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Easter Egg de Black Mirror Bandersnatch

aqui tínhamos falado que a equipa do Netflix elevou o patamar ao fazer um filme interativo de uma série como se fosse um videojogo e deu-se ao cuidado de criar um website para a companhia Tuckersoft. Até aí nada de novo, o site existe e ao aceder vamos dar a uma página em construção, mas, para quem se der ao trabalho de procurar mais atentamente, vai encontrar a página do jogo Nohzdyve, pronunciado Nose Dive, um jogo para ZX Spectrum “cinco estrelas” e vai poder fazer o download do jogo que a Netflix produziu de propósito.

Para jogar, basta usarmos um qualquer emulador de ZX Spectrum, como pro exemplo o Speccy disponível aqui https://fms.komkon.org/Speccy/

 

Podem consultar a página do jogo aqui https://tuckersoft.net/ealing20541/nohzdyve/ e o link direto para o jogo é https://tuckersoft.net/ealing20541/static/nohzdyve.tap

Análise a ‘A Maldição de Hill House’

Se Um Lugar Silencioso e Hereditário ocupam os lugares de melhores filmes de terror de 2018, no campo das séries, esse posto é ocupado por A Maldição de Hill House, sem dúvida.

A série da Netflix, estreada em Outubro, foi inspirada no livro de Shirley Jackson com o mesmo nome mas, com excepção dos nomes das personagens e do foco na casa assombrada, muito pouco têm em comum. Nesta versão, Hugh e Olivia constituem um casal que se dedica à remodelação de casas antigas, de forma a que depois as possam vender a um preço mais elevado. É isto que os leva a mudarem-se para Hill House durante uns meses, juntamente com os cinco filhos: Steve, Shirley, Theo e os gémeos Luke e Nell. E tudo poderia ter corrido bem, não fosse a casa estar impregnada de fantasmas.

A acção decorre entre flashbacks, mostrando a estadia da família na mansão e, alguns anos depois, como cada membro lida com o que viveu durante esse período. Isto é mais um ponto positivo para a série dado que, sejamos honestos, quantas mais séries (ou filmes, ou livros) nos mostram como as personagens vivem o pós-assombração?

Faz sentido, por isso, que cada episódio se centre numa personagem – retirando um ou outro que abordam as relações familiares de uma forma geral e o último, que se foca numa divisão específica da mansão: a misteriosa Sala Vermelha (mas já lá vamos!).

Os 5.º e 6.º episódios são bons exemplos da qualidade de A Maldição de Hill House. Centrado em Nell, o 5º episódio apresenta-nos um plot twist (sim, a meio da série) estrondoso. Um mind blown chocante que ajuda a definir a não linearidade da série e nos prepara para o que ainda está para vir. E quando não pensávamos ser possível superar este episódio, surge o 6º, que se distingue não só por atingir o pico da cinematografia, marcado pelas sequências sem cortes, enormes, mas também por todos os subplots que surgem e uma das discussões mais bem representadas que já vi em televisão. Um dos melhores episódios do ano? Definitivamente.

(Uma curiosidade: os cenários foram construídos lado a lado, exactamente para permitir que, neste episódio específico, a ligação entre tempo presente e passado pudesse ser feita sem cortes)

O final da temporada revela-nos o que esconde a Sala Vermelha, uma divisão da casa onde ninguém consegue entrar, e a série volta a fazer com que a nossa mente expluda (as teorias que daí advêm criadas pelos fãs são igualmente incríveis). Não é um plot twist tão impactante quanto o do 5º episódio, na minha opinião, mas está muito bem escrito e cumpre dois dos seus principais objectivos: chocar-nos e fazer com que queiramos rever A Maldição de Hill House desde o início.

Para terminar, um alerta para os detalhes disfarçados ao longo da série e que atestam a mestria da sua escrita e realização: durante todos os episódios, é possível encontrar alguns fantasmas escondidos pela casa, no decorrer das cenas. As personagens, naturalmente, não se apercebem da sua presença – e o espectador, muitas vezes, também não. Alguns aparecem apenas uma vez, outros são mais frequentes.

The Haunting of Hill HouseVê a galeria com alguns exemplos de fantasmas escondidos durante as cenas
Imagens retiradas de Popsugar

Com muito boas prestações (em especial, as de Carla Gugino, Elizabeth Reaser, Kate Siegel e do pequeno Julian Hilliard), momentos cheios de tensão, uma cinematografia incrível e plot twists levados da breca, A Maldição de Hill House tornou-se uma das melhores séries de 2018.

