundo atual, o senhor de nome, Dick Cheney.

Neste filme, vemos a história de Dick Cheney, um energúmeno burocrata americano, um conhecedor da vida política de Washington, que quietamente recolheu imenso poder, como, Vice, de George W. Bush, mudando a todas as formas e feitios, o país e todo o planeta consigo, em questões que todavia sentimos, numa história verídica, que supostamente, nem devíamos conhecer, e contando na produção com os grandes, Christian Bale e Amy Adams, como Dick e Lynne Cheney, com Steve Carell, como Donald Rumsfeld, e ainda Sam Rockwell, como George W. Bush.

Pondo desde já em pratos limpos, é o meu filme favorito aos Óscares 2019, e talvez é mesmo o filme do ano, tudo neste filme foi sádico, doentio, constrangedor, horripilante, mas tudo no melhor sentido, é sem dúvida, um filme de poder, do silêncio da política que explode para o mundo inteiro ver, o que este homem conduziu, numa fascinante história, contada de forma muito criativa e inteligente, numa edição um tanto estranha mas que resulta, sendo que o que realmente sobressai, são mesmo as performances no ponto, num filme que une em mais de duas horas, cerca de quatro décadas de trama, aqui narrado por um personagem, providenciando contexto e explicações para o espetador acompanhar, e na continuidade um grande trabalho, a desmascarar o homem, do poder ao seu amor e devoção pela família, e na distração do humor que o preenche, que o vai levar a ver até ao fim, e mesmo ao fim.

Um filme de riso nervoso, pois o embaraço é enorme depois de o ver, este filme é muito bem processado num universo realístico, com resultados destronadores e divertidos, onde a parte mais inquietante desta experiência, é experienciar que isto tudo se passou, é o realizar que isto foram pessoas, escolhidas pelo público americano, com a responsabilidade e dever de conduzir os destinos desta importante nação mundial, onde o nosso protagonista principal, é mesmo o melhor do filme.

Christian Bale é Dick Cheney, e o ator inglês voltou a surpreender, ganhou cerca de dezoito quilos, cabelo e barba rapada, tudo branqueado, é um mestre das transformações para o grande ecrã, numa aparência viciante, linear e absorvente neste respetivo filme, onde recolhe todos os maneirismos e gestos que são, há falta de outra palavra, perfeitos em todo o sentido, é das melhores atuações do ator de sempre, com o seu toque de génio a sobressair na pessoa deste cidadão, que muito mal fez ao país e ao mundo, durante a criminosa administração da altura do fatídico e arrepiante, 11 de Setembro, em relação aos media e ao público, e como os políticos se vendem a todo o custo na busca pelo poder, numa abordagem drástica mas sincera do que realmente foi, onde até uma meia, mas curiosa piada a meio do filme, com uma cena fantástica de créditos finais, a provocar as reações que todos vão poder sentir quando o forem ver.

Depois de um cativante trailer, clips e imagens, em toda a força o filme excede as espectativas criadas, onde a diversão foi palavra de ordem, ainda que a inquietude depois e durante o seu visionamento, seja realmente perturbante, porque sem se parecer, o homem que vemos era um homem de extremo intelecto, influenciador e com sede para dominar, o grande conhecedor de política, mas de pouco toque humano, e neste filme quase perfeito, se reflete toda a sua imensidão, com muito humor de sobra, mas de conclusões bem reveladoras, da realidade que se sucedeu, e dos segredos ocultos da política, que o vai certamente chocar.

Como audiência, vai ser surpreendido, arrasado e floreado, e simplesmente afetado com a realidade do caso, num ponto de vista liberal, como não podia deixar de ser, é um filme de opinião do mestre, e podendo assim não acrescentar muito ao público, pode também parecer, agora numa crítica específica, que o filme tente o sabotar a si como espetador, e tentar de certa forma, reafirmar uma artificialidade dramática, com truques e instrumentos, mexendo mais as mãos que um grupo de italianos, pode ser que ache o filme demasiado orgulhoso e manipulador, numa noção básica de ilusionismo, mas que a meu ver, não pode deixar de se fazer um grande filme, para quem efetivamente, entender a mensagem trasmitida, melhor dizendo, a crítica.

