Videojogos

Retrobits – Metal Gear Solid

Saiu no dia três deste mês de dezembro a Playstation Classic, que já analisámos (https://8dot5bits.com/analise-a-playstation-classic/) , a mini consola retro da Sony que pretende fazer-nos reviver os tempos da primeira Playstation, ou PSX, como era conhecida. Apesar de as vendas desta mini consola estarem a ser desapontantes, há uma vantagem nisso para nós, consumidores: já é possível comprar a consola por uns módicos 59,99€, o que representa um desconto de 40% face ao preço que tinha há três semanas, quando foi lançada. Assim, e visto que já revivemos Final Fantasy VII quando inaugurámos este espaço (se não leram, acedam a https://8dot5bits.com/retrobits-final-fantasy-vii/), falaremos hoje do outro grande jogo da velhinha Playstation e um dos fortes argumentos para comprar uma Playstation Classic: Metal Gear Solid.

Se porventura não conhecem o nome de Hideo Kojima, ou o título Metal Gear, para sempre associado ao seu criador, saibam que os primeiros dois Metal Gear foram lançados para MSX2, um obscuro e quase esquecido microcomputador dos anos 80, e também teve direito a uma adaptação para a NES. Já aí se destacava pela ação furtiva e pela miríade de elementos inesperados e deliciosos, mas foi há vinte anos, em 1998, que Metal Gear Solid foi lançado para a Playstation, vendendo seis milhões de cópias físicas para essa plataforma. Posteriormente, foi lançado também para PC, e hoje em dia pode adquirir-se em formato digital na loja da Playstation (https://store.playstation.com/pt-pt/product/EP0101-NPEF00036_00-GMETALGEAR000001), inexplicavelmente apenas para PS3, PSP e PS Vita, sem compatibilidade com a PS4. O título mais recente é o fabuloso Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, e sabemos à partida que será o último título da saga realizado por Hideo Kojima, visto que já não trabalha para a Konami.

Mas falemos do primeiro Metal Gear Solid. Este foi, junto com Final Fantasy VII, um dos jogos que vendeu a Playstation original, e um dos poucos jogos que justificavam, só por si, a compra de uma consola. Metal Gear Solid é, ainda hoje, uma das mais emocionantes, desafiantes, surpreendentes experiências que um jogador pode ter. Foi Metal Gear Solid que marcou o início dos jogos de ação furtiva, como Hitman ou Splinter Cell, mas nunca foi superado por nenhum destes e, atrevemo-nos a dizer, nem pelas suas próprias sequelas. O argumento é magistral, a banda sonora inesquecível, o grafismo era, para a época, fenomenal, as lutas com os Bosses eram desafiantes e emocionantes… Enfim, a perfeição encarnada num videojogo.

Ninguém merece chegar ao fim da vida sem se enfrentar pelo menos uma vez a Psycho Mantis. Este boss surge a meio do jogo e, qual Deadpool, somos confrontados com uma série de quebras da quarta barreira que ainda hoje deixam qualquer um de queixo caído, como dizer-nos quais os jogos que tínhamos no cartão de memória, fazer o nosso comando mover-se, tirar-nos a imagem do televisor, termos que mudar o comando para a porta do jogador 2 da consola, pois na porta 1 ele lia a nossa mente e evitava todos os nossos golpes. Genial.

Se nunca jogaram a Metal Gear Solid, fica só um aviso: quando o acabarem, vejam os créditos até ao fim e preparem-se para o maior arrepio na espinha das vossas vidas quando ouvirem a conversa telefónica depois dos créditos…

Retrobits é uma rúbrica mensal que tenta recuperar parte da história dos videojogos. Desde grandes sucessos a joias escondidas, tentaremos deixar-vos neste espaço algumas sugestões de jogos perdidos no tempo.

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com

Jogador desde os tempos do Spectrum, aficionado a jogos de Luta, Condução e RPG. Estudou Línguas e Literaturas na Universidade Nova de Lisboa, e Línguas, Literaturas e Culturas na Universidade de Évora. É Professor de Português e Espanhol, e nos (poucos) tempos livres consegue, por vezes, ligar o PC.
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