Ashes of Oahu é o mais novo título da Wyrmbyte, uma pequena equipa independente que espera lançar a versão final deste jogo a 29 de agosto. A versão que analisámos, e que está já disponível no Steam, é a versão de Acesso Antecipado, pelo que não é de estranhar que muitos dos aspetos que compõem o jogo possam vir a ser melhorados na versão final.

Ashes of Oahu é definido pelos seus criadores como um “shooter RPG” em mundo aberto, uma espécie de Just Cause com algum foco na gestão do inventário, subida de nível e aprendizagem de novas habilidades. A ação passa-se numa versão pós-apocalíptica do Havai, com várias fações a lutarem pelo controlo do território, num mundo onde a magia é tão real como as armas de fogo. Iniciamos a narrativa conhecendo alguns espíritos, que orientarão a nossa personagem para um pequeno tutorial, no qual aprendemos algo sobre os controlos e as mecânicas do jogo, assim como um pouco sobre o mundo que nos rodeia.

Em Ashes of Oahu, caminhamos por entre a vegetação e os cenários coloridos, preferencialmente de forma furtiva, para não chamar a atenção de demasiados inimigos ao mesmo tempo. Sem ser um jogo de ação pura ou de ação furtiva, como um título da saga Metal Gear Solid, Ashes of Oahu obriga-nos a ter algum cuidado na forma como abordamos os inimigos, pois facilmente somos cercados e mortos, ou encontramos inimigos que nos matam de um só golpe, e devemos evitá-los a todo o custo. De resto, o combate é parecido ao que conhecemos de outros jogos de ação em terceira pessoa, seja a apontar as armas de fogo seja nas situações em que lutamos corpo-a-corpo.

Sendo uma versão de Acesso Antecipado, como já referimos, não estranhamos que alguns aspetos do jogo aparentem estar incompletos. Se o mapa, a história, e os elementos gráficos parecem muito próximos do aspeto final, há certamente que melhorar algumas animações das personagens, a sonoplastia e, obviamente, os inevitáveis bugs de uma versão incompleta.

Em suma, não podemos ainda dizer que Ashes of Oahu seja, neste momento, um jogo recomendável. Promete, é certo, pois contém boas ideias, uma história interessante e muito diferente do habitual, e um aspeto visual bastante agradável; ao mesmo tempo, tem lacunas evidentes, que se perdoam numa versão de Acesso Antecipado, mas que seriam necessárias numa versão final, como mais e melhores animações nos movimentos, ou vozes nas personagens. Dia 29 de agosto saberemos se foram colmatadas ou não…

 

Pedro Moreira é Reviewer no 8.5Bits | twitter @morenho27 | pedromoreira@8dot5bits.com