Em teoria, o filme resulta muito bem, é uma comédia negra, tem de o aceitar, e por isso, a cara do filme é somente um alvo a abater, e nisso, a comédia é simplesmente excecional, repetindo, com um número de atores de grande relevo, que o preenchem por inteiro, são camadas de cebola de puro entretenimento, num filme ainda que trivializado, e teatralizado, é de competência imensa, onde o público é um personagem também, estilizado e de qualidade, numa película de apetite por humilhar um monstro da história moderna, um líder reservado, que o filme estende por terra, de forma brilhante e capaz, onde o rei é mesmo o niilismo da narrativa.

De realçar ainda, os inúmeros ataques cardíacos do personagem, onde a humilhação cava ainda um fosso maior, na procura da relação com a América, de Donald Trump, nas correlações finais que o filme tenta abordar, na vulgaridade com que atribui a cada cena, a cada crise política, e referência a megalomania, dos conservadores políticos que o filme refere e ironiza, é sem dúvida, o cair da máscara dos tempos passados, das figuras políticas da ordem mundial, que tanto mal fizeram, e que o leva a questionar, se tudo foi o que pareceu quando contado, do burocrata que subiu a pulso, das festas à política, mas que aqui, é apenas fruto da tortura que implementou e praticou, um sem forma, conservadorista, um covarde de fato e gravata.

E não pode mesmo perder, vá então ao cinema, veja o filme do ano, chega às salas na próxima semana, Vice.


DATA DE ESTREIA: 14/02/2019

REALIZAÇÃO: Adam McKay

ARGUMENTO: Adam McKay

ELENCO: Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell, Sam Rockwell

GÉNERO: Biografia, Comédia, Drama

PAÍS: EUA

ANO: 2018

DURAÇÃO: 132 minutos

 

 

 

 

Editor's Choice

Teste a ‘Intruders – Hide and Seek’

Estivemos a testar o novo jogo ‘Intruders – Hide and Seek’, e vamos já dizer que foram horas muito bem passadas. Para além de ser um jogo interessante, tem uma storyline e é preciso estar sempre com muita atenção a tudo o que é feito, até para prever o que possa acontecer no futuro e estarmos preparados.

Nós somos o Ben, um rapaz que regressou a casa com a família depois de terem havido algumas obras, nas quais o pai mandou instalar uma sala de pânico, já aí percebemos, e também pelas conversas da família, que o pai tem um segredo que tenta muito bem esconder. E é essa a razoo que faz com que 3 assaltantes entrem na mansão e prendam o pai e a mãe, deixando assim as duas crianças, Ben e a irmã mais nova, a vaguear pela casa sozinhos. Ben esconde a irmã na sala de pânico e aventura-se a tentar salvar a família dos assaltantes.

Ao longo do jogo vamos recebendo cada vez mais conhecimento acerca do trabalho do pai e dos seus segredos, sendo ela a razão pela qual os assaltantes entraram em casa, procuram algo específico. No final temos a primeira e única escolha, onde decidimos se salvamos a irmã ou empurramos os assaltantes de um penhasco, e isso decide o destino do nosso personagem.

O jogo está muito bem feito, mesmo sendo indie e um jogo de  stealth, não deixa de ser interessante e divertido. Ao mesmo tempo é muito simples de perceber como funciona e o que devemos fazer.

No início temos como sempre aquelas cenas que indiretamente nos ensinam a jogar. Aqui temos um jogo das escondidas entre Ben e a irmã onde nós nos escondemos e ficamos familiarizados com a mecânica de esconder em armários, abrir gavetas, etc

O conselho neste tipo de jogos dark’ (literalmente) é ter um ecrã bom porque é extremamente importante sabermos sempre onde andam os assaltantes, para que não nos apanhem e tenhamos que recomeçar os níveis.