Retrobits – Metal Gear Solid

Saiu no dia três deste mês de dezembro a Playstation Classic, que já analisámos (https://8dot5bits.com/analise-a-playstation-classic/) , a mini consola retro da Sony que pretende fazer-nos reviver os tempos da primeira Playstation, ou PSX, como era conhecida. Apesar de as vendas desta mini consola estarem a ser desapontantes, há uma vantagem nisso para nós, consumidores: já é possível comprar a consola por uns módicos 59,99€, o que representa um desconto de 40% face ao preço que tinha há três semanas, quando foi lançada. Assim, e visto que já revivemos Final Fantasy VII quando inaugurámos este espaço (se não leram, acedam a https://8dot5bits.com/retrobits-final-fantasy-vii/), falaremos hoje do outro grande jogo da velhinha Playstation e um dos fortes argumentos para comprar uma Playstation Classic: Metal Gear Solid.

Se porventura não conhecem o nome de Hideo Kojima, ou o título Metal Gear, para sempre associado ao seu criador, saibam que os primeiros dois Metal Gear foram lançados para MSX2, um obscuro e quase esquecido microcomputador dos anos 80, e também teve direito a uma adaptação para a NES. Já aí se destacava pela ação furtiva e pela miríade de elementos inesperados e deliciosos, mas foi há vinte anos, em 1998, que Metal Gear Solid foi lançado para a Playstation, vendendo seis milhões de cópias físicas para essa plataforma. Posteriormente, foi lançado também para PC, e hoje em dia pode adquirir-se em formato digital na loja da Playstation (https://store.playstation.com/pt-pt/product/EP0101-NPEF00036_00-GMETALGEAR000001), inexplicavelmente apenas para PS3, PSP e PS Vita, sem compatibilidade com a PS4. O título mais recente é o fabuloso Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, e sabemos à partida que será o último título da saga realizado por Hideo Kojima, visto que já não trabalha para a Konami.

Mas falemos do primeiro Metal Gear Solid. Este foi, junto com Final Fantasy VII, um dos jogos que vendeu a Playstation original, e um dos poucos jogos que justificavam, só por si, a compra de uma consola. Metal Gear Solid é, ainda hoje, uma das mais emocionantes, desafiantes, surpreendentes experiências que um jogador pode ter. Foi Metal Gear Solid que marcou o início dos jogos de ação furtiva, como Hitman ou Splinter Cell, mas nunca foi superado por nenhum destes e, atrevemo-nos a dizer, nem pelas suas próprias sequelas. O argumento é magistral, a banda sonora inesquecível, o grafismo era, para a época, fenomenal, as lutas com os Bosses eram desafiantes e emocionantes… Enfim, a perfeição encarnada num videojogo.

Ninguém merece chegar ao fim da vida sem se enfrentar pelo menos uma vez a Psycho Mantis. Este boss surge a meio do jogo e, qual Deadpool, somos confrontados com uma série de quebras da quarta barreira que ainda hoje deixam qualquer um de queixo caído, como dizer-nos quais os jogos que tínhamos no cartão de memória, fazer o nosso comando mover-se, tirar-nos a imagem do televisor, termos que mudar o comando para a porta do jogador 2 da consola, pois na porta 1 ele lia a nossa mente e evitava todos os nossos golpes. Genial.

Se nunca jogaram a Metal Gear Solid, fica só um aviso: quando o acabarem, vejam os créditos até ao fim e preparem-se para o maior arrepio na espinha das vossas vidas quando ouvirem a conversa telefónica depois dos créditos…

Retrobits é uma rúbrica mensal que tenta recuperar parte da história dos videojogos. Desde grandes sucessos a joias escondidas, tentaremos deixar-vos neste espaço algumas sugestões de jogos perdidos no tempo.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

A Estrear – Janeiro 2019

No A Estrear, o 8.5Bits mostra-te os filmes mais aguardados do próximo mês. Já tens as pipocas preparadas?
Aqui estão algumas das estreias de Janeiro:

A Educadora de Infância

Título Original: The Kindergarten Teacher
Género: Drama
Data de Estreia: 3 de Janeiro
Trailer

Uma educadora de infância de Staten Island descobre que um dos seus alunos de cinco anos talvez seja um prodígio. Fascinada e obcecada pela criança, entra numa perigosa e desesperada vertigem para lhe alimentar o ego.