Apesar de ser um jogo simples de perceber, tem sempre as suas dificuldades, e leva algum tempo a percebermos bem o ambiente em que estamos. Eles vivem numa mansão enorme, 3 andares, salas atrás de salas, e escadas mais escadas. Sim, existe um mapa que podemos consultar sempre que quisermos, mas mesmo assim ainda andamos muito às voltas a tentar resolver os níveis.

Um ambiente sonoro feito à medida, muito silencioso, para dar oportunidade de adicionarem uns jumpscares. Nós jogamos em inglês, mas têm sempre a oportunidade de jogar em português do Brasil, a experiência é a mesma.

Sendo esta a minha primeiro experiência como reviewer de video games, decidi adicionar ao vídeo um final engraçado com uma mashup de todas as vezes que fui apanhado pelos assaltantes, não foram poucas!

De salientar que, para além do Prémio PlayStation® Talents para Melhor Jogo do Ano,Intruders: Hide and Seek, que nasceu nas salas de aula da Universidade U-Tad, foi ainda eleito o melhor Jogo da III Edição dos Prémios PlayStation Talents em Espanha para a imprensa.

Análise a ‘Velvet Buzzsaw’

Críticos, curadores e pintores vêem-se assombrados por umas lúgubres pinturas de um intrigante artista que prometem castigar aqueles que colocam o egoísmo à frente do altruísmo. Este é o mote de Velvet Buzzsaw, novo filme de Dan Gilroy, realizador do aclamado Nightcrawler, que lança um olhar crítico ao estado da arte moderna. Com estreia internacional no Festival de Sundance, em finais de Janeiro, e disponível na plataforma da Netflix desde o início deste mês, conta uma vez mais com as colaborações de Jake Gyllenhaal e da sua esposa, Rene Russo.

Como em qualquer circunstância, as primeiras impressões têm sempre grande impacto nas pessoas. Dan Gilroy não usufrui dessa premissa para poder acomodar a audiência ao seu ambiente inconvencional e desde cedo apercebemo-nos que não será uma estória fácil de se gostar. Somos introduzidos às diversas personagens num ritmo rápido que impossibilita a assimilação da maioria das suas características ou motivações. Mesmo que seja percetível a transversalidade da ambição e da ganância, a quantidade de informação veiculada torna difícil de a processar.

O grande número de protagonistas parece ter causado dificuldades a Gilroy em encaixá-los na narrativa, havendo um claro desequilíbrio na sua utilização. Certas personagens surgem por conveniência e os propósitos de algumas não são suficientemente esclarecedores para quem está em casa a acompanhar o filme. Não há relevo e o desenvolvimento é mínimo. Exemplo disso é Piers, um desencantado artista que aparece a espaços, sem grande contribuição para a trama, e cuja interpretação de John Malkovich é desaproveitada.

Também a oscilação entre cenas e planos vinca a irregularidade do filme. Pequenos trechos do enredo são introduzidos nos diálogos para colmatar as suas ausências do campo de ação, o que dificulta a compreensão do espaço temporal nele percorrido. Dá a sensação que a estrutura criada no argumento se desintegra completamente quando é transposta para o guião, tentando Gilroy remendá-la com aquilo que apelido de um penso rápido sobre um brecha numa parede de betão. O mesmo se sucede com os planos, onde se denota um certo comodismo na realização e fotografia, pouco arrojadas para testarem uma estética própria que se alie ao tema central da arte e ao género sobrenatural/terror.

Pese embora os aspetos menos positivos de Velvet Buzzsaw, há que tirar o chapéu à sua originalidade e à forma como explora o lado mais vil da arte. Apesar de uma clara falta de organização, o mistério em torno das pinturas que conduzem a mensagem do filme mantém o interesse do público em saber o seu desfecho. Com algumas nuances entre sátira e horror, aproxima-se mais de um Get Out do que propriamente um Hereditary. Não assusta totalmente, mas deixa os nervos à flor da pele graças ao modo como Dan Gilroy gere o suspense – algo que já fizera com mestria em Nightcrawler.

A criatividade irreverente de Velvet Buzzsaw não é suficiente para salvar uma narrativa que nunca recupera de um arranque turbulento e não consegue beneficiar do talento do elenco para confirmar o seu potencial. As ideias de Dan Gilroy são interessantes, mas a sua desarrumação traduz-se numa execução pálida e murcha. Ainda assim, o carácter satírico entretém quanto baste e o constante clima de tensão pode agradar a uma audiência muito particular.

Passatempo Lisbon Film Orchestra – Noite dos Óscares

8.5Bits e a Lisbon Film Orchestra estão a oferecer dois bilhetes duplos para o Lisbon Film Orchestra – ‘Noite dos Óscares’.

Este ano, a “Noite dos Óscares”, em Portugal, não acaba com a entrega dos Óscares…

“… And The Oscar goes to Lisbon Film Orchestra”

Concerto com músicas dos filmes premiados entre 1952 e 2018

Candidata a Melhor Canção Original – “Shallow” (do filme Assim Nasce Uma Estrela) interpretada pela primeira vez ao vivo em Portugal

1 e 2 março, Casino Estoril

A Lisbon Film Orchestraneste novo ano, vai dar ainda mais tempo e glamour aos óscares de Hollywood. Aqui mesmo em Portugal e no Salão Preto e Prata, do Casino Estoril – onde mais podia ser para brilhar o glamour das estrelas e das grandes músicas do cinema e se estender a passadeira vermelha da fama …- a 1 e 2 de março, poucos dias depois da cerimónia de entrega dos óscares,…”And The Oscar goes to Lisbon Film Orchestra”! Um concerto da LFO para interpretar, pela primeira vez em Portugal e numa única sala, as músicas de filmes premiados com óscares entre 1952 e 2018… e a grande favorita ao óscar de “melhor canção original “ de 2019, “Shallow” de “A star is born”…

Não se belisque! Está acordado e é mesmo verdade. Este ano temos Óscares em Portugal. NoCasino Estoril. A Lisbon Film Orchestra vai interpretar em Concerto, muitas das músicas premiadas com óscares entre 1952 e 2018. É uma grande viagem pelo glamour  e emoção das grandes bandas sonoras dos filmes premiadas pela Academia de Hollywood ao longo de 66 anos…

Desde I got rhythm” de “Um americano em Paris” lançado em Portugal em 1952, “Maria e America” de “West Side Story” de 1961, aos mais recentes “ Elephant love medley” do“Moulin Rouge”, de 2001, e “Skyfall” de “007-Skyfall” de 2012, vão ser mais de 13 bandas sonoras de filmes premiadas com óscares, em interpretação da Lisbon Film Orchestra no Salão Preto e Prata, do Casino Estoril.

“Shallow”, grande candidata ao Óscar de Melhor Canção Original de 2019, pela primeira vez ao vivo em Portugal…

Naturalmente, algumas das bandas sonoras, serão acompanhadas com interpretações de cantores, ao vivo, interpretes que serão: Diana Lucas, David Ripado e Patrícia Duarte. A simpática apresentação desta gala fica a cargo de Pedro Luzindro, que conta ainda com o convidado de honra e padrinho da orquestra Mário Augusto para contar histórias das entrevistas com as estrelas de cinema.

Grande é a expectativa com a interpretação do dueto “Shallow”  grande candidata ao Óscar de Melhor Canção Original de 2019 – de “A star is born”, filme que poderá valer várias nomeações na cerimónia dos Óscares deste ano e que conta com interpretações magníficas de Bradley Cooper e Lady Gaga. “Shallow” será pela primeira vez interpretada ao vivo, num grande concerto, em Portugal, pelos cantores interpretes David Ripado e Patrícia Duarte.