 

 

 

O Cavalheiro com Arma

Título Original: The Old Man and the Gun
Género: Comédia/Drama/Crime
Data de Estreia: 3 de Janeiro
Trailer

O Cavaleiro com Arma conta a história verídica de Forrest Tucker (Robert Redford), desde a sua audaciosa fuga da prisão de San Quentin aos 70 anos de idade a uma série de roubos sem precedentes que confundem as autoridades e encantam o público.
Envolvidos na perseguição estão John Hunt (Casey Affleck), um detective cativado pelo talento de Forrest no seu ofício e uma mulher (Sissy Spacek) que o ama, apesar de tudo.

 

 

The House That Jack Build – A Casa de Jack

Título Original: The House That Jack Built
Género: Drama/Terror/Thriller
Data de Estreia: 3 de Janeiro
Trailer

O novo filme de Lars von Trier passa-se nos Estados Unidos dos anos 70 e apresenta-nos Jack e os assassinatos que o levam a transformar-se num assassino em série. A história é contada do ponto de vista de Jack enquanto este planeia cada crime, que caracteriza como sendo verdadeiras obras de arte. À medida que a inevitável intervenção policial se aproxima, Jack assume riscos cada vez maiores na tentativa de criar a sua derradeira obra-prima.

 

 

Vox Lux

Título Original: Vox Lux
Género: Drama
Data de Estreia: 10 de Janeiro
Trailer

Ainda adolescente, a jovem Celeste transforma-se numa estrela pop com a ajuda da irmã (Stacy Martin) e de um produtor talentoso (Jude Law). Contudo, é na sequência de uma tragédia nacional que Celeste se torna num novo tipo de celebridade: um ídolo americano, uma divindade secular e uma superestrela global.
Passados 18 anos, Celeste (Natalie Portman) prepara o regresso à ribalta após um escândalo. Durante a digressão para promover o seu sexto álbum, terá de superar problemas pessoais e familiares e navegar nas águas incertas da maternidade, da loucura e da fama.

 

Uma Luta Desigual

Título Original: On the Basis of Sex
Género: Drama
Data de Estreia: 10 de Janeiro
Trailer

Felicity Jones interpreta Ruth Bader Ginsburg na luta que travou, juntamente com o marido, Marty (Armie Hammer), para apresentar um caso pioneiro perante o Tribunal de Recurso americano e se tornar membro do Supremo Tribunal de Justiça, numa época marcada pela discriminação de género.

 

 

Glass

Título Original: Glass
Género: Thriller/Mistério/Ficção Científica
Data de Estreia: 17 de Janeiro
Trailer

Em Glass, M. Night Shyamalan junta as narrativas de dois dos seus maiores sucessos no cinema – O Protegido, de 2000, e Fragmentado, de 2016.
Bruce Willis regressa como David Dunn, em conjunto com Samuel L. Jackson no papel de Elijah Price, também conhecido por Mr. Glass. De Fragmentado surge James McAvoy na pele de Kevin Wendell Crumb e das suas múltiplas personalidades. David Dunn persegue Kevin, enquanto a presença sombria de Price emerge, trazendo com ele mais segredos.

 

Maria, Rainha dos Escoceses

Título Original: Mary Queen of Scots
Género: Drama/Histórico
Data de Estreia: 17 de Janeiro
Trailer

Baseado na vida de Mary Stuart, Maria, Rainha dos Escoceses conta como esta, após se ter tornado rainha da França aos 16 anos e ter ficado viúva aos 18, decide desafiar a pressão para casar novamente e regressar à Escócia e recuperar o trono, agora sob o domínio de Elizabeth I. Rivais no amor e no poder e regentes do sexo feminino num mundo essencialmente masculino, as duas têm de encontrar forma de manter o equilíbrio entre casamento e independência. Determinada a governar, Mary (Saoirse Ronan) afirma a reivindicação ao trono inglês, ameaçando a soberania de Elizabeth (Margot Robbie).

 

Correio de Droga

Título Original: The Mule
Género: Crime/Drama/Thriller
Data de Estreia: 31 de Janeiro
Trailer

Ao passar por dificuldades financeiras, Earl Stone (Clint Estwood), um agricultor e antigo soldado de 90 anos, torna-se uma “mula”, transportando cocaína de El Paso para Chicago. Com o dinheiro que recebe, ajuda a família tanto quanto pode. Mas a situação dificulta-se quando é apanhado pela polícia.

 

 

E então, que filmes tens mais curiosidade em ver? Há alguma estreia de que não tenhamos falado pela qual anseies? 