Lisbon Film Orchestra é uma orquestra, dirigida pelo maestro Nuno Sá, que atuará neste Concerto, com 18 músicos e vários cantores intérpretes convidados. Emoções fortes, memórias e muito glamour  ao melhor estilo de Hollywood, com nostalgia, romantismo e fantasia, tudo ao vivo no Casino Estoril, num Concerto da LFO que vai trazer os Óscares para Portugal e inevitavelmente marcar forte o arranque deste novo ano.

Não perca! No Salão Preto e Prata, Casino Estoril, dia 1 e 2 março, às 22.00.

Preço dos bilhetes para o espetáculo desde 20 euros até 40 euros. Bilhetes à venda nos locais habituais e online em: https://ticketline.sapo.pt/evento/and-the-oscar-goes-to-lisbon-film-orchestra-39141/sessao/64475_92_1551477600

Imagem de João Vasco

Temos 2 convites para oferecer:

Lisboa, Casino Estoril – Dia 1 e 2 de Março às 22h

Podes participar até às 12:00h de dia 27 de Fevereiro.

Para participares só tens de
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-Fazeres like à página do 8.5Bits (caso não o tenhas feito antes)

Verifica as regras do passatempo aqui: http://8dot5bits.com/regulamentos/

Imagem de João Vasco

O envio da listagem de vencedores para a bilheteira é da responsabilidade do distribuidor sendo o 8.5Bits apenas promotor do passatempo. 
Em situações extraordinárias, os vencedores poderão contactar-nos via mensagem privada no Facebook.

 

Análise a “VICE” (2018)

Estreia já na próxima semana, dia 14, a nova biografia satírica de Adam McKay, escrito e dirigido na íntegra pelo realizador americano, esta comédia dramática já apelidada de filme do ano, é tudo o que se espera dela, um filme louco e completo de pura adrenalina, na onda habitual deste homem, que nos traz um filme com propósitos pessoais, mas mesmo assim importantes, um filme factual o quanto baste, num estilo único e perverso, com um argumento original que inunda a experiência fílmica, e atuações de porte imenso do variado elenco de luxo, que o compõem de tanta presença, e resultando em cheio, entrega a história sobre o homem por detrás do mundo atual, o senhor de nome, Dick Cheney.

Neste filme, vemos a história de Dick Cheney, um energúmeno burocrata americano, um conhecedor da vida política de Washington, que quietamente recolheu imenso poder, como, Vice, de George W. Bush, mudando a todas as formas e feitios, o país e todo o planeta consigo, em questões que todavia sentimos, numa história verídica, que supostamente, nem devíamos conhecer, e contando na produção com os grandes, Christian Bale e Amy Adams, como Dick e Lynne Cheney, com Steve Carell, como Donald Rumsfeld, e ainda Sam Rockwell, como George W. Bush.

Pondo desde já em pratos limpos, é o meu filme favorito aos Óscares 2019, e talvez é mesmo o filme do ano, tudo neste filme foi sádico, doentio, constrangedor, horripilante, mas tudo no melhor sentido, é sem dúvida, um filme de poder, do silêncio da política que explode para o mundo inteiro ver, o que este homem conduziu, numa fascinante história, contada de forma muito criativa e inteligente, numa edição um tanto estranha mas que resulta, sendo que o que realmente sobressai, são mesmo as performances no ponto, num filme que une em mais de duas horas, cerca de quatro décadas de trama, aqui narrado por um personagem, providenciando contexto e explicações para o espetador acompanhar, e na continuidade um grande trabalho, a desmascarar o homem, do poder ao seu amor e devoção pela família, e na distração do humor que o preenche, que o vai levar a ver até ao fim, e mesmo ao fim.

Um filme de riso nervoso, pois o embaraço é enorme depois de o ver, este filme é muito bem processado num universo realístico, com resultados destronadores e divertidos, onde a parte mais inquietante desta experiência, é experienciar que isto tudo se passou, é o realizar que isto foram pessoas, escolhidas pelo público americano, com a responsabilidade e dever de conduzir os destinos desta importante nação mundial, onde o nosso protagonista principal, é mesmo o melhor do filme.