Editor's Choice

Easter Egg de Black Mirror Bandersnatch

aqui tínhamos falado que a equipa do Netflix elevou o patamar ao fazer um filme interativo de uma série como se fosse um videojogo e deu-se ao cuidado de criar um website para a companhia Tuckersoft. Até aí nada de novo, o site existe e ao aceder vamos dar a uma página em construção, mas, para quem se der ao trabalho de procurar mais atentamente, vai encontrar a página do jogo Nohzdyve, pronunciado Nose Dive, um jogo para ZX Spectrum “cinco estrelas” e vai poder fazer o download do jogo que a Netflix produziu de propósito.

Para jogar, basta usarmos um qualquer emulador de ZX Spectrum, como pro exemplo o Speccy disponível aqui https://fms.komkon.org/Speccy/

 

Podem consultar a página do jogo aqui https://tuckersoft.net/ealing20541/nohzdyve/ e o link direto para o jogo é https://tuckersoft.net/ealing20541/static/nohzdyve.tap

Análise a ‘A Maldição de Hill House’

Se Um Lugar Silencioso e Hereditário ocupam os lugares de melhores filmes de terror de 2018, no campo das séries, esse posto é ocupado por A Maldição de Hill House, sem dúvida.

A série da Netflix, estreada em Outubro, foi inspirada no livro de Shirley Jackson com o mesmo nome mas, com excepção dos nomes das personagens e do foco na casa assombrada, muito pouco têm em comum. Nesta versão, Hugh e Olivia constituem um casal que se dedica à remodelação de casas antigas, de forma a que depois as possam vender a um preço mais elevado. É isto que os leva a mudarem-se para Hill House durante uns meses, juntamente com os cinco filhos: Steve, Shirley, Theo e os gémeos Luke e Nell. E tudo poderia ter corrido bem, não fosse a casa estar impregnada de fantasmas.

A acção decorre entre flashbacks, mostrando a estadia da família na mansão e, alguns anos depois, como cada membro lida com o que viveu durante esse período. Isto é mais um ponto positivo para a série dado que, sejamos honestos, quantas mais séries (ou filmes, ou livros) nos mostram como as personagens vivem o pós-assombração?

Faz sentido, por isso, que cada episódio se centre numa personagem – retirando um ou outro que abordam as relações familiares de uma forma geral e o último, que se foca numa divisão específica da mansão: a misteriosa Sala Vermelha (mas já lá vamos!).

Os 5.º e 6.º episódios são bons exemplos da qualidade de A Maldição de Hill House. Centrado em Nell, o 5º episódio apresenta-nos um plot twist (sim, a meio da série) estrondoso. Um mind blown chocante que ajuda a definir a não linearidade da série e nos prepara para o que ainda está para vir. E quando não pensávamos ser possível superar este episódio, surge o 6º, que se distingue não só por atingir o pico da cinematografia, marcado pelas sequências sem cortes, enormes, mas também por todos os subplots que surgem e uma das discussões mais bem representadas que já vi em televisão. Um dos melhores episódios do ano? Definitivamente.

(Uma curiosidade: os cenários foram construídos lado a lado, exactamente para permitir que, neste episódio específico, a ligação entre tempo presente e passado pudesse ser feita sem cortes)

O final da temporada revela-nos o que esconde a Sala Vermelha, uma divisão da casa onde ninguém consegue entrar, e a série volta a fazer com que a nossa mente expluda (as teorias que daí advêm criadas pelos fãs são igualmente incríveis). Não é um plot twist tão impactante quanto o do 5º episódio, na minha opinião, mas está muito bem escrito e cumpre dois dos seus principais objectivos: chocar-nos e fazer com que queiramos rever A Maldição de Hill House desde o início.

Para terminar, um alerta para os detalhes disfarçados ao longo da série e que atestam a mestria da sua escrita e realização: durante todos os episódios, é possível encontrar alguns fantasmas escondidos pela casa, no decorrer das cenas. As personagens, naturalmente, não se apercebem da sua presença – e o espectador, muitas vezes, também não. Alguns aparecem apenas uma vez, outros são mais frequentes.

The Haunting of Hill HouseVê a galeria com alguns exemplos de fantasmas escondidos durante as cenas
Imagens retiradas de Popsugar

Com muito boas prestações (em especial, as de Carla Gugino, Elizabeth Reaser, Kate Siegel e do pequeno Julian Hilliard), momentos cheios de tensão, uma cinematografia incrível e plot twists levados da breca, A Maldição de Hill House tornou-se uma das melhores séries de 2018.

Retrobits – Metal Gear Solid

Saiu no dia três deste mês de dezembro a Playstation Classic, que já analisámos (https://8dot5bits.com/analise-a-playstation-classic/) , a mini consola retro da Sony que pretende fazer-nos reviver os tempos da primeira Playstation, ou PSX, como era conhecida. Apesar de as vendas desta mini consola estarem a ser desapontantes, há uma vantagem nisso para nós, consumidores: já é possível comprar a consola por uns módicos 59,99€, o que representa um desconto de 40% face ao preço que tinha há três semanas, quando foi lançada. Assim, e visto que já revivemos Final Fantasy VII quando inaugurámos este espaço (se não leram, acedam a https://8dot5bits.com/retrobits-final-fantasy-vii/), falaremos hoje do outro grande jogo da velhinha Playstation e um dos fortes argumentos para comprar uma Playstation Classic: Metal Gear Solid.

Se porventura não conhecem o nome de Hideo Kojima, ou o título Metal Gear, para sempre associado ao seu criador, saibam que os primeiros dois Metal Gear foram lançados para MSX2, um obscuro e quase esquecido microcomputador dos anos 80, e também teve direito a uma adaptação para a NES. Já aí se destacava pela ação furtiva e pela miríade de elementos inesperados e deliciosos, mas foi há vinte anos, em 1998, que Metal Gear Solid foi lançado para a Playstation, vendendo seis milhões de cópias físicas para essa plataforma. Posteriormente, foi lançado também para PC, e hoje em dia pode adquirir-se em formato digital na loja da Playstation (https://store.playstation.com/pt-pt/product/EP0101-NPEF00036_00-GMETALGEAR000001), inexplicavelmente apenas para PS3, PSP e PS Vita, sem compatibilidade com a PS4. O título mais recente é o fabuloso Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, e sabemos à partida que será o último título da saga realizado por Hideo Kojima, visto que já não trabalha para a Konami.

Mas falemos do primeiro Metal Gear Solid. Este foi, junto com Final Fantasy VII, um dos jogos que vendeu a Playstation original, e um dos poucos jogos que justificavam, só por si, a compra de uma consola. Metal Gear Solid é, ainda hoje, uma das mais emocionantes, desafiantes, surpreendentes experiências que um jogador pode ter. Foi Metal Gear Solid que marcou o início dos jogos de ação furtiva, como Hitman ou Splinter Cell, mas nunca foi superado por nenhum destes e, atrevemo-nos a dizer, nem pelas suas próprias sequelas. O argumento é magistral, a banda sonora inesquecível, o grafismo era, para a época, fenomenal, as lutas com os Bosses eram desafiantes e emocionantes… Enfim, a perfeição encarnada num videojogo.

Ninguém merece chegar ao fim da vida sem se enfrentar pelo menos uma vez a Psycho Mantis. Este boss surge a meio do jogo e, qual Deadpool, somos confrontados com uma série de quebras da quarta barreira que ainda hoje deixam qualquer um de queixo caído, como dizer-nos quais os jogos que tínhamos no cartão de memória, fazer o nosso comando mover-se, tirar-nos a imagem do televisor, termos que mudar o comando para a porta do jogador 2 da consola, pois na porta 1 ele lia a nossa mente e evitava todos os nossos golpes. Genial.

Se nunca jogaram a Metal Gear Solid, fica só um aviso: quando o acabarem, vejam os créditos até ao fim e preparem-se para o maior arrepio na espinha das vossas vidas quando ouvirem a conversa telefónica depois dos créditos…

Retrobits é uma rúbrica mensal que tenta recuperar parte da história dos videojogos. Desde grandes sucessos a joias escondidas, tentaremos deixar-vos neste espaço algumas sugestões de jogos perdidos no tempo.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

A Estrear – Janeiro 2019

No A Estrear, o 8.5Bits mostra-te os filmes mais aguardados do próximo mês. Já tens as pipocas preparadas?
Aqui estão algumas das estreias de Janeiro:

A Educadora de Infância

Título Original: The Kindergarten Teacher
Género: Drama
Data de Estreia: 3 de Janeiro
Trailer

Uma educadora de infância de Staten Island descobre que um dos seus alunos de cinco anos talvez seja um prodígio. Fascinada e obcecada pela criança, entra numa perigosa e desesperada vertigem para lhe alimentar o ego.