Christian Bale é Dick Cheney, e o ator inglês voltou a surpreender, ganhou cerca de dezoito quilos, cabelo e barba rapada, tudo branqueado, é um mestre das transformações para o grande ecrã, numa aparência viciante, linear e absorvente neste respetivo filme, onde recolhe todos os maneirismos e gestos que são, há falta de outra palavra, perfeitos em todo o sentido, é das melhores atuações do ator de sempre, com o seu toque de génio a sobressair na pessoa deste cidadão, que muito mal fez ao país e ao mundo, durante a criminosa administração da altura do fatídico e arrepiante, 11 de Setembro, em relação aos media e ao público, e como os políticos se vendem a todo o custo na busca pelo poder, numa abordagem drástica mas sincera do que realmente foi, onde até uma meia, mas curiosa piada a meio do filme, com uma cena fantástica de créditos finais, a provocar as reações que todos vão poder sentir quando o forem ver.

Depois de um cativante trailer, clips e imagens, em toda a força o filme excede as espectativas criadas, onde a diversão foi palavra de ordem, ainda que a inquietude depois e durante o seu visionamento, seja realmente perturbante, porque sem se parecer, o homem que vemos era um homem de extremo intelecto, influenciador e com sede para dominar, o grande conhecedor de política, mas de pouco toque humano, e neste filme quase perfeito, se reflete toda a sua imensidão, com muito humor de sobra, mas de conclusões bem reveladoras, da realidade que se sucedeu, e dos segredos ocultos da política, que o vai certamente chocar.

Como audiência, vai ser surpreendido, arrasado e floreado, e simplesmente afetado com a realidade do caso, num ponto de vista liberal, como não podia deixar de ser, é um filme de opinião do mestre, e podendo assim não acrescentar muito ao público, pode também parecer, agora numa crítica específica, que o filme tente o sabotar a si como espetador, e tentar de certa forma, reafirmar uma artificialidade dramática, com truques e instrumentos, mexendo mais as mãos que um grupo de italianos, pode ser que ache o filme demasiado orgulhoso e manipulador, numa noção básica de ilusionismo, mas que a meu ver, não pode deixar de se fazer um grande filme, para quem efetivamente, entender a mensagem trasmitida, melhor dizendo, a crítica.

Em teoria, o filme resulta muito bem, é uma comédia negra, tem de o aceitar, e por isso, a cara do filme é somente um alvo a abater, e nisso, a comédia é simplesmente excecional, repetindo, com um número de atores de grande relevo, que o preenchem por inteiro, são camadas de cebola de puro entretenimento, num filme ainda que trivializado, e teatralizado, é de competência imensa, onde o público é um personagem também, estilizado e de qualidade, numa película de apetite por humilhar um monstro da história moderna, um líder reservado, que o filme estende por terra, de forma brilhante e capaz, onde o rei é mesmo o niilismo da narrativa.

De realçar ainda, os inúmeros ataques cardíacos do personagem, onde a humilhação cava ainda um fosso maior, na procura da relação com a América, de Donald Trump, nas correlações finais que o filme tenta abordar, na vulgaridade com que atribui a cada cena, a cada crise política, e referência a megalomania, dos conservadores políticos que o filme refere e ironiza, é sem dúvida, o cair da máscara dos tempos passados, das figuras políticas da ordem mundial, que tanto mal fizeram, e que o leva a questionar, se tudo foi o que pareceu quando contado, do burocrata que subiu a pulso, das festas à política, mas que aqui, é apenas fruto da tortura que implementou e praticou, um sem forma, conservadorista, um covarde de fato e gravata.

E não pode mesmo perder, vá então ao cinema, veja o filme do ano, chega às salas na próxima semana, Vice.


DATA DE ESTREIA: 14/02/2019

REALIZAÇÃO: Adam McKay

ARGUMENTO: Adam McKay

ELENCO: Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell, Sam Rockwell

GÉNERO: Biografia, Comédia, Drama

PAÍS: EUA

ANO: 2018

DURAÇÃO: 132 minutos

 

 

 

 

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