 

 

 

O Cavalheiro com Arma

Título Original: The Old Man and the Gun
Género: Comédia/Drama/Crime
Data de Estreia: 3 de Janeiro
Trailer

O Cavaleiro com Arma conta a história verídica de Forrest Tucker (Robert Redford), desde a sua audaciosa fuga da prisão de San Quentin aos 70 anos de idade a uma série de roubos sem precedentes que confundem as autoridades e encantam o público.
Envolvidos na perseguição estão John Hunt (Casey Affleck), um detective cativado pelo talento de Forrest no seu ofício e uma mulher (Sissy Spacek) que o ama, apesar de tudo.

 

 

The House That Jack Build – A Casa de Jack

Título Original: The House That Jack Built
Género: Drama/Terror/Thriller
Data de Estreia: 3 de Janeiro
Trailer

O novo filme de Lars von Trier passa-se nos Estados Unidos dos anos 70 e apresenta-nos Jack e os assassinatos que o levam a transformar-se num assassino em série. A história é contada do ponto de vista de Jack enquanto este planeia cada crime, que caracteriza como sendo verdadeiras obras de arte. À medida que a inevitável intervenção policial se aproxima, Jack assume riscos cada vez maiores na tentativa de criar a sua derradeira obra-prima.

 

 

Vox Lux

Título Original: Vox Lux
Género: Drama
Data de Estreia: 10 de Janeiro
Trailer

Ainda adolescente, a jovem Celeste transforma-se numa estrela pop com a ajuda da irmã (Stacy Martin) e de um produtor talentoso (Jude Law). Contudo, é na sequência de uma tragédia nacional que Celeste se torna num novo tipo de celebridade: um ídolo americano, uma divindade secular e uma superestrela global.
Passados 18 anos, Celeste (Natalie Portman) prepara o regresso à ribalta após um escândalo. Durante a digressão para promover o seu sexto álbum, terá de superar problemas pessoais e familiares e navegar nas águas incertas da maternidade, da loucura e da fama.

 

Uma Luta Desigual

Título Original: On the Basis of Sex
Género: Drama
Data de Estreia: 10 de Janeiro
Trailer

Felicity Jones interpreta Ruth Bader Ginsburg na luta que travou, juntamente com o marido, Marty (Armie Hammer), para apresentar um caso pioneiro perante o Tribunal de Recurso americano e se tornar membro do Supremo Tribunal de Justiça, numa época marcada pela discriminação de género.

 

 

Glass

Título Original: Glass
Género: Thriller/Mistério/Ficção Científica
Data de Estreia: 17 de Janeiro
Trailer

Em Glass, M. Night Shyamalan junta as narrativas de dois dos seus maiores sucessos no cinema – O Protegido, de 2000, e Fragmentado, de 2016.
Bruce Willis regressa como David Dunn, em conjunto com Samuel L. Jackson no papel de Elijah Price, também conhecido por Mr. Glass. De Fragmentado surge James McAvoy na pele de Kevin Wendell Crumb e das suas múltiplas personalidades. David Dunn persegue Kevin, enquanto a presença sombria de Price emerge, trazendo com ele mais segredos.

 

Maria, Rainha dos Escoceses

Título Original: Mary Queen of Scots
Género: Drama/Histórico
Data de Estreia: 17 de Janeiro
Trailer

Baseado na vida de Mary Stuart, Maria, Rainha dos Escoceses conta como esta, após se ter tornado rainha da França aos 16 anos e ter ficado viúva aos 18, decide desafiar a pressão para casar novamente e regressar à Escócia e recuperar o trono, agora sob o domínio de Elizabeth I. Rivais no amor e no poder e regentes do sexo feminino num mundo essencialmente masculino, as duas têm de encontrar forma de manter o equilíbrio entre casamento e independência. Determinada a governar, Mary (Saoirse Ronan) afirma a reivindicação ao trono inglês, ameaçando a soberania de Elizabeth (Margot Robbie).

 

Correio de Droga

Título Original: The Mule
Género: Crime/Drama/Thriller
Data de Estreia: 31 de Janeiro
Trailer

Ao passar por dificuldades financeiras, Earl Stone (Clint Estwood), um agricultor e antigo soldado de 90 anos, torna-se uma “mula”, transportando cocaína de El Paso para Chicago. Com o dinheiro que recebe, ajuda a família tanto quanto pode. Mas a situação dificulta-se quando é apanhado pela polícia.

 

 

E então, que filmes tens mais curiosidade em ver? Há alguma estreia de que não tenhamos falado pela qual anseies? 

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